QUANDO A ÚLTIMA PÉTALA SOBREVIVER, UM NOVO SOL BRILHARÁ NO HORIZONTE (07/17)
Jhonnatan F. W. (jan/1978)
Arquivo VII. O Jardim da Esperança

By NC Flux Schnell+ Starlight XL, Atomix XL v4 Lightning
No campo devastado, onde a guerra lavou a terra e silenciou as vozes, algo surpreendente começa a acontecer. A terra, aparentemente estéril, começa a se transformar. De entre as rachaduras do solo, pequenas folhas verdes começam a surgir, fracas, quase invisíveis, mas presentes. Elas são como uma resposta silenciosa ao caos, uma negação de que tudo está perdido. O jardim, tímido em seu início, cresce com paciência, como se entendesse que a beleza não exige pressa, mas sim um profundo respeito pelo tempo e pela dor.
Cada flor que desabrocha no meio dessa destruição é um ato de resistência. Não há pressa em sua abertura, nem desespero em sua busca por luz. Elas crescem no silêncio, sem promessas grandiosas, mas com a simplicidade de quem sabe que, mesmo após a tempestade, ainda há espaço para a renovação. O jardim não é vasto, mas é suficiente. É suficiente para quem ainda acredita que, no mais profundo desespero, há possibilidade de uma nova jornada. É suficiente para aqueles que, mesmo em meio às cicatrizes, sabem que a vida pode, de alguma forma, se recriar.
E, à medida que o jardim floresce, ele se torna um símbolo. Ele não é apenas um pedaço de terra recuperado, mas uma metáfora de renascimento, um lembrete de que, por mais devastador que seja o passado, o futuro ainda é um campo aberto, pronto para ser semeado. As flores que nascem nesse jardim não se preocupam com o quanto são pequenas ou frágeis. Elas sabem que, em sua quietude e resistência, estão cumprindo seu papel: cultivar esperança, por menor que seja, naqueles que ainda se atrevem a acreditar.
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