Posted in Sem categoria on 5 de junho de 2025 by Prof Gasparetto
Theodore Blackmantle (04/1999)
ADÁGIO Nº I – A SÚPLICA NOS LÁBIOS MUDOS
By NC Flux Schnell+ Starlight XL, Atomix XL v4 Lightning
Oro, mas os lábios não se abrem, Pois o desespero cala o verbo inteiro. Clamo por ti no altar em que sabres Cortaram o pão e o gesto primeiro.
Como orar quando o deus do afeto partiu? Como suplicar quando o céu se esvaziou? O nome que antes minha alma traduziu Agora é dor que no tempo se fechou.
Ainda assim, clamo sem voz nem chama, E cada lágrima que do olho emana É prece líquida do meu tormento.
Volta, ó sombra que um dia brilhou, Pois meu espírito a ti se ajoelhou, Pedindo um suspiro de esquecimento.
Posted in Sem categoria on 5 de junho de 2025 by Prof Gasparetto
Jhonnatan F. W. (jan/1978)
Arquivo V. O Fim das Luzes
By NC Flux Schnell+ Starlight XL, Atomix XL v4 Lightning
O mundo se encontra à sombra do que um dia foi brilho e esplendor. As luzes, que um dia iluminaram as praças, as ruas, e os corações, agora estão apagadas, como estrelas que se apagaram antes do amanhecer. O que restou foi um breu imenso, preenchido apenas pelo som da ausência. Nas casas, nas avenidas, não há mais o calor da vida, da convivência, do movimento. Cada canto parece absorver a luz, cada sorriso parece ser apagado antes de nascer. Tudo é silencioso, e o vento, que antes trazia esperança, agora leva apenas a poeira da ruína.
A escuridão não é apenas física. Ela é mais profunda, ela se infiltra nas almas, nos pensamentos, nos gestos. O medo tomou o lugar da confiança, a dúvida se apossou da certeza, e a angústia da esperança. O homem, em sua jornada, parou de procurar a luz, pois não acredita mais que ela possa surgir. A guerra, o caos, a perda… todas essas sombras formam um manto pesado, que cobre a terra e esconde qualquer vestígio de brilho.
Mas talvez, em algum recanto ainda não tocado por essa escuridão, as lembranças da luz ainda resistam. Talvez, no fundo de cada ser, uma chama diminuta ainda arda, lutando para não se extinguir.
A luz não se vai completamente, pois está guardada nos recantos mais profundos, onde, um dia, poderá ressurgir. Mas agora, tudo o que os homens podem fazer é caminhar na escuridão, na esperança de que, um dia, as luzes que foram apagadas se acendam novamente.
Posted in Sem categoria on 4 de junho de 2025 by Prof Gasparetto
Jhonnatan F. W. (jan/1978)
Arquivo IV. O Sabor da Solidão Absoluta
By NC Flux Schnell+ Starlight XL, Atomix XL v4 Lightning
Nas sombras da noite, a solidão se estende como um manto pesado, cobrindo os corpos cansados e as almas despedaçadas. O silêncio é absoluto, não há mais risos ou conversas, apenas o som do vento que atravessa as ruas desertas e o farfalhar das folhas secas que caem das árvores, como se a própria natureza estivesse em luto. Cada passo dado parece ecoar mais forte, amplificando o vazio imenso que domina a paisagem. As casas, que antes vibravam com o movimento da vida, agora são apenas cascas vazias, suas paredes testemunhas de um tempo que já se foi.
A solidão, que antes era apenas uma sensação passageira, agora é uma presença constante, um companheiro indesejado que se aloja no peito de cada ser. Não há mais com quem compartilhar os pensamentos, os medos ou as esperanças. Tudo é interiorizado, tudo é guardado nas profundezas da alma, onde ninguém pode alcançar. E esse isolamento, esse distanciamento de tudo e todos, começa a corroer lentamente as fundações do ser, criando um abismo que parece impossível de atravessar.
E no entanto, mesmo nesse vasto deserto emocional, algo se agita nas sombras. Talvez seja a lembrança de tempos mais simples, talvez seja uma chama que ainda arde, mesmo que enfraquecida. A solidão não é apenas destrutiva; ela é também um espaço de reflexão, onde os vestígios de quem fomos, de quem ainda podemos ser, surgem nas entrelinhas da dor. A solidão, embora amarga, traz consigo a possibilidade de renascimento, de reconstrução, de redescoberta.
Ela nos obriga a olhar para dentro, a confrontar o que está adormecido e perdido, com a esperança de que, um dia, possa surgir um novo começo.
Posted in Sem categoria on 3 de junho de 2025 by Prof Gasparetto
Jhonnatan F. W. (jan/1978)
Arquivo III. O Silêncio Arquivado da Alma
By NC Flux Schnell+ Starlight XL, Atomix XL v4 Lightning
O mundo parece ter parado no tempo. A guerra, em sua imensidão destrutiva, não deixa mais espaço para o som da esperança. Onde antes havia movimento e vida, agora há apenas um vazio ensurdecedor, um silêncio profundo que se instala nas casas, nas ruas, nas mentes. Cada passo dado parece ressoar como um eco distante, sem direção, sem significado. Os corações, outrora cheios de sonhos e anseios, agora se encontram vazios, como uma taça quebrada que nunca mais será preenchida.
O medo tornou-se uma constante, um companheiro silencioso que ronda a cada esquina, a cada olhar. Os rostos que antes eram marcados por sorrisos agora carregam o peso de um sofrimento inominável, e os olhos, cansados de ver o horror, já não sabem mais para onde olhar. O olhar, em sua busca desesperada por algo que dê sentido ao caos, se perde na vastidão de um mundo que parece ter se esquecido da sua própria humanidade.
Por isso, no meio desse vazio, existe algo que persiste: a memória. Uma memória que, embora dilacerada, se recusa a desaparecer. Ela sobrevive em pequenos gestos, nos suspiros que escapam de uma garganta apertada, nas lágrimas silenciosas que rolam pela face de quem ainda mantém a chama da dignidade acesa. Mesmo na maior das desolações, a alma humana, por mais ferida que esteja, busca inconscientemente algo que a faça voltar a acreditar.
O silêncio, esse que agora é seu único amigo, guarda ainda os fragmentos de um passado que, um dia, foi repleto de significado.
Posted in Sem categoria on 2 de junho de 2025 by Prof Gasparetto
Jhonnatan F. W. (jan/1978)
Arquivo II. As Sombra do Conflito em Nós
By NC Flux Schnell+ Starlight XL, Atomix XL v4 Lightning
As sombras da guerra estenderam-se por todo o campo, engolindo tudo à sua volta com uma ferocidade implacável. O que antes eram campos verdes e repletos de vida, agora se tornaram vastas extensões de terra devastada, onde o cheiro da morte se mistura ao da poeira e do ferro enferrujado. Nas cidades, os sorrisos se apagaram, os olhos carregam o peso da dúvida, e as vozes que costumavam cantar nas praças agora são apenas ecos distantes. A alegria foi substituída pelo lamento, e os homens caminham como espectros, sem um propósito claro, apenas movidos pelo instinto de sobrevivência.
Nos corações daqueles que ainda restam, há um vazio profundo, como se a guerra tivesse arrancado a essência de suas almas. As ruas estão silenciosas, quase como se o próprio ar tivesse se tornado pesado, uma carga invisível que afunda os ombros daqueles que ousam caminhar por ela. Os poucos que ainda ousam olhar para o futuro, o fazem com cautela, temendo que o amanhã traga ainda mais dor, mais perdas. O tempo parece suspenso, como se a própria natureza estivesse retida, aguardando o fim desse ciclo sombrio.
E no entanto, mesmo no meio da destruição, um sentimento sutil de resistência começa a germinar, como uma planta que brota da terra rachada. A esperança, embora frágil, não desapareceu completamente. Em alguns olhares, ainda há uma chama, um pequeno vestígio do que poderia ser. Mas, para que essa chama se torne fogo, será necessário mais do que simples desejo: será necessário que a humanidade se reconcilie com sua essência e, de alguma forma, reencontre o caminho para a paz.