Archive for the Crônicas Category

Conjugações: Um Gesto Eterno do Amor! – IV

Posted in Crônicas, Poemas, Poesia on 1 de fevereiro de 2008 by Prof Gasparetto

IV – A Fonte de Mulher

Queria apenas
Dar-te um abraço improvisado!
Avisar aos pássaros
Que fossem mais líricos do que são!
E que os lírios selvagens
Se revestissem de brandura,
Espalhando o pólen privilegiado
Em teus pés!

E que as rosas
Cedessem seu aroma

E que os riachos,
Num ballet aquático,
Deixassem banhar teu corpo,
Num batismo erudito de mulher!

E que o tempo se abrisse,
Para com olhos nus,
O sol solasse um lugar,
Como fonte,
Como fundo de tua luz!

E tu me chamas,
Chamas-me…
De Amor!

Não permitirei que as dores,
Que a solidão,
Que a tristeza,
Abalem-te!

Eu direi, não!

(Nov: 26, 1999)

Conjugações: Um Gesto Eterno do Amor! – V

Posted in Crônicas, Poemas, Poesia on 1 de fevereiro de 2008 by Prof Gasparetto

V – As Cantigas de Mulher

Sei que tu és contemplada
Com todas as estações…
E cantas sempre um cântico novo,
E sabes podar uma flor
Sem que a machuque!

Amaldiçôo-me
Por não entender teus mistérios!
E risco todas
As promessas num sonho tropical!
A lua num medalhão de quarto crescente,
Faz-se pingente,
E não sabe,
Pois perco a chance
De bailar com os vaga-lumes
Em tuas noites serenas
E singelas,
Esperando ouvir as melodias
Que vem do teu coração!

Perdi meu tempo
Tentando encontrar
Um lugar,
Mas tens tantos lugares!!

Ajoelho-me só em imaginar
Quão sagrado é o bailar
Do teu corpo!

E tu bailas em minhas mãos…
Bailado inocente de mulher,
Fabricando sonhos
Em frente à lareira!

(Dez: 11, 1999)

Conjugações: Um Gesto Eterno do Amor! – VI

Posted in Crônicas, Poemas, Poesia on 1 de fevereiro de 2008 by Prof Gasparetto

VI – A Amada Mulher

Os livros trazem palavras…
Mas as palavras nada são,
Nada dizem,
Nada sentem,
E os homens te resumem
De simples mulher!

Maltratei-te com palavras,
Mas sinto remorso!

Tua imagem é gravada no meu coração!
Esta coraça de bondade,
Eleva em meus ombros
O significado de ser tua célula!

Signo de presença e semelhança,
A aliança cravada de sinfonias
De mulher amada, símbolo perfeito!

Mulher!
Teu corpo lapidado em perfeição
Agra envelhece externamente!

No coração coroado de pérolas,
Em tuas artérias,
A fonte regozija-me
Em encontros consonantais,
Corpo e alma,
Verbo!

(Jan: 19, 2000)

Conjugações: Um Gesto Eterno do Amor! – VII

Posted in Crônicas, Poemas, Poesia on 1 de fevereiro de 2008 by Prof Gasparetto

VII – A Mulher Perfeita

Sinto-me maníaco em gritar
Teu nome gerado na dor,
Grito tua imagem a outros…
Pedestal?
Criar um pedestal?
Não, não!
O mundo já é teu pedestal!

Tesouro incalculável!
Fico no silêncio
Meditando tua imagem,
Sofro por não cultivar
Teu ser eternamente!

Mas eterna és para mim!

És todo o infinito de palavras,
O sol que completa em tua luz,
E me contento que este enlace,
que justifica a tua vinda!
Que justifica a tua Vida!
Por que tu és minha MÃE!

(Mar: 11, 2000)

Vale das Paixões (um beijo platônico aconteceu!)

Posted in 00 Livressílabos, Crônicas, Poemas, Poesia on 1 de fevereiro de 2008 by Prof Gasparetto

I
Quer bela a cena se tornasse hoje
O momento belo que te vi parir os anseios
O fruto se vestindo de carne e osso
Ante aos nossos olhos crus!

Quão imagem pura e de fundamental sigilo
Nem ventos, nem águas, nem terras, nem fogos,
Contiveram minha paixão!

Lutamos pelos nossos inquéritos
Beijamo-nos à noite num completo presságio…
Na metamorfose de sonhos e escudos!

II
Baixam-se os portões, tentamos entrar;
Contudo, venceremos provações que virão?
Mas o presságio toma vulto, venta muito!
Venta forte arrastando até uma rara pétala
Debruçada na janela do teu quarto!

Deveria eu ter combatido os dragões da ganância
Com minha espada emotiva?
Espadas, espadas! Para que tantas metáforas?
Não!
Fracassei mais uma vez,
Mais uma vez fracassei,
Tornando-se um bobo da corte,
Ante a dezenas de atores!

III
O dragão da estupidez estava lá…
Olhando-me!
Medindo-me, para um provável ataque!

Retiro meu elmo, enxugo minhas lágrimas…
Que lutavam em querer ver os teus olhos
Minha amada!

Calcei o gozo em meio a luta somente…

Inflama oh! minh’alma,
Sobre minha descrença!

Preciso retirar-me destes vales,
E beijar-te pelas vidraças!

(Fev: 01, 2008)