QUANDO A ÚLTIMA PÉTALA SOBREVIVER, UM NOVO SOL BRILHARÁ NO HORIZONTE (08/17)
Jhonnatan F. W. (jan/1978)
Arquivo VIII. O Poço das Dores Platônicas

By NC Flux Schnell+ Starlight XL, Atomix XL v4 Lightning
Em algum lugar no coração da terra devastada, existe um poço profundo, escuro, que parece consumir tudo o que se aproxima. As suas margens estão cobertas de cinzas e desespero, e sua água, turva e densa, reflete apenas a miséria e a tristeza. Esse poço é como um abismo na alma humana, um lugar onde as emoções mais sombrias são engolidas sem piedade. Ali, o tempo parece parar, como se o próprio sofrimento fosse a única constante. Quem se aproxima, quem ousa olhar para o fundo, sente a atração do vazio, uma chamada irresistível para a dor infinita.
Mas há algo, mesmo no mais profundo do poço, que desafia a lógica do sofrimento. À medida que as pessoas caem em suas profundezas, algo se forma nas suas margens: uma linha tênue de resistência, como um fio de luz que brilha na mais densa escuridão. A dor, embora esmagadora, é também um reflexo da força humana. Cada lágrima derramada, cada suspiro de desespero, é um sinal de que, ainda que a queda pareça certa, há algo dentro do ser que se recusa a ser consumido.
O poço da dor não é apenas um lugar de sofrimento, mas também um teste silencioso da alma. Ele desafia os homens a encontrar dentro de si forças que nem sabiam que possuíam. Para aqueles que caem nele, o desafio é não se deixar afogar na desesperança, mas encontrar, nas margens do abismo, um caminho de volta à luz. E talvez, quando a dor finalmente ceder, a pessoa que emergir será mais forte, mais sábia, e mais capaz de entender que a resistência não vem da ausência de sofrimento, mas da capacidade de sobreviver a ele.
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