Arquivo para novembro, 2025

VOCÊS PODEM E DEVEM SER VITORIOSOS

Posted in Sem categoria on 4 de novembro de 2025 by Prof Gasparetto

(Betto Gasparetto)

(Poema dedicado ao 2adm25 do Colégio Castelo Branco)

By Kontext 2v1+InG Flux Schnell+ Starlight XL, Atomix XL v4 Lightning

I

Não é no brilho fácil das vitórias pequenas
que se descobre o poder de seguir,
mas no barro das quedas,
no silêncio que antecede o recomeço.

Vocês podem e devem ser vitoriosos —
porque a vitória não é coroa nem aplauso,
é a respiração tranquila de quem não desistiu.
É a coragem de atravessar o medo
quando a noite pesa mais que o próprio corpo.

Cada erro foi um mestre discreto,
cada lágrima, uma semente semeada no escuro.
Há jardins que só florescem depois do deserto,
e vozes que só cantam após o silêncio.

II

A dor também educa os músculos do coração.
O fracasso, esse professor severo,
ensina o equilíbrio entre humildade e grandeza.
Quem aprende a cair aprende também a se levantar
sem precisar do espelho,
porque o reflexo agora está dentro.

Vocês podem e devem ser vitoriosos —
não porque o mundo exija troféus,
mas porque o amor precisa de exemplos.
E cada gesto justo, cada mão estendida,
é um hino que não se ouve, mas que ecoa.

A vida não cobra perfeição,
ela pede presença.
E presença é estar inteiro,
mesmo nas partes quebradas,
mesmo nas horas em que o sonho parece distante.

III

O tempo, esse carpinteiro silencioso,
lapida o que somos com golpes de paciência.
E se o hoje parece rude,
é porque o amanhã ainda está sendo moldado.

Ser vitorioso é permanecer humano
quando tudo ao redor pede pressa.
É guardar ternura nas palavras,
lealdade nos gestos,
e gratidão no peito —
mesmo quando o horizonte se apaga por um instante.

Vocês podem e devem ser vitoriosos,
porque nasceram com a centelha da criação,
a mesma que move as estrelas,
a mesma que acende a fé nas pequenas coisas.
Não há destino mais nobre
do que o de quem decide continuar.

IV

O vento mudará,
a chuva passará,
e de cada cicatriz nascerá uma nova textura de força.
A vitória é isso:
levantar-se uma vez mais do que se caiu,
amar de novo,
acreditar de novo,
viver — sempre mais do que o medo.

E quando o mundo parecer alheio,
quando o eco do fracasso quiser calar o riso,
lembrem-se:
as raízes não fazem barulho,
mas são elas que sustentam as árvores do amanhã.

Vocês podem e devem ser vitoriosos.
Não por soberba,
mas por dever de beleza.
Porque a vitória verdadeira
é fazer do próprio coração um lugar habitável.
E isso, meus amigos,
é o triunfo mais alto que existe.

(Betto Gasparetto – x-mmxxv)

Ventos do Passado Surram Minha Pele

Posted in Sem categoria on 4 de novembro de 2025 by Prof Gasparetto

(Betto Gasparetto)

By Kontext 2v1+InG Flux Schnell+ Starlight XL, Atomix XL v4 Lightning

Os ventos trouxeram o eco do passado,
Em minha mente o fado desolado.
As vozes falam sonhos já desfeitos,
E em meu olhar só restam ais perfeitos.

A noite cai em sombra sepulcral,
E nela jaz o fado do mortal.
Não há retorno à glória que se foi,
Só resta o pranto do que nunca dói.

A dor se estende em manto silencioso,
E o peito sofre em canto doloroso.
Os ventos passam e levam a esperança,
Deixando a vida em turva desconfiança.

Assim me entrego à sombra do vazio,
E nele encontro o frio de meu desvio.
O tempo passa em luto sepulcral,
E os ventos sopram em canto funeral.

(Betto Gasparetto- v-mmxxi)

Páginas Rasgadas da Ilusão

Posted in Sem categoria on 3 de novembro de 2025 by Prof Gasparetto

(Betto Gasparetto)

By Kontext 2v1+InG Flux Schnell+ Starlight XL, Atomix XL v4 Lightning

No livro antigo jazem memórias frias,
São páginas escritas em agonia.
As letras falam de um amor falecido,
Que em cada verso jaz em tom perdido.

O tempo apaga a tinta do desejo,
E em cada linha morre o meu lampejo.
Não há retorno à glória da paixão,
Só resta em mim o peso da ilusão.

As páginas se rasgam como a vida,
Que ao fim declina em sombra dolorida.
O livro encerra a história em silêncio,
E nele jaz meu pranto em desalento.

Assim concluo o fado do sofrer,
Em letras mortas deixo o meu viver.
O livro antigo guarda em sua tez,
A dor eterna do que já não fez.

Cada capítulo jaz em sofrimento,
E sela em mim o duro esquecimento.
O livro fecha em tom sepulcral,
E cala em mim o sonho imortal.

(Betto Gasparetto- v-mmxxi)

Campo Vasto e Vazio

Posted in Sem categoria on 2 de novembro de 2025 by Prof Gasparetto

(Betto Gasparetto)

By Kontext 2v1+InG Flux Schnell+ Starlight XL, Atomix XL v4 Lightning

No campo vasto estende-se o vazio,
E nele encontro apenas meu suplício.
As flores murcham sob o sol distante,
E a terra seca jaz desesperante.

Não há canção que alivie esta dor,
Nem sombra amiga que me traga amor.
O vento sopra em tom de maldição,
E o peito sente a dura solidão.

As águas secas cortam minha sede,
E o coração já não encontra a rede.
O chão resseca e fere meus sentidos,
E nele jazem sonhos destruídos.

Assim me perco em terra tão ingrata,
Que arranca em mim a vida que maltrata.
No campo vasto o eco se consome,
E nele apaga-se até mesmo o nome.

Não resta flor, nem sombra, nem raiz,
Só a saudade em dor que contradiz.
E em minha boca a sede se declara,
Na terra seca a vida se separa.

(Betto Gasparetto- v-mmxxi)

Chama Que Se Apagou

Posted in Sem categoria on 1 de novembro de 2025 by Prof Gasparetto

(Betto Gasparetto)

By Kontext 2v1+InG Flux Schnell+ Starlight XL, Atomix XL v4 Lightning

A chama apaga em lume tão incerto,
E em meu olhar só resta o deserto.
O fogo outrora ardente em meu desejo,
Hoje é cinzento, frio, sem lampejo.

As cinzas falam voz do que passou,
E o vento leva o pouco que restou.
Não há calor que volte à noite fria,
Nem há esperança em pálida agonia.

A chama morta é símbolo de adeus,
E nela jazem sonhos todos meus.
O peito sente o peso desta ausência,
E em vão procura alento na cadência.

Assim declina a vida em seu lamento,
Perdida em dor, sem rumo, sem alento.
A chama fria apaga em meu olhar,
E nele jaz o fado de chorar.

As mãos outrora trêmulas em paixão,
Agora jazem frias em solidão.
O fogo some em cinza sepulcral,
E apaga o sonho em luto sem igual.

(Betto Gasparetto- v-mmxxi)