QUANDO A ÚLTIMA PÉTALA SOBREVIVER, UM NOVO SOL BRILHARÁ NO HORIZONTE (14/17)
Jhonnatan F. W. (jan/1978)
Arquivo XIV. O Caminho da Cura

By NC Flux Schnell+ Starlight XL, Atomix XL v4 Lightning
O caminho da cura é longo, sinuoso, e muitas vezes invisível aos olhos dos que buscam uma solução rápida para as feridas profundas da alma. Em tempos de dor e desespero, é fácil perder a esperança e acreditar que a restauração é algo impossível. O mundo, que parece ter desmoronado sobre os ombros daqueles que o habitam, parece não ter mais espaço para a redenção. Contudo, mesmo nas situações mais desesperadoras, o caminho da cura se inicia, muitas vezes, de forma silenciosa e imperceptível, como uma semente plantada em solo infértil, que ainda assim encontra um modo de germinar.
Curar-se não é um ato de negação da dor, mas sim de compreensão de sua natureza e do aprendizado que ela oferece. Cada cicatriz, cada marca que a vida deixa, carrega em si uma história, um ensinamento, uma oportunidade para crescer e se reinventar. Não há cura sem perda, não há recuperação sem sacrifício. O que resta, depois de tudo, é a capacidade de seguir adiante, com a convicção de que, embora o passado não possa ser mudado, o futuro ainda é um campo aberto, pronto para ser cultivado com as lições do sofrimento.
Esse caminho de cura exige paciência, pois não há remédio instantâneo para as feridas que o tempo e a dor deixam. Ele também exige vulnerabilidade, o reconhecimento de que, mesmo os mais fortes, precisam de ajuda, precisam de um espaço para curar. O homem, muitas vezes, se vê aprisionado em sua própria resistência à dor, tentando negar o que ele não pode controlar, mas é no momento em que ele se permite sentir, se permite chorar, que o verdadeiro processo de cura começa.
No fim, a cura não é um retorno ao que era antes, mas a descoberta de algo novo, algo que nasce das cinzas do que foi perdido. Ela é a promessa de que, após a tempestade, haverá um céu limpo, onde a luz pode finalmente penetrar. O caminho da cura é, acima de tudo, um testemunho da resiliência humana, da capacidade de, mesmo depois da maior das destruições, encontrar uma maneira de se reconstruir.
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