QUANDO A ÚLTIMA PÉTALA SOBREVIVER, UM NOVO SOL BRILHARÁ NO HORIZONTE (03/17)
Jhonnatan F. W. (jan/1978)
Arquivo III. O Silêncio Arquivado da Alma

By NC Flux Schnell+ Starlight XL, Atomix XL v4 Lightning
O mundo parece ter parado no tempo. A guerra, em sua imensidão destrutiva, não deixa mais espaço para o som da esperança. Onde antes havia movimento e vida, agora há apenas um vazio ensurdecedor, um silêncio profundo que se instala nas casas, nas ruas, nas mentes. Cada passo dado parece ressoar como um eco distante, sem direção, sem significado. Os corações, outrora cheios de sonhos e anseios, agora se encontram vazios, como uma taça quebrada que nunca mais será preenchida.
O medo tornou-se uma constante, um companheiro silencioso que ronda a cada esquina, a cada olhar. Os rostos que antes eram marcados por sorrisos agora carregam o peso de um sofrimento inominável, e os olhos, cansados de ver o horror, já não sabem mais para onde olhar. O olhar, em sua busca desesperada por algo que dê sentido ao caos, se perde na vastidão de um mundo que parece ter se esquecido da sua própria humanidade.
Por isso, no meio desse vazio, existe algo que persiste: a memória. Uma memória que, embora dilacerada, se recusa a desaparecer. Ela sobrevive em pequenos gestos, nos suspiros que escapam de uma garganta apertada, nas lágrimas silenciosas que rolam pela face de quem ainda mantém a chama da dignidade acesa. Mesmo na maior das desolações, a alma humana, por mais ferida que esteja, busca inconscientemente algo que a faça voltar a acreditar.
O silêncio, esse que agora é seu único amigo, guarda ainda os fragmentos de um passado que, um dia, foi repleto de significado.
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