ALÉM DA ILHAS, O HOMEM INVENTOU O CAOS! (01/17)
(Betto Gasparetto)
Exílio nr. 1 – O Canto da Solidão I

By NC Flux Schnell+ Starlight XL, Atomix XL v4 Lightning
Em cada passo, o ouro brilha, mas é fugaz,
O homem busca um brilho que a alma consome,
Nos olhos, um vazio que em sua profundidade jaz,
Reflexos de um mundo onde a essência se desmorona.

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O mercado clama, mas já não há quem escute,
Em mares rasos, as promessas se afogam.
O amor, que antes era laço, agora se desfaz,
No eco das trocas, os corações se dilaceram.

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A humanidade se perde em seu próprio reflexo,
A terra geme, mas sua voz já não alcança,
O que resta é um sonho desfeito, um nexo
Onde o amor foi comprado, no altar da vaidade e dança.

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Águas que banham aldeias já não trazem o pão,
São lágrimas secas, que escorrem da terra calada.
E o homem, em sua fúria e histeria, busca só a mão
De quem lhe dá poder, enquanto a esperança é errada.

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O amor se perde nas mãos de quem se esquece,
E as ruas, antes vivas, agora ecoam de vazio.
Na busca incessante, o que resta é um filme que se desfez,
Onde o homem, cansado, já não vê mais o rio.

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E a terra, que de tudo ainda espera,
Se vê enterrada sob o peso da indiferença.
No grito do mundo, se esvai a primavera,
E o amor, perdido, se despede em sua ausência.

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O homem procura um brilho eterno,
Mas a chama consome e nunca apaga.
E no fim, diante do espelho, o que resta é o inverno,
Onde a solidão ecoa, e o amor não mais se propaga.
(Betto Gasparetto – iii-vi/mcmlxxxiii)
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