Archive for the Acróstico Clássico Category

Únicas Palavras

Posted in Acróstico Clássico, Crônicas, Pensamentos, Poemas, Poesia on 18 de janeiro de 2008 by Prof Gasparetto

Como te esquecer se as palavras devoram?
Risos soltos sem teu perfil, me tornam patético!
Ignoramente, fico aqui a pensar nas
                         minhas insaninadades, onde tu estás!!!
São palavras eu sei!
Todas eu as tenho, menos a ti…
Ignorantemente, fico só!
Na perplexidade da minha ignorância
A de que não me destes uma resposta sequer…

São palavras eu sei!
Antes de se fecharem as portas,
Me gusta hacer una pregunta:
Porque Minhas Vozes
Atordoam tanto o que eu não fiz?
Inda quero, ao menos uma palavra;
Ou aquela que o teu coração não diz!

(Jan: 18, 2008)

Madrigais Hispânicos de um Devorar Libertino

Posted in Acróstico Clássico, Pensamentos, Poemas, Poesia on 16 de janeiro de 2008 by Prof Gasparetto

Disseram que você vive pensando em mim,
Assim como que flutuando, sem disfarces, o que importa?!
Inventando-me como num euréka subliminar…
Sou tuas incertezas, quando é assim, eu digo:
Yo te recito
GARCIA LORCA

Me disseram ainda, que andas chorando baixinho,
Arquitetando travessuras,
Riscando meu nome em tuas paredes!
Atrevida menina, que queres que eu dia?

Cuando me volver
A Noite na Ilha, de Neruda
Reticências irei pintar em teu cuarto
Vadiar na sala,
Alimentar-te com as minhas falas
Labiar-te com mordidas e desdéns,
Humedecían las falanges
Ousando tocar-te como arte tocando-me!

Sentimentos úmidos
Ilibados seios, retratados anseios…
Lira dos meus prazeres, acordes atos,
Volva-me num perplexo euréka sheik inspiriano!
Acorda-me! Acorda-me! asi, asi…

(Jan: 16, 2008)

Suspiros e Canções

Posted in Acróstico Clássico, Crônicas, Pensamentos, Poemas, Poesia on 16 de janeiro de 2008 by Prof Gasparetto

(ata-me-encontre-me-me-perca-me-tome, o que fazer? se me encontrei tomado e perdido em teus atares!)

Ah se soubesses quantas canções eu compus
Tentando explicar situações
Atrevendo-me até atar-te em mim…

Música, musa dos chorinhos encantados
Encantas meu choro com um sorriso!!!

Entrevista-me com tuas curiosidades
Negaste-me um beijo, quando estava preparando teu café!
Criançaste-me de beicinhos e malvadezas!
Obrigava-me a te ninar constantemente,
Ninar, ninar… teus pedidos eternos de ninar…
Tenho também meus afazeres!!!!
Recorres então, aos meus abraços, beeemmmm fortes!
Então num soninho, teus suspiros me encantam!

Música, musa dos chorinhos encantados
Encantas meu choro com um sorriso!!!

Melodias à flor da pele,
E me comprazes com tuas vigílias!

Por todos os lugares,
Em todos os vagares,
Reticencías-me com olhares!
Como aos teus perguntares:
Amei! Amei! E exclusivo-me a te amar sem interrogações!

Música, musa dos chorinhos encantados
Encantas meu choro com um sorriso!!!

Tomei-te os lábios por infindáveis segundos,
Ouvindo nossos corações tão noturnezes,
Me destes teu vinho íntimo
Embriagando-me em teus gritos de “touchè!”!!!

(Jan: 16, 2008)

Memórias Póstumas de Um Amor Inconformado

Posted in Acróstico Clássico, Crônicas, Pensamentos, Poemas, Poesia on 14 de janeiro de 2008 by Prof Gasparetto

(tudo pode acontecer quando se ama!)

Estive analisando todas essas situações
                                                    que nos impedem
Unicamente de sermos felizes!

Sordidamente, meus dias não ficaram
                                                    mais transparentes….
Imaginava-me alguém disposto a fazer descobertas,
Num mundo que para mim perdeu o seu valor exato!
Tantos foram os motivos, que acabei me enclausurando,
Operando meus instintos como um ser
                                                   paleolítico moderno!

Quem pode me salvar? – grito eu, num distante
                                                  mundo que vivo!
Um silêncio paira sobre meus reflexos,
Evasivamente me decomponho em fragmentos…

Era um simples falar, um simples olhar, e só!
Simplesmente isso!
Tudo em volta perdeu o brilho!
O brilho que antes imagina ter quando te conheci,
Um dia foi assim, um brilho contemplativo
                                                      que se apoderou de mim!

Mãos que me escreveram!
Olhos que me guiavam!
Risos que me confortavam!
Rostos que se encontravam!
Entre um beijo e outro, um forte
                                           sentimento de luto que
Necessitava da minha angustia!
Dores que causei assim…
Ou simplesmente, o desprezo?

Alguém, no entanto sofria assim…

Carreguei teus sonhos, os teus dilemas,
As tuas malas, com as tuas roupas e jóias,
Da estação até o nosso recanto!
Ainda sinto teu perfume! Sinto tua presença!

Dediquei-me ao sofrimento e a ausência,
Imperei num reino falido e me tornei promíscuo!
Alguém, no entanto sofria assim…

Quantas lembranças, quantas saudades!
Um dia foi assim, um brilho contemplativo
                                                     que se apoderou de mim!
Era um simples falar, um simples olhar, e só!

Passei meus dias, condenado no vazio
                                                                     de minhas ruas…
As ruas que tiveram o privilégio de nos conhecer!
Sempre imaginei que meus dias tivessem manhãs,
Sempre imaginei, nas tardes,
Aconteciam as noites, naturalmente!

Era um simples falar, um simples olhar, e só!
Na estante da sala, tua foto me contempla,
Traz recordações, em que podia na juventude
Aprisionar o tempo, e então escrever histórias,
Ou poemas! Ou algo que nos pudesse deixar
                                                                     frente a frente!

Risquei poemas, ouvindo as nossas músicas (*)
Enquanto olhavas para mim…
Silêncio, porque sempre me acompanhas?!!
Ouço tua voz nas minhas linhas,
Levavas sempre um novo beijo, um novo sentir!
Ventos! O que me trazes aqui?
Isso não é resposta!

Era um simples falar, um simples olhar, e só!
Subi as escadas e fui até…
Como acontecem vazios?
Ri desesperadamente de mim, feito um
                                                         palhaço ou algo!
Estava eu, completamente enganado
  em ver tuas coisas sobre a cama…
Ver tuas coisas sobre a nossa cama!
Era um desafio que deveria enfrentar: a solidão!
Ri tragicamente de mim, feito em pedaços ou algo!

Alguém, no entanto sofria assim…
Larguei meus livros, escondi nossos CDs…
Guardei-os numa caixa,
Um a um, dava um tempo…
Minhas mãos trêmulas,
A visão turva em chuvas,
Sorria eu, dementemente, pelas existências
                                                                            dos fatos!

Poemas, agora sem musa, sem perfumes
Alguém, no entanto sofria assim…
Larguei-me em luto!
Alguém, no entanto sofria assim…
Vazios, eu e os dias!
Ríamos feitos loucos, na insanidade!
A insanidade chegou no limite do saber?
Sociedades, são ansiedades?

Que me respondam, por favor!
Últimos suspiros, a xícara com meu café preferido,
                                                                     amargurou-se!
E de desgosto, fecharam-se as ruas de “nossa casa”!

Ríamos feitos loucos!
Eu e as noites insanas…
Tudo começava a ser insano:
Recordações…
Abraços…
Telefonemas…
Alguém, no entanto sofria assim…
Meus escritos faltavam sentenças!

Uff!
Me esqueci dos porquês!

Por quê?
Originalmente pecamos quando nos encontramos,
Um olhar seqüestrador,
Convidava-nos a mergulhar fundo na poesia,
Outra vez … a poesia!

Da “Paixão Inacabada de um Amor não Vivido”
Ou dos “Oceano Vitrais” ficaram alguns
                                                               traços de verdade.
“Saudades Partidas”? Talvez!

“Manifestos Verbais”? que floresceram em tuas tardes…
E teu “Perfumes ao Vento”!
“Úmida Solidão”, por que me trazes saudades????

“Silhuetas” que ficaram nos sofás da sala,
E nos tapetes, e no meu peito,
Na estante…
Tuas “Páginas Ilhadas de Um Livro Raro”
Imagino eu, correndo desesperado,
Me questionando pelos segundos quais
                                                            não pude prender!
Encontro-me ilhado de frente a minha Remington,
Nos “Desejos Na Madrugada”…
Todos os problemas estilhaçam minha vida,
Obrigando-me a me decompor em monossílabos, só eu!
Suspiro saudades de nós, mas principalmente de mim!

Era um simples falar, um simples olhar, e só!
Umedeço meus lábios com Vinho do Porto que sobrou…

Parecem olheiras noturnas por causa da vida?
Retiro-me das respostas que podem acontecer!
Enclausurei-me no vazio de minha existência,
Cativo dos desejos de ser feliz,
Ignorantemente me mantive refém de um amor inóspito!
Serpentes ou raposas?
Outras armadilhas?

Sorria eu, dementemente, pelas existências dos fatos!
Era um simples falar, um simples olhar, e só!
Risquei poemas, ouvindo as nossas músicas (*)

Forcei-me a inclinar a garrafa para mais uma taça,
Engraçado que até isso acabou!
Livros, vinhos, discos, sonhos, sombras….
Ignorantemente meus ouvidos ouviram
                                             um bater desesperado na porta!
Zen! Estado Zen, disseram-me que é bom!

Silêncio, porque sempre me acompanhas?!!
Escutei alguém bater na porta!
“Manifestos Verbais”!

Escutei alguém chamar pelo meu nome!!!
Livros, vinhos, discos, sonhos, sombras….
Alguém, no entanto sofria assim…

Dediquei um quarto de mim,
Ouvi canções que falavam de amores!

“Manifestos Verbais”?
Estou escutando alguém…
Um alguém talvez desesperado também?

Livros, vinhos, discos, sonhos, sombras…
                                                             falam? Gritam?
Alguém, no entanto sofria por mim?.
Deixo de sofrer, de tecer os meus pesares,
                                                   E por em tudo um fim?
Ou vou atender a porta?

(Jan: 12, 2008)

Das Músicas…

Emotion – Destinys Child
End of the Road – Boyz II Men
Have You Ever Realy Loved A Woman – Steve Douglas
I Believe I Can Fly – R. Kelly
I Can Love You Like That – All 4 One
I Don’t Want You – Renee Brooklin
I Saw The Light – Lori Carson
I’ll Be Right There Waiting For You – Bryan Adams
I’ll Make Love To You – Boyz II Men
Kiss Me – Sixpence None The Richer
Seven Seconds – Youssou N’Dous & Neneh Cherry
Slave In Love – Bryan Ferry
Streets Of Philadelphia – Bruce Springsteen
Trouble – Cold Play
Waiting For A Girl Like You – Foreigner
Water Runs Dry – Boyz II Men
Waterfalls – TLC
When You Love Someone – Bryan Adams
Wicked Games – Chris Isaac
You Are Not Alone – Michael Jackson

Enquanto houver momentos, jamais te esquecerei!

Posted in Acróstico Clássico, Crônicas, Pensamentos, Poemas, Poesia on 14 de janeiro de 2008 by Prof Gasparetto

I
Não haveria outro momento!
Apressei-me em pegar meu sobretudo,
Na agenda, escrevi “JÁ VOLTO!”
Diante disso, às pressas pelas ruas
A chuvinha fria esbarrava em meu rosto!

Joguei fora, todas as coisas que entristeciam:
Inúteis distanciamentos,
Meus afazeres, aprisionavam-me demais…
Eu não me entendia mais,
No intimo, cobrava-me insistentemente.
Então, não haveria outro momento!
Zelosamente, pensava em ti!

II
Não haveria outro momento!
A chuva não ia parar!
Na Confeitaria Dois Amores, parei um pouco!
“-De Torta de Ricota, brioches, croissant, e
                                   …outro de Marta Rocha, por favor!”
Abracei então as embalagens, e segui viagem!
Já estava se aproximando o rush,
Imaginei, apressar-me mais do que já estava!
Me sentia feliz…Estava muito feliz!
Eu sabia que já estavas me esperando.
Não haveria outro momento, salvo engano!!
E finalmente, cheguei em casa.
                                                 Atendes-me com surpresa:
                                                    -“O que foi querido?!”
Zerei tudo em minha vida,
para juntos recomeçarmos!
                                                  Meu amor? Te Amo!

(Jan: 06, 2008)