Archive for the Acróstico Clássico Category

Espelhos Invertidos I

Posted in Acróstico Clássico, Minhas Séries, Poemas, Poesia on 26 de maio de 2008 by Prof Gasparetto

I – Orie Naj! (a conjugação)

Jejuamos juntos…
Amores em gregos mármores, canções latinas!
Nostalgiamos valsas vienenses…
E depois, nos alimentamos de noites!
Impressionamos nossos convidados
Rompemos os obstáculos,
Ousamos velejar em público…

És todo o brilho de uma manhã singela…
És todo perfume desconhecido…
És a brisa que me beija em sonhos de valsa…
És a pétala de selvagem orquídea…
És a conjugação do verbo amar perpétuo…
És o primeiro eterno encontro…
És o verdadeiro beijo do adeus platônico…
És a canção nativa que me inspira etéreo…
És para mim eterna primavera…
És a impressão fatal…

Que marcou em mim o início
De um romance bárbaro…

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(Out: 20, 1986)

Separações

Posted in 00 Livressílabos, Acróstico Clássico, Crônicas, Pensamentos, Poemas on 29 de março de 2008 by Prof Gasparetto
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(By George Grie )

Tordesilhamos nossas vidas…
Retiramos as colunas dos átrios…
Abaixo das discussões ficamos!
Tordesilhamos nossos espaços…
Acreditamos em pactos…
Direitos e deveres…
Outorgamos o que entendíamos ser justo!
Separamo-nos em metades, somente!
Elevamos nossas diferenças!

Ditamos regras um ao outro.
Impusemos limites às falas,
Silenciamos no debate!
Criticamos a barbárie,
Olvidamos os ataques.
Retiramos as estratégias…
Divulgamos revoluções…
Arquitetamos territórios…
Nem sequer nos ouvimos…
Criticamos a barbárie!
Imitamos os bárbaros…
Ameaçamos um golpe de estado,
Suspeitamos de nossas tréguas!

Sumariamente suspeitos!
À margem do processo estamos,
Observando algo diferente!

Atentados ao pudos, manifestamos!

Novas trincheiras, novos silêncios!
Ouvimos reconciliação…
Sentimos natos?
Sofrimentos gratos?
Ainda, nenhuma referência…

Suplicamos os feitos!
Entendemos que ora o momento,
Avaliamos os estragos causados,
Retiramos as estratégias,
Ameaçamos indignações…
Como entender tudo isso?
Abandonar simplesmente o posto?
Ou avançar na hostilidade?

Emoções iradas!

Orações pra nada!

Quem sobrevive?
Um ou dois?
E os demais?

Blindados modos de respeito!
Abruptos modos de respeito!
Somos ainda sobreviventes?
Trocamos o tudo pelo nada!
As diferenças é que venceram!

Estamos e somos banidos!

Obrigatoriamente, estamos e somos banidos!

Quiçá, retirássemos as farpas.
Ultimato de identidades
Elimina-nos das coerências…

Bendito sejam os teus dias
Ainda que carregues a soberba como identidade,
Saberei que a batalha findou-se!
Teimamos em construir uma vida juntos,
Agora, temos um MEMORIAL À INSENSATEZ!

Mulher

Posted in 00 Livressílabos, Acróstico Clássico, Poemas, Poesia on 29 de março de 2008 by Prof Gasparetto
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( Michael and Inessa Garmash)

Méritos, deveríamos dar aos teus esforços…

Utilizaram vossas compreensões
Levando-se em conta a falta de reconhecimento!
Habitávamos nos vossos disfarces para sobreviver!
Entregamos as máscaras por respeito a vós mesmas…
Recompondo a realidade fria que impuseram…

Manifestações aconteceram no passado,
Urbanas formas frágeis gritavam pelas ruas,
Lavraram-se atas questionadoras…
Hastearam-se perseguições profanas,
Entrevistaram-se os marginais pelos seus valores,
Recolhiam-nos os direitos de vossa voz à milícia!

Mesmo com todos os rigores,
Unificávamos vossas vozes e continuávamos lutando!
Líamos vossas cláusulas e cumpríamos…
Humilharam vossos perfis, mas não vos intimidaram!
Entre todos os rigores coercitivos, não perdemos o vosso reinado!
Reinamos e reinaremos com o vosso poder feminino!

(Fev: 28, 2008)

Ciúmes Vitrinais

Posted in Acróstico Clássico, Crônicas, Poemas, Poesia on 29 de março de 2008 by Prof Gasparetto

Cidades tão perdidas…
Haverá quem as encontre?
Urbanizadas e violentadas
Vozes zombam pelas madrugadas
As dores de um parto clandestino!

As sombras pelas multidões
Chuleiam a busca o prazer
Indivíduos cobrem-se de capuzes
Deitam-se em praças etílicas
Alimentam alguns pombos…

Não dizem que são cidadãos
Ainda que suas sombras vaguem…

Muitos sobem e se escondem
Inibem as galerias
Narcotizam-se de ciúmes vitrinais…
Haverá quem as encontre?
As dores ecoam pelos túneis…

Cidades tão perdidas!
Impérios fracassados
Dogmatizados de concretos
Aderem suas marcas em marquises
Dramatizam-se pelos fatos urbanos
Enquanto são despejadas!

Cidades tão perdidas!
Haverá quem as encontre?

Segundas Palavras

Posted in Acróstico Clássico, Poemas, Poesia on 15 de fevereiro de 2008 by Prof Gasparetto

to Millena 

Me abrace bem forte!
Imaginando um grande sonho!
Leio teus pensamentos!
Leia meus pensamentos!
E pronto! Abrace-me bem forte!
Não esqueça que eu te amo…
Amo sim, meu amor!

(Fev: 11, 2008)