IV – Meus furtos
E a vontade sem vontade de estar…
Fingindo em nós o estar bem à vontade,
Sem me lembrar que já estou velho!Remando em teus mares aos mares teus
Furtei-me nos meus presságios repentinos,
A figura do ateu que fita as vitrines
Em busca da real beleza…Contive todos os silêncios e me esqueci!
E no esquecimento de falar em solidão,
Feri teus modos,
Feri teus gestos,
Feri teus desafios,
Feri teu status,
Feri nossas palavras!No mar revolto que afoga o sol poente,
O monstro bárbaro das sílabas
Ressurgi qual vidente!
Feriu-te!
E roubou-te um beijo forçado!
Pequei!(Nov: 15, 2003)
A. SAMMARINI – Quello Che Non Sono:
