Arquivo para março, 2025

ALÉM DA ILHAS, O HOMEM INVENTOU O CAOS! (06/17)

Posted in Sem categoria on 8 de março de 2025 by Prof Gasparetto

(Betto Gasparetto)

Exílio nr. 6 – O Império do Vazio

By NC Flux Schnell+ Starlight XL, Atomix XL v4 Lightning

No império da vaidade, onde a alma é trocada,
O homem se ergue, mas o trono é de sal.
As riquezas que conquista não o tornam mais que nada,
E o vazio se instala, profundo e fatal.

O mercado que canta melodias de ouro e poder,
Cega os olhos e silencia o coração.
O homem, em sua ânsia de ter e de obter,
Esquece que o valor real reside na união.

O amor, antes sagrado, hoje é mercadoria,
Vendido em leilões onde o afeto é destituído.
A terra, que ao homem ofereceu sua história,
Agora sofre, esquecida, e ao homem é desconhecido.

Os rios que antes fluíam com força e com vida,
Agora são apenas sombras que não tocam mais o chão.
E o homem, perdido em sua busca atrevida,
Não percebe que a dor já toma conta da nação.

A vida, que antes era simples e serena,
Agora se desfaz nas mãos de quem só quer mais.
O amor, que antes nutria, agora é cena,
De um palco vazio onde as emoções são iguais.

O homem, em sua corrida para conquistar,
Esquece que a verdadeira riqueza está em dar.
A terra, que clama por um novo olhar,
Se vê novamente ferida, sem saber como curar.

O império do vazio, onde o ego reina absoluto,
Faz da alma um espelho quebrado e perdido.
E no final, o homem se vê sem o fruto,
Pois, no fim, sua busca o deixou vazio e despido.

O amor foi embora, e o homem não se deu conta,
Que ao correr atrás da fortuna, perdeu o que importava.
Agora, no silêncio, a terra chora e aponta,
Que no império do vazio, a alma já não fala.

(Betto Gasparetto – iii-vi/mcmlxxxiii)

ALÉM DA ILHAS, O HOMEM INVENTOU O CAOS! (04/17)

Posted in Sem categoria on 7 de março de 2025 by Prof Gasparetto

(Betto Gasparetto)

Exílio nr. 4 – O Grito da Terra

By NC Flux Schnell+ Starlight XL, Atomix XL v4 Lightning

A água que descia das montanhas serenas,
Agora se esvai, sem mais força ou direção.
O homem, que antes respeitava as linhas amenas,
Agora destrói com suas mãos o que restou da criação.

O pecado floresce, mas a terra morre aos poucos,
Em cada rua, o desejo é mais forte que a razão.
O amor, que outrora nutria os corações loucos,
Agora se dissolve na busca pela ilusão.

O sertão, que se via fértil e cheio de promessas,
Agora é um deserto de esperanças perdidas.
O homem busca sua glória em portas de ouro,
Enquanto as aldeias murcham, suas almas esquecidas.

Águas que antes nutriam o campo e a aldeia,
Hoje se transformam em rios de seca e dor.
O homem, imerso na ganância que trabalha e que despeja,
Ignora o grito da terra, que implora por amor.

O amor que um dia era força, agora é espólio,
Vendido a peso de ouro, como algo sem valor.
As flores, que no campo floresciam com o sol,
Agora secam na sombra da indiferença e do pavor.

A terra chora, mas seus rios estão mudos,
As montanhas, antes testemunhas da vida, já não ouvem.
O homem, em sua fúria, destrói o que foi um dia,
E a essência da criação, aos poucos, morre e não revive.

O pecado, em seu apetite insaciável, consome,
O amor é uma memória, um eco distante.
E a terra, com seu último suspiro, se abandona,
Enquanto o homem se perde na busca do instante.

O grito da terra é um clamor que ninguém ouve,
Enquanto o ouro brilha e a verdade se esconde.
A água, que um dia fez crescer as plantas e os sonhos,
Agora é só uma lembrança que o tempo, cruel, responde.

(Betto Gasparetto – iii-vi/mcmlxxxiii)

ALÉM DA ILHAS, O HOMEM INVENTOU O CAOS! (03/17)

Posted in Sem categoria on 6 de março de 2025 by Prof Gasparetto

(Betto Gasparetto)

Exílio nr. 3 – Os Rios da Indiferença

By NC Flux Schnell+ Starlight XL, Atomix XL v4 Lightning

Às margens do ribeirão, a corrente já é mansa,
E o riso das crianças se apaga no ar.
O homem, que busca poder, esquece a esperança,
E o mundo, perdido em sua corrida, começa a se quebrar.

Águas, antes férteis, já não banham mais o campo,
E o sorriso da aldeia se perdeu em sua dor.
O sertão, que respirava vida, agora é um tanto,
E o amor, que se compartilhava, virou um rumor.

O homem, que movia montanhas, agora se estanca,
No mercado que consome tudo, até a alma pura.
A terra, que era rica, se vê sem esperança,
E o amor se dissolve na busca por uma luxuosa estrutura.

Águas que antes moviam moinhos, hoje encharcam o chão,
São as mesmas que afogam o último grão de dignidade.
O homem, sem compaixão, fecha os olhos para a nação,
E a terra, sem cura, sofre na fragilidade.

O amor, que antes era força, hoje é apenas sombra,
E as flores que nasciam com o toque da mão,
Se tornam secas, esquecidas, como a memória da onda,
Que levou a inocência e deixou o desespero no chão.

E no eco dos rios, um silêncio profundo ressoa,
O mercado grita, mas o coração já não escuta.
Os rios, que antes eram caminhos de esperança,
Agora são só lembranças, perdidas e sem luta.

O homem busca riquezas e esquece a vida simples,
A terra, que clama, não tem mais quem a ouça.
E o amor, que poderia curar, se perde nas cifras e nos limites,
Enquanto o mundo se desfaz nas mãos de quem o devora e o entoca.

(Betto Gasparetto – iii-vi/mcmlxxxiii)

ALÉM DA ILHAS, O HOMEM INVENTOU O CAOS! (02/17)

Posted in Sem categoria on 5 de março de 2025 by Prof Gasparetto

(Betto Gasparetto)

Exílio nr. 2 – O Canto da Solidão II

By NC Flux Schnell+ Starlight XL, Atomix XL v4 Lightning

Em cada passo, o brilho do ouro cega a visão,
O homem corre atrás de um ouro que arde e consome.
Nos olhos, o vazio reflete a desesperança,
Como um espelho quebrado que já não retorna à forma.

O mercado grita, mas a terra não é ouvida,
As promessas afogam-se nas águas rasas da ganância.
O amor, que antes unia, agora se desfaz nas mãos,
No eco de acordos feitos, onde a alma se silencia.

A humanidade se dissolve em seu próprio reflexo,
Perdendo a direção, e a terra, o canto da flor.
O que antes era união se desfaz em desespero,
Onde o amor foi um bem que se comprou no erro.

Águas que antes banhavam os campos secos,
Agora correm sem rumo, sem dar vida à lavoura.
O homem se esquece do que é sagrado e puro,
E sua sede nunca é saciada, por mais que beba da loucura.

O amor se perdeu entre os gritos da ambição,
E as ruas, que outrora estavam repletas de vida,
Agora ecoam o som da indiferença e da divisão,
Onde tudo se compra, mas nada se adquire com a alma perdida.

A terra clama por um novo amanhecer,
Mas o homem está cego, e sua visão é curta.
Na busca desenfreada, o amor se perde e morre,
E o futuro se vê ameaçado pela sombra que o envolve.

A chama que o homem acende queima e apaga,
E o ouro, que deveria brilhar, se dissolve em poeira.
Diante do espelho, ele só vê o vazio que lhe resta,
E o amor, então, se perde na noite inteira.

(Betto Gasparetto – iii-vi/mcmlxxxiii)

ALÉM DA ILHAS, O HOMEM INVENTOU O CAOS! (01/17)

Posted in Sem categoria on 4 de março de 2025 by Prof Gasparetto

(Betto Gasparetto)

Exílio nr. 1 – O Canto da Solidão I

By NC Flux Schnell+ Starlight XL, Atomix XL v4 Lightning

Em cada passo, o ouro brilha, mas é fugaz,
O homem busca um brilho que a alma consome,
Nos olhos, um vazio que em sua profundidade jaz,
Reflexos de um mundo onde a essência se desmorona.

By NC Flux Schnell+ Starlight XL, Atomix XL v4 Lightning

O mercado clama, mas já não há quem escute,
Em mares rasos, as promessas se afogam.
O amor, que antes era laço, agora se desfaz,
No eco das trocas, os corações se dilaceram.

By NC Flux Schnell+ Starlight XL, Atomix XL v4 Lightning

A humanidade se perde em seu próprio reflexo,
A terra geme, mas sua voz já não alcança,
O que resta é um sonho desfeito, um nexo
Onde o amor foi comprado, no altar da vaidade e dança.

By NC Flux Schnell+ Starlight XL, Atomix XL v4 Lightning

Águas que banham aldeias já não trazem o pão,
São lágrimas secas, que escorrem da terra calada.
E o homem, em sua fúria e histeria, busca só a mão
De quem lhe dá poder, enquanto a esperança é errada.

By NC Flux Schnell+ Starlight XL, Atomix XL v4 Lightning

O amor se perde nas mãos de quem se esquece,
E as ruas, antes vivas, agora ecoam de vazio.
Na busca incessante, o que resta é um filme que se desfez,
Onde o homem, cansado, já não vê mais o rio.

By NC Flux Schnell+ Starlight XL, Atomix XL v4 Lightning

E a terra, que de tudo ainda espera,
Se vê enterrada sob o peso da indiferença.
No grito do mundo, se esvai a primavera,
E o amor, perdido, se despede em sua ausência.

By NC Flux Schnell+ Starlight XL, Atomix XL v4 Lightning

O homem procura um brilho eterno,
Mas a chama consome e nunca apaga.
E no fim, diante do espelho, o que resta é o inverno,
Onde a solidão ecoa, e o amor não mais se propaga.

(Betto Gasparetto – iii-vi/mcmlxxxiii)