Jhonnatan F. W. (jan/1978)
Arquivo IX. O Último Reflexo de Mim Num Espelho Envelhecido

By NC Flux Schnell+ Starlight XL, Atomix XL v4 Lightning
Diante do espelho, a alma humana se vê em fragmentos. O reflexo, uma imagem distorcida pela dor e pelo tempo, revela não apenas o exterior, mas também o que foi perdido e o que ainda persiste nas profundezas do ser. O homem, ao encarar seu próprio olhar, não vê apenas o desgaste da guerra, o cansaço das batalhas travadas dentro e fora de si. Ele vê também as marcas do que foi, daquilo que já não pode mais ser tocado, mas que permanece na memória, ecoando nos cantos da mente, como um sussurro constante.
O espelho, nesse momento, não apenas reflete a imagem física, mas também os vestígios daquilo que foi outrora vibrante e pleno. O brilho nos olhos, agora opaco, carrega a memória de um tempo em que a esperança ainda tinha força. Mas ao olhar com mais atenção, é possível perceber algo mais no reflexo: uma faísca de resistência, algo que não pode ser apagado, mesmo pelas feridas mais profundas. Essa faísca, pequena e silenciosa, é o que permanece quando tudo parece ter se perdido. O espelho, em sua implacável honestidade, revela tanto o sofrimento quanto a possibilidade de renascimento.
E, ao encarar esse reflexo, o homem percebe que, apesar da dor e da destruição, ainda há uma chance de reconstruir. Ele compreende que, assim como o espelho não nega a realidade, a alma humana não nega a possibilidade de cura. O reflexo não é um fim, mas um ponto de partida. Pois, ao olhar para si, o homem começa a ver não apenas o que foi, mas também o que pode ser, quando a dor for finalmente enfrentada e o peso da guerra, aliviado.
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