Jhonnatan F. W. (jan/1978)
Arquivo XVI. O Retorno da Luz

By NC Flux Schnell+ Starlight XL, Atomix XL v4 Lightning
Após a longa noite de incertezas e perdas, quando o manto da escuridão parecia interminável, a luz começa a retornar lentamente, como um sopro suave que toca os corações endurecidos pela dor. Não é uma luz repentina, nem uma explosão de brilho que ofusca os olhos, mas uma iluminação suave, que penetra nas rachaduras do mundo e se espalha de forma imperceptível, mas constante. Essa luz não vem do alto, mas nasce no interior das pessoas, naqueles que se recusam a sucumbir ao medo, que ainda guardam a chama da esperança mesmo quando tudo à sua volta parece ter sido consumido.
A luz que retorna não é apenas física. Ela não se resume a raios de sol que iluminam os campos e as cidades. Ela é uma luz emocional, espiritual, que se reacende naquelas almas que, embora feridas, não perderam a capacidade de ver o bem no outro, de acreditar que o futuro ainda pode ser melhor. É uma luz que, aos poucos, começa a guiar aqueles que caminhavam cegos pela escuridão, que começa a iluminar as pequenas ações do cotidiano — um gesto de gentileza, uma palavra de apoio, um olhar de compreensão.
Mas essa luz não é garantida, ela precisa ser cultivada. Não se trata de uma dádiva que desce dos céus, mas de uma conquista interna, um esforço coletivo de reconstruir o que foi destruído. O retorno da luz exige vulnerabilidade, a coragem de se expor, de se permitir sentir novamente, de acreditar no outro e em si mesmo. Ela não é perfeita, nem imune ao sofrimento, mas é suficiente para guiar os passos dos que desejam reencontrar a esperança.
À medida que a luz se espalha, o mundo começa a se reconstruir, não como era, mas como poderia ser. O retorno da luz não apaga a escuridão, mas faz com que ela perca sua força. Pois onde a luz chega, mesmo que tímida, a escuridão começa a recuar. E, assim, o homem, guiado por essa luz interna e coletiva, encontra novos caminhos, novas formas de viver, de conviver, de amar. A luz que retorna é a prova de que, mesmo após a maior das noites, o dia sempre volta a nascer.
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