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Adágio Inacabado para Um Amor Completo

Posted in 12 Alexandrinos, Pensamentos, Poemas, Poesia on 31 de janeiro de 2008 by Prof Gasparetto

I
Tudo começa com borbulhar constante,
E no constante a roda gira muito mais…
Espada presa em suas garras diz: -“Vitória!”
Ilumina com fogo árduo seu semblante,
Tônica do Verbo na coifa interior:
U’a esperança que desperta do vazio
O completar de luz e olhos infinitos!

II
Fontes claras jorram da íris em compasso,
No martelar constante, constante, constante,
Qual pêndulo lapidado em cristal azul,
Goteja o eco pelo tempo sem temer
Que em pouco tempo a energia se transmuta…
Esvoaçantes teus espaços se condensam em mel!

III
E alquimistas, e resplandecentes águias voam
Num vôo rasante vão pairando encontros turvos,
Ilhando o âmago passivo dos mistérios
Na infinita e suprema natureza…
Lutas, lutas rompem com estampir do medo
O súbito suspiro do silêncio óptico
N’astúcia das cruzadas e palavras sábias…

IV
Nas sombras vertem sopros calmos de manhãs!
Não há ruídos, nem estrelas penduradas…
Teus passos poucos se entrelaçam nas vidraças
Mesmo no átomo repleto de coragem
A fúria do Pégaso Sereno se acalma,
Na multidão das Ondinas e dos Lagartos…
Nunca tentaste despertar meu sonho vítreo!

V
Sono que deleita Via Láctea noturna,
Ressoam com clarins a vastidão do mar
No estrondo fulminante de gritar no alto:
Teerã à vista! Terra à Vista! Celestial…
Murmurantes passos se estendem nas colinas,
Quando chuvas tombam e vão molhando corpos…
Lanças cravejam nos dragões, atando súplicas;;;

VI
Porões reais amotinando os poros todos
Telhando nuvens de algodão e lã-de-vidro
No monumento Arcano da União das Sombras,
Refletindo o acorde dissonante dos sonhos.
Moços, quase todos, deixam-Te fugir bela,
Mas não sabem que tua imagem vai além,
Escorrendo pelas mãos toda uma história…

VII
Andei quilômetros em busca de Deméter,
Caindo em vão, caindo em vão, caindo em vão…
Retirei-me nas horas vagas, como poucos,
E fui colhendo nos pomares de turquesas,
Sem saber que a safra te prenderia ao furto!
O chacal dos chacais com cintilante toga
Areja as folhas no tanger sublime mérito!

(Fev: 11, 1983)

Minhas Verdades

Posted in 12 Alexandrinos, Acróstico Clássico, Pensamentos, Poemas, Poesia on 22 de janeiro de 2008 by Prof Gasparetto

uma revisita à Palavras Sem Sentido

Aos poucos atravesso oceanos líricos

Navego numa história de poesias clássicas
Ouvindo teus chamados de cantares lindos
Sonatas e sonetos num acorde único
São únicos poemas que me trazem lúdico
Aos poucos atravesso infinitas músicas…

Verdades que me dizem de maneiras bárbaras
Denotam a sutiliza de amar em público
Entrego-te um pouco da loucura minha
Reservo-me o direito de andar nas nuvens
Andando nas calçadas sinto teu aroma
Diante do teu mar um grão de areia sou
Entregues-me um pouco deste mar telúrico…

Entregues-me um pouco deste sal homérico…

Aos poucos atravesso os teus planos místicos
Louvando nas palavras meu sentido crítico
Irei nas correntezas a buscar teu vulto!
Negaste-me noturnos, tantas árias deste-me,
Entregues-me um pouco deste corpo sísmico!

Lavando minha alma com tu’alma estética
Inovo meus quereres te amando enfim
Molhando no meu corpo teu olhar em mim
A única verdade seja dita: eu te amo!

(Jan: 22, 2008)

James Taylor – You’ve Got A Friend ’71: