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Encontros Marcados

Posted in 00 Livressílabos, Crônicas, Poemas, Poesia on 20 de outubro de 2008 by Prof Gasparetto

A felicidades eu já encontrei!
Por todas as idades
eu te vi passar…

o tempo é prematuro, é presunçoso!

Porto seguro eu te fiz!!!

nas linhas que te escrevi,
as formas quais te descrevi,
se transformaram em paginas
de nossa história…

a sinceridade eu já te demonstrei!
Nas tuas vaidades,
só comemorar!

O mais gostoso de tudo isso
é que a amizade tornou-se forte,
e vejo que não mais preciso
buscar em outros nortes o meu rumo!!!

a simplicidade foi quando te beijei:
e nas ruas da cidade
todos ficaram a nos olhar…

o beijo é tão divino
que digo que é sobrenatural…

andei por todos os mares,
pousei em todas as ilhas,
mas de repente, em todos os olhares
encontrei os teus…

talvez a nona maravilha!
Que pelas idas e vindas
tua paisagem me contemplou!

Talvez a nova sinfonia!
Que me deixou em sintonia
e a tua passagem me encontrou!

Há tantas saudades
que já engavetei…
… folha amareladas de cartas mal-seladas!

A felicidade eu já encontrei:
num coração que bate compassado ao meu!

Saudade do passado?
Já não me importam mais!
Me envelheceram…
me castigaram…
me atiram pedras…

(…)

o tempo é o senhor dos mistérios!
O que será revelado?
Não sei!
Apenas sei, que a felicidade eu encontrei
em você!

Vidas Endossadas

Posted in 00 Livressílabos, Poemas, Poesia on 19 de setembro de 2008 by Prof Gasparetto

I
Quem quer um amor
que bordado está de cicatrizes
e que há muito tempo
está sobrevivendo?

II
Quem quer um amor
cheio de recortes e lembranças
que ao colar momentos
coleciona muitos medos?

III
Quem quer um amor
que se apagou nos retratos
e ofuscado pelos flashs
está se recolhendo?

IV
Quem quer um amor
que explorou mil motivos
que se explodiu de alegrias
e que hoje está se perdendo?

V
Quem quer um amor
que enfrentou o desconhecido
pra conquistar um grande amor
e iludiu desconhecendo?

VI
Quem quer um amor
que memos em pedaços
sonha em se construir
em mil abraços querendo?

VII
Quem quer um amor
que tantas imperfeições da vida
se lapida por acreditar
que alguém decifre os seus segredos?

VIII
Quem quer um amor
que se aventurou pelas estradas
e percebeu que há tantas jogadas
e emoções tecendo?

IX
Quem quer um amor
que leu nas entrelinhas interesses
e por não querer ser um só pertence,
preferiu sair perdendo?

X
Quem quer um amor
que saiba navegar pelas varandas
palavras e calores tão eternos
e saber enfim o que está acontecendo?

XI
Quem quer um amor
que quando necessita estar presente
esquece do passado tão somente,
que larga tudo e vem correndo?

XII
Quem quer um amor
que as filosofias não entendem,
que a história, e que as letras não compreendem,
e que alguém dissesse simplesmente: “- Eu te entendo!”?

Casais: Um Lado Oculto na Cama!

Posted in 00 Livressílabos, Crônicas, Poemas, Poesia on 13 de junho de 2008 by Prof Gasparetto

(Photo by Alyasiyyah)

I

Quanto tempo faz que não mais nos beijamos,
que não mais planejamos,
que não mais nos buscamos?

Quanto tempo faz que não mais as orquídeas florescem,
que nada mais nos envaidece,
que nada mais pedimos em prece?

Quanto tempo faz que não mais nossos corpos se tocam,
que não mais o ciúme provocas,
que não mais nosso amor não evocas?

Quanto tempo faz que não mais passeamos na praia,
que não mais tuas danças ensaias,
que não mais em meu colo desmaias?

II
Quanto tempo faz que não mais precisamos de afeto,
que não mais nos sentimos completos,
que não mais recusamos o certo?

Quanto tempo faz que não mais imitamos casais,
que não mais temperamos os sais,
que não mais suportamos os ais?

Quanto tempo faz que não mais nos julgamos pecado,
que não mais nos deixamos de lado,
que não mais encontrei teus recados?

III
Quanto tempo faz que não mais impedi teus assédios,
que não mais me servi de remédios,
que não mais sustentei os meus tédios?

Quanto tempo faz que não mais proibi teus abusos,
que não mais me senti um intruso,
que não mais me tratastes de Muso?

Quanto tempo faz que não mais me beijastes a boca,
que não mais arrancastes a roupa,
que não mais me amavas tão louca?

Quanto tempo faz que não mais me mordestes o lábio,
que não mais revelamos aos sábios,
que não mais tu molhastes meus átrios?

IV
Quanto tempo faz que não mais te amei como antes,
que não mais lapidei diamantes,
que não mais fomos só dois amantes?

Quanto tempo faz que não mais nos dizemos “Bom Dia!”,
que não mais encontramos “Boa Tarde!”,
que não mais procuramos “Boa Noite!”?

Quanto tempo faz?

( Jun: 03, 2008 )

Olhares de Líbano – IX

Posted in 00 Livressílabos, Crônicas, Minhas Séries, Poemas, Poesia on 31 de maio de 2008 by Prof Gasparetto

(Photo by Alyasiyyah)

IX – Sombras de Setembro

Olhos que me alucinam!
Noites que nos fascinamos!
Dias que nos declaramos!
E onde estamos?

E onde nos perdemos?
Sombras em algumas palavras,
Toscas, rudes, sem sentido talvez…
Atuamos cegos em nossos caminhos,
Ouvindo varias vezes: -“Adeus!”

Noites de muitos seqüestros!
O ritmo alucinante de nossos corpos…
Sombras em algumas palavras!
Sombras em algumas sentenças!
O furor desarrazoado dos sentidos…
Sombras em algumas sílabas!

Comentastes sobre nosso amor,
Amor que construímos nas estações!
Me destes a chance de ser feliz…
Imagino eu ter feito o mesmo!
Nas palavras todas, um olhar!
Houve um dia, um olhar!
Olhar que me cativou…
Sombras em alguns olhares…

Quase me distanciei ouvindo Bach!
Uma orquestra num distante…
Enquanto esculpia teu corpo em meus braços,
Revelavam-se segredos!
Inevitáveis olhares me hipnotizavam
Diante dos teus,
Aos olhos meus, amávamos às sombras de tudo!

(Set: 16, 2004)

Olhares de Líbano – VIII

Posted in 00 Livressílabos, Minhas Séries, Poemas, Poesia on 31 de maio de 2008 by Prof Gasparetto

(Photo by Alyasiyyah)

VIII – Areias de Agosto

 

Nestes caminhos andei

Andei por estes caminhos

Ouvindo teus passos somente!

 

Mares, areias eu sei,

Eu sei que perdi tuas brisas…

 

Devoto-me naquele olhar

Enviar-te s meus recados!

Ignorei teus amares um dia…

Xinguei as maresias, com plebeísmos,

Evitei cair nas solidões.

Solidões que eu mesmo criei!

 

Agora andando em caminhos duvidosos,

Queira Deus te encontrar,

Ultimar velhas canções

Içando-te a uma dança magistral!

 

Nunca pensei

Amar-te nas distâncias!

 

Sonhei encontrar nos teus beijos

Olhares que enchessem de orgasmos

Lábios que muitas vezes mordi…

Ignorei teus amares um dia?

Diante de tudo que vi

Amando amores perdidos,

Ouvia sempre lamentos…

 

Sonhei encontrar teus olhares,

Amar teus amores tão puros…

Uma canção te farei, eu juro!

Depois que tu voltares

Aos braços de quem sempre te quis,

Digo daquele que fora amante,

Em teus olhares me entregar somente!

 

(Ago: 21, 2004)