Arquivo para março, 2025

A Linguagem do Amor (in) Fluente

Posted in Sem categoria on 16 de março de 2025 by Prof Gasparetto

Brenda G. G.

By NC Flux Schnell+ Starlight XL, Atomix XL v4 Lightning

Eu costumava sonhar acordada, perdida no anseio,
De entrelaçar os dedos nos teus,
Enquanto o eco de um riso vazio dançava pela sala deserta,
Onde nossa essência contemplava o silêncio.

Eu costumava contar as horas,
Os minutos, como se fossem o bálsamo
Que aliviariam minha espera,
E o calor do teu toque fosse o único abrigo,
A única casa que eu desejava habitar.

Eu costumava sentir o arrepio da promessa,
No tom leve, como quem diz: “Vou te ver”,
E o coração descompassado,
Como se, ao pronunciar essas palavras,
O tempo se curvasse, se dobrasse,
E eu tivesse, enfim, o teu olhar como abrigo.

Eu costumava vislumbrar o que seria
Ter meu coração preenchido de afeto,
Transbordando, inebriado pela paixão.
E cada gesto, cada sorriso, cada instante,
Eu sentia como se fosse fluente na linguagem do amor.

Mas me vi náufraga, perdida no raso do teu interesse,
No olhar vago que se desfazia na parede,
Enquanto eu me afundava nas águas turvas,
Onde o que restava de nós era um espelho embaçado.

Agora, fico a olhar, insensível, o copo
Deixado na cabeceira da cama,
Morno, vazio, uma representação do eu …(?)

No escuro do quarto, reina tua presença que se tornou eco, um suspiro fraco,
Balbuciando nossa antiga canção,
Agora já sem vida,
Sem a mesma vibração de antes.

Brenda G. G. (x.iii.xxv)

PORQUE OS VENTOS SOPRAM MAIS FORTE, FICAMOS CALADOS NO TEMPO! – 09/12

Posted in Sem categoria on 16 de março de 2025 by Prof Gasparetto

(Betto Gasparetto)

Euphoria nr.VIII – PÉTALAS AO VENTO – A Atitude

By NC Flux Schnell+ Starlight XL, Atomix XL v4 Lightning

A noite já se estendia sobre o campo, envolta em uma calma profunda, onde o som do vento parecia se tornar uma melodia suave, como se a própria terra respirasse em harmonia com o universo. A jovem, ainda sob a árvore, sentia a presença do vento mais intensa do que nunca. Ele vinha de todos os lados, acariciando sua pele com a mesma ternura com que os sussurros das estrelas tocam o silêncio da noite. As pétalas que haviam caído ao seu redor agora se misturavam à terra, transformando-se em uma parte do que se passava à sua volta, como se cada fragmento carregasse em si um pedaço da alma do mundo.

Ela se levantou lentamente, seus pés tocando a terra com suavidade, como se temesse perturbar o equilíbrio da noite. O vento parecia levá-la em direção ao desconhecido, mas a jovem já não temia mais o futuro. O que antes era incerto, agora se revelava como um convite, uma oportunidade de reescrever sua história, de deixar para trás tudo o que havia sido. O caminho à sua frente, ainda em sombras, era promissor, e ela sabia que as pétalas ao vento não eram sinais de perda, mas de renovação.

Os galhos da árvore, ainda balançando suavemente sob a influência do vento, pareciam sussurrar palavras que ela não entendia completamente, mas que sentia profundamente. Era uma voz da natureza, uma voz que a chamava para seguir, para caminhar mais longe, mais adiante, onde as fronteiras entre o passado e o futuro se dissolviam. Ela não sabia exatamente para onde o vento a levaria, mas sabia que, ao segui-lo, ela estava finalmente encontrando o lugar onde pertencia, onde seu coração poderia finalmente repousar em paz.

As pétalas que continuavam a ser levadas pelo vento ao seu redor formavam uma trilha invisível, uma marca do seu caminho, mas também uma promessa de que nada se perde realmente. O que se dissolve nas correntes do tempo, como as pétalas ao vento, sempre encontra seu lugar na imensidão do mundo. E, como elas, ela também encontraria seu lugar – talvez não agora, talvez não hoje, mas sabia que o movimento do vento sempre traria algo de novo, sempre renovaria as possibilidades. O que parecia ser uma despedida era, na verdade, apenas um ciclo, o qual ela, agora, compreendia com clareza.

Enquanto caminhava, seus olhos se voltaram para o céu, onde a lua começava a surgir, tímida, como um reflexo da juventude que ainda vivia dentro dela. A luz suave da lua refletia sobre as pétalas que restavam espalhadas pelo campo, dando-lhes um brilho etéreo, como se cada uma delas fosse um pedaço de algo mais grandioso. E, naquele momento, ela compreendeu que, embora as pétalas caídas fossem frágeis e efêmeras, elas ainda carregavam consigo a beleza de uma flor que havia vivido, que havia existido plenamente. Assim como ela. E assim como o vento, que a guiava.

O campo, agora banhado pela luz suave da lua, parecia ser uma tela em branco, esperando para ser preenchida com novos passos, novas histórias. A jovem não se apressava. Ela sabia que não precisava. O vento, como sempre, a conduzia com paciência e suavidade, e ela se permitia seguir, sem pressa, sem pressentimentos, apenas com a certeza de que cada passo a aproximava daquilo que ela realmente era.

As pétalas, agora dispersas por todo o campo, dançavam ao ritmo do vento, e ela, com um sorriso sereno, entendeu finalmente que não era o fim o que elas representavam, mas o recomeço. O vento, que tomava o rumo do desconhecido, era o mesmo que a convidava a ir mais longe, mais alto, sem medo de perder-se no caminho. Pois, como as pétalas, ela sabia que o movimento da vida é eterno, e que, ao soltar o que estava em suas mãos, ela também estava se tornando parte de algo maior, algo que transcendia a compreensão humana.

A jovem, agora mais tranquila, mais confiante, deixou-se ser levada, sabendo que o vento, com sua força invisível, sempre encontraria seu caminho para ela. O campo, as estrelas, as pétalas – tudo ao seu redor agora parecia em perfeita harmonia, como se a vida, com todas as suas intermitências, fosse uma dança constante, uma dança entre o que se vai e o que vem, entre o que morre e o que nasce. E, finalmente, ela se deu conta de que era parte dessa dança. Uma dança que nunca termina, onde as pétalas continuam a voar ao vento, em busca de um lugar onde possam, finalmente, repousar em paz.

(Betto Gasparetto – viii/xviii)

PORQUE OS VENTOS SOPRAM MAIS FORTE, FICAMOS CALADOS NO TEMPO! – 08/12

Posted in Sem categoria on 15 de março de 2025 by Prof Gasparetto

(Betto Gasparetto)

Euphoria nr. VII – PÉTALAS AO VENTO – A Plenitude

By NC Flux Schnell+ Starlight XL, Atomix XL v4 Lightning

O céu, agora tingido de um azul profundo, guarda a promessa de um novo capítulo, e a jovem, em silêncio, sente a suavidade do vento sobre sua pele, como se cada sopro lhe dissesse algo que ela, até então, não havia entendido.

O campo à sua frente, vasto e aberto, não tem limites visíveis; ele se estende até onde os olhos podem alcançar, mas ela não teme a imensidão, não se perde na vastidão do desconhecido. Algo dentro dela, mais forte que o medo, lhe dá coragem. O vento que a acompanhava na sala, carregando as pétalas dispersas, agora se transforma em uma força que a impulsiona, como se o universo inteiro estivesse lhe dizendo: “É hora de seguir.”

As pétalas que caíram ao chão, agora transformadas em fragmentos de uma história que ela já não precisa mais carregar, são como o reflexo de algo que se foi. Não são mais símbolos de perda, mas de transformação. Ela percebe que, assim como o vento leva as pétalas, ela também precisa deixar o que não mais serve para trás, para dar espaço ao que ainda está por vir. O passado, com todas as suas lembranças, já não a define. A jovem, com seu coração sereno, agora se sabe como um ser renovado, pronto para deixar o mundo se abrir à sua frente.

Ela avança pelo campo, os pés tocando a terra que, sob seus passos, parece vibrar com a promessa de um recomeço. As pétalas, em seu movimento gentil pelo vento, parecem se dispersar por todo o caminho que ela percorre. Cada uma delas, ao ser levada pelo ar, é como uma página virada, uma lembrança que se solta sem pesar.

Elas caem e se perdem, mas ao mesmo tempo, fazem parte do que se segue, assim como as experiências de vida, que, embora dolorosas, tornam-se parte da jornada. Ela compreende que, ao seguir em frente, ela também leva consigo a beleza de tudo o que foi, transformado pela suavidade do vento.

À medida que o vento ganha força, ela sente a liberdade que ele traz, uma liberdade que nunca soubera que existia dentro dela. O vento que, por tanto tempo, foi apenas uma presença ao seu redor, agora é uma força que a chama, que a orienta. Ele, como o tempo, não pode ser contido. Ela sente que não há mais nada que a prenda àquela sala, nem àquele lugar onde o passado se diluía, à medida que ela se libertava da dor e das saudades. O vento agora a carrega para um futuro que, embora incerto, é também infinitamente promissor.

Ao longe, uma árvore solitária, com suas folhas que tremem ao toque do vento, se destaca contra o horizonte. Ela se aproxima dessa árvore, cujos galhos se erguem firmes, sem se dobrar ao peso das estações. Há algo de imutável na sua força, algo que ressoa no coração da jovem.

Ela se aproxima, tocando o tronco com a ponta dos dedos, como se tocasse sua própria alma, percebendo que a força que ela tanto buscava não está fora dela, mas em seu interior. O vento, que ainda sobrevinha entre as folhas, parece celebrar sua chegada, como se a saudade de tudo o que foi tivesse, finalmente, se transformado na alegria do que agora é.

E assim, ela se senta sob a árvore, suas mãos tocando as pétalas caídas ao seu redor, agora suaves e leves, como as memórias que ela deixou para trás. O vento, que nunca para, ainda dança ao seu redor, como uma promessa, como uma lembrança de que a vida continua, sempre em movimento, sempre em transformação. Ela fecha os olhos, permitindo-se ser envolvida pela brisa, ouvindo o murmúrio suave das folhas, como uma canção que lhe diz: “Você já não é mais a mesma. O vento levou aquilo que não podia mais ser. Agora, você é nova, você é livre.”

E, ao abrir os olhos, ela vê diante de si o caminho, ainda invisível, mas repleto de possibilidades. As pétalas caídas agora não são mais vestígios de um amor perdido, mas sinais de algo que se renovou. O vento, que a guiou até ali, agora se torna a força que a conduz para o futuro, para o desconhecido, para a vida que está prestes a começar.

Ela sorri, sem receio, pois sabe que as pétalas, assim como os momentos, sempre se perderão ao vento. Mas, em sua jornada, elas deixarão um rastro de beleza, um rastro de vida. E a jovem, agora com o coração leve, se permite ser levada, sem mais hesitações, pois o futuro, como o vento, já a espera.

(Betto Gasparetto – viii/xviii)

PORQUE OS VENTOS SOPRAM MAIS FORTE, FICAMOS CALADOS NO TEMPO! – 07/12

Posted in Sem categoria on 14 de março de 2025 by Prof Gasparetto

(Betto Gasparetto)

Euphoria nr. VI – PÉTALAS AO VENTO – A Inquietude

By NC Flux Schnell+ Starlight XL, Atomix XL v4 Lightning

O dia já não guarda mais os segredos da noite, e, na quietude da manhã, a jovem se encontra diante do horizonte, onde o azul do céu parece se fundir com a linha tênue do futuro. O vento, que antes se movia suavemente, agora parece mais presente, com um toque de urgência, como se pedisse para que ela finalmente tomasse seu lugar no mundo. As pétalas que caíram durante a noite, agora secas e amareladas, estão espalhadas pelo chão, criando um tapete de lembranças, uma dança mútua de despedidas e recomeços.

Ela observa, de pé, o espaço ao seu redor, uma sala que já não a pertence. O salão nobre, as luzes apagadas, as flores secas, todos esses objetos que antes carregavam um peso simbólico, agora parecem insignificantes diante da imensidão do que ela sente. Não mais presa àquilo que a definia, ela respira fundo, permitindo que o vento a envolva com sua brisa fresca. O perfume das flores secas mistura-se com a suavidade da brisa, e a jovem sente, no fundo de sua alma, a certeza de que algo mudou, que o ciclo está completo e que, finalmente, ela está pronta para seguir em frente.

As pétalas, que antes estavam dispersas pelo chão, agora parecem ganhar vida própria, como se o vento as estivesse conduzindo para longe, para um novo destino. Mas, para ela, essas pétalas representam mais do que simples vestígios de flores murchas. Elas são símbolos de tudo o que passou, de todos os momentos que a trouxeram até ali, e, embora estejam se dissipando, elas fazem parte de quem ela se tornou. Assim como o vento leva as pétalas, o tempo leva as memórias, mas nunca apaga o que ficou guardado no coração.

Ela olha mais uma vez para o salão nobre, agora vazio, sem as luzes que antes cintilavam em memória de algo perdido. O que resta ali não são mais as lembranças, mas a liberação delas. O salão nobre, que foi símbolo de devoção, agora é apenas uma madeira desgastada, uma metáfora para a própria transformação. Ela sorri suavemente, sentindo, de repente, uma leveza que nunca conheceu. O vento, agora, já não a arrasta. Ele a envolve com suavidade, como um abraço de liberdade.

Caminha até a janela, seus passos leves, como se o peso das dúvidas e das indecisões tivesse se dissipado. O vento, que entra pela fresta, sussurra segredos que só ele conhece. Ela fecha os olhos por um momento, permitindo-se ser tocada pela brisa. Não há mais receio, não há mais medo. O mundo ao seu redor, com suas pétalas dispersas e sua luz suave, parece ser um convite para a vida que está prestes a começar. E ela sente, no fundo de seu ser, que a jornada, por mais incerta que seja, agora é sua para seguir.

Lá fora, o vento ainda dança entre as árvores, levando consigo o que resta da estação passada, mas também trazendo consigo as sementes de algo novo, algo que ela agora está pronta para viver. As pétalas ao vento não são mais um símbolo de perda, mas de renovação. E, ao caminhar pela porta, a jovem se despede de um capítulo e abraça o próximo, sabendo que, assim como as pétalas que dançam ao vento, ela também encontrará seu caminho, uma trajetória que será moldada pela suavidade do vento e pela força daquilo que ela carrega dentro de si.

E enquanto o vento a guia, ela sabe que, finalmente, o ciclo de sua transformação se completa, como as pétalas que, ao se desprenderem da flor, se tornam parte de algo maior, algo infinito. Ela sorri, pois já não há mais arrependimentos. Só há o agora. Só há o vento, as pétalas e o futuro que se desdobra diante dela, convidando-a a se perder, para então se encontrar.

(Betto Gasparetto – viii/xviii)

PORQUE OS VENTOS SOPRAM MAIS FORTE, FICAMOS CALADOS NO TEMPO! – 06/12

Posted in Sem categoria on 13 de março de 2025 by Prof Gasparetto

(Betto Gasparetto)

Euphoria nr. V – PÉTALAS AO VENTO – A Solicitude

By NC Flux Schnell+ Starlight XL, Atomix XL v4 Lightning

O amanhecer chegava lentamente, trazendo com ele a luz suave de um novo dia. Mas para a jovem, não era a luz do sol que a despertava, mas a quietude da alma, que finalmente encontrava paz. O vento, que antes parecia ser um mero sussurro distante, agora se tornava uma presença constante, como se ele soubesse, mais do que ninguém, o caminho que ela deveria seguir. E, assim como as pétalas que se desprendiam do ramo, ela sentia que algo dentro dela também estava se despojando – uma leveza que, antes, parecia inalcançável.

As sombras da noite ainda pairavam nas esquinas da sala, mas a jovem já não temia o escuro. O mistério que antes lhe causava angústia agora a preenchia de um modo diferente, como se ela tivesse começado a compreender as verdades escondidas nas entrelinhas da vida. O salão nobre, que antes parecia ser o centro de sua devoção e melancolia, agora parecia distante, como se tivesse cumprido seu papel e, com isso, deixado a jovem livre para seguir adiante. Os relicários, as luzes, as flores secas – tudo aquilo era parte de um ciclo que chegava ao fim. Era o último ato de uma história que ela havia vivido, mas que agora se dissolvia nas brisas do vento.

Ao olhar pela janela, seus olhos encontraram o mundo lá fora, vasto e desconhecido, mas não mais assustador. As flores vermelhas que ainda rastejavam pelas paredes, embora frágeis, continuavam a crescer, como se desafiando a própria decadência do tempo. Elas, assim como ela, haviam aprendido a se adaptar, a florescer mesmo nas circunstâncias mais inesperadas. E nesse momento, a jovem percebeu que a vida não era sobre permanecer imóvel, não era sobre resistir ao que o vento trazia. A vida, ela entendia agora, era sobre deixar-se levar, sobre dançar com o que não podia ser controlado.

O vento, mais forte agora, entrou pela janela aberta e espalhou novas pétalas pelo chão. Mas essas não eram como as outras, aquelas que caíam de árvores e flores, fracas e vulneráveis. Essas eram pétalas que ela mesma havia formado, frutos de uma vida que, agora, se permitia renascer. Cada pétala no chão, agora, era um símbolo de liberdade, um lembrete de que até as coisas mais belas, mais efêmeras, merecem ser vividas em sua totalidade, sem arrependimentos, sem medo.

E, à medida que o vento continuava a dançar ao redor da sala, a jovem sentiu que, finalmente, poderia andar de novo. Não mais carregando as pedras do passado, mas com a leveza de alguém que aprendeu a deixar ir. O salão nobre, as luzes, as flores secas – tudo isso já não tinha poder sobre ela. Ela era agora a autora de sua própria história, sem mais sombras a obscurecer seu caminho.

O vento, como uma presença invisível, parecia guiá-la para fora do cômodo, para além da janela, onde o mundo aguardava com seus próprios mistérios, suas próprias perguntas e respostas. E, assim, com um passo silencioso, a jovem atravessou o limiar daquele espaço antigo, onde as pétalas ao vento haviam se acumulado, e, pela primeira vez, olhou para o futuro com um sorriso sereno no rosto, sabendo que tudo o que era belo no passado agora se transformava em uma parte de sua essência.

Ela sentiu, então, uma tranquilidade profunda. O vento a acompanhava, suas pétalas caindo ao seu redor como uma dança invisível, um tributo àquilo que havia sido e àquilo que ela agora se tornava. O caminho adiante, agora, não parecia tão incerto. O eco das lágrimas não ditas já não ressoava mais dentro dela, pois a jovem havia encontrado, enfim, a liberdade – não na busca incessante pelo que se foi, mas na aceitação serena do que estava por vir.

E, enquanto o sol começava a se levantar, ela caminhava pela estrada, com os olhos voltados para a imensidão do horizonte, onde, de algum modo, as pétalas ao vento sempre se reinventam, sempre encontram novos caminhos a seguir. Ela sabia, então, que a dança das pétalas nunca cessa. Elas simplesmente seguem o vento, para onde ele a levar.

(Betto Gasparetto – viii/xviii)