Archive for the Acróstico Clássico Category

Espelhos Invertidos III

Posted in Acróstico Clássico, Crônicas, Minhas Séries, Poemas, Poesia on 12 de junho de 2008 by Prof Gasparetto

(Art by almagnus.com, enfin libre)

III – Ocram! (a inocência)

Músculos exaustos de Chandon…
Aos lábios anestesiados de beijar…
Reticenciamo-nos nos suspiros…
Como pela primeira vez:
Ousamos novamente, no beijar!

És a tatuagem que tocou minha razão..
És a plenitude dos meus travesseiros de espuma…
És a descoberta de uma nova canção de Paganini…
És o gesto imaculado de se amar o infinito…
És a fuga dos sonetos descobertos por Camões…
É o único lampejo de desejo…

que marcou em mim
mergulhos de um amor teu,
tão inocente…

(Nov: 12, 1986)

Olhares de Líbano – XII

Posted in Acróstico Clássico, Crônicas, Minhas Séries, Poemas, Poesia on 31 de maio de 2008 by Prof Gasparetto

(Photo by Alyasiyyah)

XII – Delírios em Dezembro

Mãos que me afagaram
Enquanto febril estava!

Suores e delírios tive
Unificando todas as distancias!
Suores e delírios castigaram-me…
Tentando sofrer sozinho!
Eu me via perdido
Num leito enclausurado e vazio,
Tentando me recuperar em teus braços…
Eu me encontrava agora, amado!
Íris de avelã!

Poderemos fugir um dia?
Entregar nossos recados?
Lograr os momentos perdidos?
Ouvir Vivaldi nos salões?

Temo em te perder!
Eu, febril num ósculo fanático,
Um dia nos amamos?

Até nos teus olhos eu sinto um adeus…
Meus olhos fecham-se em tréguas…
Olhos que te furtaram em noites,
Representavas nua em tua varanda!

Eu, febril, desejando-te beijar…
Teus lábios de encontro aos meus
Encontros febris? Talvez.
Rostos, sorrisos e noturnos,
Num encontro adormecido.
Olhos que me fazem novamente são!

(Dez: 27, 2004)

Olhares de Líbano – X

Posted in Acróstico Clássico, Minhas Séries, Poemas, Poesia on 31 de maio de 2008 by Prof Gasparetto

( Photo by Alyasiyyah)

X – Oliveiras de Outubro

São teus olhos, verde-oliva,
Unidos me vigiando,
São meus olhos, castanhos amendoados…
Tímidos te olhando!
Enquanto nós nos olhamos
Nossos corações se silenciam
Tétricos e surpresos
Ante nosso silêncio de amantes!
-“Meu Amor!”, me dizes.
-“Ouve o meu coração…!”
Simplesmente ensurdeci o futuro!

Um simples olhar,
Mostrariam “aquellos ojos verdes!”

A verdadeira razão de um se amar por inteiro!
Metades verdades…
Outras metades, talvez!
Restam-nos poucas verdades…

Pelos olhares te amei!
Lábios carnudos, mordi!
Alma atrevida, parti!
Tudo o que eu tinha, perdi!
Noites, nudezas, sonhei!
Impossível te esquecer!!!
Como me esquecer sem os teus olhares,
Olhos verdes se me entreguei a ti?

(Out: 26, 2004)

Meio Ambiente: Eu Quero Um Pra Viver!

Posted in Acróstico Clássico, Crônicas, Pensamentos, Poemas, Poesia on 30 de maio de 2008 by Prof Gasparetto

(Art by Mazo 3D)

Mas há tantas perguntas a serem feitas,
entre tantas: o que fizeram das cores?
Ignoram os verdes, ignoram os azuis…
Oprimem as águas, oprimem os ares!

Alguém quis pintar o cenário com outras cores
manchando as cores primárias, as secundárias…
Brincaram com as matizes do cinza, vejam só!
Ignoraram as cores, ignoraram os vôos…
Elevaram o cinza feito cortina em céu fechado!
Não foram capazes de bordar o futuro:
trouxeram tratores e moto-serras!
Evitaram o novo, plantaram o obscuro!

Obrigaram as aves a pousarem! Mas aonde?

Queimaram solos, décadas, memórias…
Ungiram com brasidos o solo fértil,
Ergueram tótens à tecnologia e chaminés à demagogia!

(Art By almagnus.com)

Ergueram monumentos rústicos, desviaram rios!
Sem saber ao menos uma única prece…
Todos querem beber da mesma fonte:
Água que não mais evapora, vira pó!
Orgulhos? Podres orgulhos!

Respondem com agressividade capital,
Erguem muralhas ao monopólio comercial…
Sentem-se donos da própria natureza…

Erguem outdoors em neóns e acrílicos,
Revolvendo seus problemas financeiros!
Vasculham as florestas, expulsam os silvícolas…
Arquitetam banquetes, grandes festas!
Não imaginam que os dias são críticos,
difíceis de manejar…
Orgulham-se com o caos assoberbado da luxúria…

Pensam na imortalidade tordesilhana,
Arquivam a natureza como um simples detalhe,
Resolvendo seus problemas financeiros!
Armam-se de tratores, serras-fitas e arames farpados!

Armam-se de glórias, deixando para trás farrapos…
Servidão inglória, servidão desumana!

Não percebem que mataram mais um dia!
Óbitos e mais óbitos
Saem dos hectares,
Saem do sonho ardil…
Agridem com suas máquinas o nosso jeito infantil!
Saboreiam a mediocridade desmatando vidas!

Valei-me Deus: o que é a vida afinal?
Isso tudo seriam partes de um pesadelo
De Hiroshima à Chernobyl?

Armam-se de arrogantes senhores?
Senhores do quê?

Senhores de quem?
Eles devem pensar que são imperadores!!!!

Enganam-se, senhores!
São apenas medíocres senhores,
trazendo a tragédia como projeto,
Aguçando na natureza seu poder insano!

Ouçam-me que se faz tarde se queremos preservar o ser humano!

Mesmo aqui, procuro cultivar
Ao menos uma semente,
Num solo hostil, às vezes sou descrente!
Criaremos, ou tentaremos revolucionar!
Haja o que houver,
Ainda que as bandeiras não tenham mastros,
Negaremos hoje que o absurdo continue…
Dão-nos pedras, daremos pães!

Ouviremos os sensatos, reagiremos aos infiéis!

(Art By almagnus.com)

Ainda há tempo, amigos!

Venceremos braço-à-braço!
Iremos juntos passo-à-passo!
Diremos a todos numa só voz que a natureza é nossa!

                                             que a natureza somos nós!
Alguém é contra???

(Mai: 30/08)

Espelhos Invertidos II

Posted in Acróstico Clássico, Minhas Séries, Poemas, Poesia on 26 de maio de 2008 by Prof Gasparetto

II – Orie Revef! (a proibição)

Filosofamos entre taças de champagnes…
Entre frissons e olhares!
Vestimos nosso ato em palco…
Entregamo-nos nas noites: o suor!
Relevamo-nos nos dias: o calor!
Entregamo-nos e nos revelamos!
Impressionamos nossos convidados!
Retiramo-nos do meio do salão:
Outro beijo, outra ousadia!

És a estrada objetiva…
É o caminho dos amantes delirante…
És o cântico inevitável das paixões clandestinas…
És a revelação de um grande amor enclausurado…
És o esconderijo de manhãs do meu sigilo…
És a escultura mais perfeita de mulher…

Que marcou em mim
Entalhes de um amor brutal…

(Out: 28, 1986)

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