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Olhares de Líbano – VII

Posted in 00 Livressílabos, Minhas Séries, Poemas, Poesia on 31 de maio de 2008 by Prof Gasparetto

(Photo by Alyasiyyah) 

VII – Tempos de Julho

 São teus olhos que me guiam

Entre os caminhos que desconheço…

Meus olhos se cegueiam em loucuras!

Por mais que eu tente te esquecer

Risos fracos e tranqüilos…

Eu aqui aguardando tua formosura de mulher!

 

Tratados e acordos que fizemos

Entre palavras e gestos não vingaram!

 

A ânsia de ter-te sempre ao meu lado

Mesmo no distante,

Eu aqui amante insano

Irônico numa paixão mal revelada!

 

Meus instintos me traindo

Em gestos de amores e saudades

Saudades que marcaram nossas vidas

Mesmo no distante…

Obriguei o tempo que parasse!

 

Não consegui!

O tempo continua a se esvair…

 

Depois de tanta luta

Ignorei de todos os falares: -“Onde estás?”

Sabendo que a dor se faz presente

Tratados e acordos são passados!

Ainda que meu rosto, o tempo agrida,

Não consegui para o tempo!

Tempo que no meu rosto olhas, pára!

Em teus olhares, só os teus me levam a eternidade, querida!

 

(Jul: 19, 2004)

 

Olhares de Líbano – VI

Posted in 00 Livressílabos, Minhas Séries, Poemas, Poesia on 31 de maio de 2008 by Prof Gasparetto

VI – Paixões de Junho

Milhares de quilômetros te persegui!
Encontrei rastros na areia,
Um punhado de saudades e só1

Colhi flores do campo pra te fazer surpresas!
Humilhei pássaros que te fizessem canções!
Orei pelas estradas minha oração sem rimas,
Rimei teu coração com o meu!
Olhei teus olhos que ficavam no vazio!

Tentei te seqüestrar nas madrugadas,
E me vi enclausurado em outros braços…

Toquei mil alaúdes pra te ver dançar!
Orquestrei meus músicos com meus provérbios…
Risquei tapetes persas pra afagarem teus pés!
Num uma palavra…
Ou gestos,
Umedeceram teus olhares!!!

Lancei pelos desertos, caravanas!
Andarilhos foram pagos pra seguir-te,
Ma nenhuma palavra,
Entre milhões,
Notaram a tua formosura!
Trago no meu peito o teu nome! (“#######”)
Ouvindo e reprisando: -“Eu te amo!”

Promessas são teus olhos que me despiram
Romances pelos mármores em paixões de junho…
Ouvi: -“…te juro que sempre te amarei!”
Foram quilômetros…
Um punhado de saudades e só!
Na tua formosura,
Dediquei toda a brandura
Ouvindo: -“Eu já volto meu amor!”

(Jun: 12, 2004)

In Vitrus Dominus

Posted in 00 Livressílabos, Acróstico Inverso, Crônicas, Poemas, Poesia on 9 de abril de 2008 by Prof Gasparetto

(Photo by Alyasiyyah)

Entendendo quando tu te escondes,
Silencias o próprio silêncio
Silencias a minha própria existência!
Antes acreditava numa oportunidade
Meramente única, não-simbólica…
Acreditava nisso!

Entendia que poderíamos quebrar o silêncio
Mas, caí no teu silêncio…

Entendemos que seria possível…
Como possível?
Ouço tuas letras espalhadas na net,
Volto ao mesmo ponto: Por quê?

Escrevi tantas frases
Sabendo que um dia lerias…

Rimei tua distância
E nunca deixei que a saudade
Culminasse num adeus definitivo!
Elaborei encontros
Todos foram se amarelando

nas gavetas do tempo!!!
Nas frases, o segredo poderia ser revelado…
Ouço distante quando me chamas!
Clamo pelos teus olhares
Ainda que cego por te ver!

Antes as cores excitavam-se nas varandas
Impressionavam-me com tuas formas líricas
Reconstrui teus lábios
Emudecendo-me no mel do teu gostar,
Ditei perfumes campestres em teu corpo
Ousando seqüestrar de todos os jardins
Perfumes de delírios!

Lamentei profundamente não ter te amado antes!
Envelopes por sobre a escrivaninha
Viciferam um talvez melancólico,
Institintivamente te amei sem que tu soubesses!
Suspirei em minha madrugadas,
Silenciei meu travesseiro único!
Obriguei-me a trancar a esperança
Perguntando se eu estava errado!?
Mistificando nos atos a possessividade…
Iríamos contemplar um dia

Os sonhos que temos em separado?


(Abr: 06, 2008)

Olhares de Líbano – III

Posted in 00 Cressílabos, 00 Livressílabos, Poemas, Poesia on 2 de abril de 2008 by Prof Gasparetto

olhos-03-mar1.jpg

III Águas de Março

Onde estás?
Quero que fiques
Aqui do meu lado!

Onde estás?
Tua presença
A felicidade…

Onde estás?
Olhos flertando
Tão cheio de graça!

Onde estás?
Quando procuro
Me enches de manhas!

Onde estás?
Corpo moreno,
Ardente em paixão!

Onde estás?
Beijos ardentes,
Mordidas maçãs1

Onde estás?
Dos teus perfumes
Eu quero senti-los!

Onde estás?
Minhas perguntas
Não tem mais respostas!

Onde estás?
Te dei amor,
Me destes a dor!

Onde estás?
A tua verdade
São minhas saudades!

Onde estás?
Fico em silêncio
Na tua distância!

Onde estás?
O que eu preciso?
Estar do teu lado…

Onde estás?
Sei que é difícil
Que tu me respondas!

Onde estás?
Preciso ir,
A ficha acabou!!!!!

(Mar: 08, 2004)

Respostas

Posted in 00 Livressílabos, Poemas, Poesia on 31 de março de 2008 by Prof Gasparetto
raphael-lacoste-cuban-mood.jpeg

(Raphael Lacoste)

By Fátima Tardelli in Inqueritus

Minhas cartas foram escritas, mas não postadas,
Temo a resposta do destinatário,

Meus verões tornaram-se invernos,
Tão triste é minha solidão,

Está meu coração para sempre marcado,
Marcas não comerciais, marcas estranhas, ininteligíveis e indeléveis.

Não há mais púlpito,
Não há mais público,
Não há mais a quem converter!

Meus armários….vazios!
Estou nua, desnudastes minh’alma…

Equinócios se seguiram sem teu retorno,
não vejo flores, não vejo folhas, não vejo sol, só invernos!

Gastei minha fortuna, meu soldo,
à tua procura….
Milhares de guinéus se foram em recompensas,
nenhuma resposta que me indicasse o caminho!

Orei à Deus,
Aos santos, às virgens,
pedi à dinvidades, deidades.
Nenhuma resposta….chorei, desisti!

II
Longe da bainha.
Abandonastes a peleja.
Foi ela sussurrada, ficou agora sem sentido.
Está ela arada, à espera do semeador

Roma tem vários caminhos,
A estante só tem dois livros.
Doces grilhões as prenderam,
à distância, contemplando…

III
Presos na garganta.
Fechadas neste inverno.

que louca ciranda!

IV
Vide supra: eis tuas respostas.
Enviei cartas (2)
sem obter respostas!

V
Venha a mim que te curo,
Chegue aqui que te amo,
Volte a mim que te ressuscito,
Pouse em mim que te cuido!

O navegante encontrou a ilha,
seduziu a índia,
tomou a terra,
fez nela sua morada,

depois foi ele seduzido por nova estrada,
abandonou o que tinha, apostou o que não podia,
perdeu tudo numa jogatina, numa mão do carteado!

VI
flutuando ao vento, à procura de teu olfato,
vislumbrando o horizonte, em busca de certa embarcação,
chagas abertas no peito, a dilacerar um pobre coração atormentado!
Onde estão os hilários ciúmes?
A terra não navega, desconhece os mares!

VII
Palavras emprestadas:
Estar junto não é estar ao lado,
É estar do lado de dentro.

(Mar: 30, 2008)