Arquivo para junho, 2025

QUANDO A ÚLTIMA PÉTALA SOBREVIVER, UM NOVO SOL BRILHARÁ NO HORIZONTE (10/17)

Posted in Sem categoria on 10 de junho de 2025 by Prof Gasparetto

Jhonnatan F. W. (jan/1978)

Arquivo X. O Silencioso Rio da Vida

By NC Flux Schnell+ Starlight XL, Atomix XL v4 Lightning

O rio da vida serpenteia lentamente pela terra, silencioso em sua jornada, mas carregado de significados ocultos. Suas águas, uma mistura de momentos felizes e tristes, seguem sem pressa, como se soubessem que cada curva e cada obstáculo são necessários para moldar o que se tornará. A correnteza não escolhe suas vítimas nem seus afluentes. Ela segue, impassível, em direção ao seu destino, levando consigo tudo o que encontra em seu caminho – desde as folhas mais frágeis até as pedras mais duras. No entanto, a água, por mais implacável que seja, também tem o poder de purificar, de transformar o que toca.

Para muitos, o rio da vida é um símbolo da inevitabilidade, um fluxo contínuo de tempo que não pode ser parado ou controlado. As pessoas mergulham em suas águas, muitas vezes sem compreender a magnitude de sua força. Alguns nadam com prazer, outros lutam contra a corrente, tentando resistir a um destino que parece já escrito. No entanto, o rio não faz distinção. Ele leva todos, indiferente à sua luta, ao seu medo ou ao seu desejo de controlar o seu curso. Mesmo aqueles que se afogam acabam por fazer parte de sua viagem.

E, no entanto, o rio da vida também ensina uma lição sutil. Ele não é apenas um caminho para a morte ou para o fim. Ele é, ao mesmo tempo, o meio de transformação. Como as águas podem suavizar as pedras mais ásperas, o rio também tem o poder de curar as feridas mais profundas. Ao seguir seu curso, ele lembra a todos que a vida, com sua imensa complexidade, também carrega em si a possibilidade de renovação. Ao se deixar levar pelas águas, o ser humano aprende a confiar, a fluir com o tempo, a aceitar que o movimento constante da vida, com suas alegrias e sofrimentos, é o que nos define.

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QUANDO A ÚLTIMA PÉTALA SOBREVIVER, UM NOVO SOL BRILHARÁ NO HORIZONTE (09/17)

Posted in Sem categoria on 9 de junho de 2025 by Prof Gasparetto

Jhonnatan F. W. (jan/1978)

Arquivo IX. O Último Reflexo de Mim Num Espelho Envelhecido

By NC Flux Schnell+ Starlight XL, Atomix XL v4 Lightning

Diante do espelho, a alma humana se vê em fragmentos. O reflexo, uma imagem distorcida pela dor e pelo tempo, revela não apenas o exterior, mas também o que foi perdido e o que ainda persiste nas profundezas do ser. O homem, ao encarar seu próprio olhar, não vê apenas o desgaste da guerra, o cansaço das batalhas travadas dentro e fora de si. Ele vê também as marcas do que foi, daquilo que já não pode mais ser tocado, mas que permanece na memória, ecoando nos cantos da mente, como um sussurro constante.

O espelho, nesse momento, não apenas reflete a imagem física, mas também os vestígios daquilo que foi outrora vibrante e pleno. O brilho nos olhos, agora opaco, carrega a memória de um tempo em que a esperança ainda tinha força. Mas ao olhar com mais atenção, é possível perceber algo mais no reflexo: uma faísca de resistência, algo que não pode ser apagado, mesmo pelas feridas mais profundas. Essa faísca, pequena e silenciosa, é o que permanece quando tudo parece ter se perdido. O espelho, em sua implacável honestidade, revela tanto o sofrimento quanto a possibilidade de renascimento.

E, ao encarar esse reflexo, o homem percebe que, apesar da dor e da destruição, ainda há uma chance de reconstruir. Ele compreende que, assim como o espelho não nega a realidade, a alma humana não nega a possibilidade de cura. O reflexo não é um fim, mas um ponto de partida. Pois, ao olhar para si, o homem começa a ver não apenas o que foi, mas também o que pode ser, quando a dor for finalmente enfrentada e o peso da guerra, aliviado.

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QUANDO A ÚLTIMA PÉTALA SOBREVIVER, UM NOVO SOL BRILHARÁ NO HORIZONTE (08/17)

Posted in Sem categoria on 8 de junho de 2025 by Prof Gasparetto

Jhonnatan F. W. (jan/1978)

Arquivo VIII. O Poço das Dores Platônicas

By NC Flux Schnell+ Starlight XL, Atomix XL v4 Lightning

Em algum lugar no coração da terra devastada, existe um poço profundo, escuro, que parece consumir tudo o que se aproxima. As suas margens estão cobertas de cinzas e desespero, e sua água, turva e densa, reflete apenas a miséria e a tristeza. Esse poço é como um abismo na alma humana, um lugar onde as emoções mais sombrias são engolidas sem piedade. Ali, o tempo parece parar, como se o próprio sofrimento fosse a única constante. Quem se aproxima, quem ousa olhar para o fundo, sente a atração do vazio, uma chamada irresistível para a dor infinita.

Mas há algo, mesmo no mais profundo do poço, que desafia a lógica do sofrimento. À medida que as pessoas caem em suas profundezas, algo se forma nas suas margens: uma linha tênue de resistência, como um fio de luz que brilha na mais densa escuridão. A dor, embora esmagadora, é também um reflexo da força humana. Cada lágrima derramada, cada suspiro de desespero, é um sinal de que, ainda que a queda pareça certa, há algo dentro do ser que se recusa a ser consumido.

O poço da dor não é apenas um lugar de sofrimento, mas também um teste silencioso da alma. Ele desafia os homens a encontrar dentro de si forças que nem sabiam que possuíam. Para aqueles que caem nele, o desafio é não se deixar afogar na desesperança, mas encontrar, nas margens do abismo, um caminho de volta à luz. E talvez, quando a dor finalmente ceder, a pessoa que emergir será mais forte, mais sábia, e mais capaz de entender que a resistência não vem da ausência de sofrimento, mas da capacidade de sobreviver a ele.

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QUANDO A ÚLTIMA PÉTALA SOBREVIVER, UM NOVO SOL BRILHARÁ NO HORIZONTE (07/17)

Posted in Sem categoria on 7 de junho de 2025 by Prof Gasparetto

Jhonnatan F. W. (jan/1978)

Arquivo VII. O Jardim da Esperança

By NC Flux Schnell+ Starlight XL, Atomix XL v4 Lightning

No campo devastado, onde a guerra lavou a terra e silenciou as vozes, algo surpreendente começa a acontecer. A terra, aparentemente estéril, começa a se transformar. De entre as rachaduras do solo, pequenas folhas verdes começam a surgir, fracas, quase invisíveis, mas presentes. Elas são como uma resposta silenciosa ao caos, uma negação de que tudo está perdido. O jardim, tímido em seu início, cresce com paciência, como se entendesse que a beleza não exige pressa, mas sim um profundo respeito pelo tempo e pela dor.

Cada flor que desabrocha no meio dessa destruição é um ato de resistência. Não há pressa em sua abertura, nem desespero em sua busca por luz. Elas crescem no silêncio, sem promessas grandiosas, mas com a simplicidade de quem sabe que, mesmo após a tempestade, ainda há espaço para a renovação. O jardim não é vasto, mas é suficiente. É suficiente para quem ainda acredita que, no mais profundo desespero, há possibilidade de uma nova jornada. É suficiente para aqueles que, mesmo em meio às cicatrizes, sabem que a vida pode, de alguma forma, se recriar.

E, à medida que o jardim floresce, ele se torna um símbolo. Ele não é apenas um pedaço de terra recuperado, mas uma metáfora de renascimento, um lembrete de que, por mais devastador que seja o passado, o futuro ainda é um campo aberto, pronto para ser semeado. As flores que nascem nesse jardim não se preocupam com o quanto são pequenas ou frágeis. Elas sabem que, em sua quietude e resistência, estão cumprindo seu papel: cultivar esperança, por menor que seja, naqueles que ainda se atrevem a acreditar.

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QUANDO A ÚLTIMA PÉTALA SOBREVIVER, UM NOVO SOL BRILHARÁ NO HORIZONTE (06/17)

Posted in Sem categoria on 6 de junho de 2025 by Prof Gasparetto

Jhonnatan F. W. (jan/1978)

Arquivo VI. A Última Pétala

By NC Flux Schnell+ Starlight XL, Atomix XL v4 Lightning

Em um mundo onde as cores se desvaneceram e o som da vida se silenciou, uma única pétala persiste. Ela, solitária e frágil, repousa sobre o solo árido, como uma recordação do que foi e talvez um símbolo do que pode vir. Cada curva de suas bordas é um reflexo de uma beleza que, embora imperfeita, ainda luta para existir. Ela sobrevive, apesar das tempestades que a arrastaram e das mãos que a negligenciaram. Sua resistência não é grandiosa, mas silenciosa. Como se, em seu pequeno ser, ela guardasse a memória de um tempo em que os campos eram verdejantes e os corações, plenos.

A pétala não possui a força das árvores antigas ou a grandiosidade das montanhas, mas carrega algo mais profundo: a capacidade de persistir, mesmo quando tudo ao redor diz o contrário. Em sua fragilidade, ela é forte. Em sua solidão, ela é capaz de resistir. Não há o que esperar mais da terra que a sustenta, mas ela ainda permanece, como um pequeno gesto de desobediência ao fim, como uma metáfora silenciosa para a esperança que se recusa a morrer.

Essa pétala, à medida que o tempo passa, começa a ressoar com um tipo de sabedoria. Ela não tenta mudar o mundo ao seu redor, mas, em sua quietude, ensina a quem a observa que a beleza pode ser encontrada na persistência. Que, mesmo na solidão mais profunda, algo pode sobreviver. A última pétala não é um simples resquício do que foi, mas uma promessa do que, um dia, poderá florescer novamente.

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