Archive for the Crônicas Category

Evocações nº 3 – Condenações

Posted in Crônicas, Pensamentos, Poemas, Poesia on 14 de janeiro de 2008 by Prof Gasparetto

Batestes com raiva em meu rosto,
Querendo deixar cicatrizes…
Oh dor que trouxestes desgostos
Não voltes! Não te reprises!

Um olho cobiça o amor
O outro pretende o ódio,
Por que criar o rancor,
Se estamos no mesmo pódium?

Deixaste-me em restos no chão,
Pra que o orgulho elevasse,
Não basta ter compaixão?

Eu te condeno oh covarde
Que guarde contigo esta frase:
“O amor vencerá, nunca é tarde!”

(Mar: 21, 1997)

Evocações nº 2 – Exigências

Posted in Crônicas, Pensamentos, Poemas, Poesia on 14 de janeiro de 2008 by Prof Gasparetto

Venceram as minhas fraquezas,
Enquanto estava no chão!
Esgrimas, teu corte me enfeitas
Com ardores de morte e paixão!

Morrer, oh! só posso morrer
Dando-te a chance da vida…
Outrora me fizeste perder
Por um punhado de iras!

Das elevadiças paixões:
Ou morro pensando que amo…
Ou vivo das compaixões

Quero encerrar meus pedidos,
Volvendo nos retratos mundanos,
Por querer te amar, te exigindo!

(Abr: 04, 1997)

Enquanto houver momentos, jamais te esquecerei!

Posted in Acróstico Clássico, Crônicas, Pensamentos, Poemas, Poesia on 14 de janeiro de 2008 by Prof Gasparetto

I
Não haveria outro momento!
Apressei-me em pegar meu sobretudo,
Na agenda, escrevi “JÁ VOLTO!”
Diante disso, às pressas pelas ruas
A chuvinha fria esbarrava em meu rosto!

Joguei fora, todas as coisas que entristeciam:
Inúteis distanciamentos,
Meus afazeres, aprisionavam-me demais…
Eu não me entendia mais,
No intimo, cobrava-me insistentemente.
Então, não haveria outro momento!
Zelosamente, pensava em ti!

II
Não haveria outro momento!
A chuva não ia parar!
Na Confeitaria Dois Amores, parei um pouco!
“-De Torta de Ricota, brioches, croissant, e
                                   …outro de Marta Rocha, por favor!”
Abracei então as embalagens, e segui viagem!
Já estava se aproximando o rush,
Imaginei, apressar-me mais do que já estava!
Me sentia feliz…Estava muito feliz!
Eu sabia que já estavas me esperando.
Não haveria outro momento, salvo engano!!
E finalmente, cheguei em casa.
                                                 Atendes-me com surpresa:
                                                    -“O que foi querido?!”
Zerei tudo em minha vida,
para juntos recomeçarmos!
                                                  Meu amor? Te Amo!

(Jan: 06, 2008)

Fraselidades, Mortalhas e um Grito (Santa Cruz de Páscoa)

Posted in Acróstico Clássico, Crônicas, Pensamentos, Poemas, Poesia on 14 de janeiro de 2008 by Prof Gasparetto

Forjaram das correntes um poder irônico:
Remontam na história um poder eclético,
Atravessando mundos a buscar memórias,
Souberam então que tudo era um mercado básico!
Entronizaram reis que eram puros sádicos,
Louvemos! Oh louvemos o poder do império
Ignorantemente nos curvando em átrios,
Dizei-me oh amor de incontáveis vértebras
Andais me provocando com este amor tão rústico?
Dizei-me oh amor de infinitas músicas,
Estais apaixonada pelas dores súditas?
Sonhais oh meu amor, que a minha morte seja súbita!

Poderes que atravessam Oceano Atlântico,
Orgias, caravelas, vão caçando o Báltico,
Riquezas seqüestradas pelos chãos da África,
Queimando e marcando reinos sub-raças?
Usinas e engenhos proliferam súditos,
Enquanto a burguesia vai pensando em fábulas!

Quereis que me ajoelhe, oh insensível mão algoz?
Urrar até perder a liberdade mítica?
Então estais vencido por não ter a tua voz…
Retratos de uma vida não se faz na fábrica,
Ergueram-se muralhas produzindo lógicas
Ignorantemente na verdade são atrozes
Se’um pingo de decência, falecidos éticos!

Trateis com estupidez, um povo que não é bárbaro!
Ou somos todos bárbaros pelos teus desejos?
Dizei-me oh nobre inseto de real astúcia:
Amais todos os seus com esse ar de hipócrita?
Semeias entre eles plantações de angústia?

Atrevo-me a cuspir no teu tapete mágico,
Sujando tuas falas de irreais arcanjos!

Forjaram das correntes pra gozar no pânico!
Retiram-se em bandos como inconseqüentes bêbados
Atravessando lanças pelos peitos núdicos,
Sangrando com euforia na presença in clerus
Elogiando templos a um deus inválido
Sustentam-se na vida na exploração de impostos!

Sejais mais natural em não sejais medíocres
Envies todo o pão ao povo, pra se acabar com a mímica!

Oh realeza fútil estais criando o trágico!

Tememos grandes fornos, como os de Aushiwitz!
Em cárcere privado nossa prole vítima
Urina em causa própria, pelo dia crítico!

Mamães são carregadas pelos matemáticos,
Unidos em saber pelas riquezas púnicas
Nudez se amontoando em banheiras tétricas
Desmancham-se cabelos, carnes pelas túnicas!
Ouvidos não tenhais oh morte cínica!

Escutais a cantoria de uma ode fúnebre!
Silêncios em fumaças, borbulhantes ritos,
Tatuam ao etéreo um grito de justiça!
Á Vida! Eu direi: Há VIDA num instante!

Então tereis em vossas páginas históricas
Mulheres e crianças, vidas tão heróicas!

Falemos então dos velhos anciãos e suas sílabas,
Acordavam de manhã, a construir sabático!
Senhoras e Senhores, não reveleis vossos segredos…
Espereis pelo Supremo que acabará com estes pesadelos!

(Jan: 10, 2008)

Encontrei no teu silêncio o segredo das areias perdidas!

Posted in Crônicas, Pensamentos, Poemas, Poesia on 12 de janeiro de 2008 by Prof Gasparetto

Num dia qualquer
numa praia qualquer,
encontrei nas áreias perdidas, uma pérola…
Tentei encontrar o significado no livros,
em todos os livros, mas eles ficaram em silêncio!
Meu silêncio é prematuro demais para ficar assim!
Te procurei,
conversamos então, e te dei a pérola!

E tu me dissestes: -“Como descobristes meu segredo?!”
Fiquei sem saber o que responder!

Ela retorna então com uma voz macia…

-“Tu és meu amado, tu sabes! Quero o teu silêncio, como os livros
  em silêncio ficam nas estantes!”

-“Não temais!” continuou então.

-“Encontrastes sim, um precioso tesouro! Chegues mais perto, e ouças o que meu coração te diz…”

Então, inclinei-me, e deitei meu ouvido ao seu peito e ouvi,
  o que o livros não poderiam dizer…
Era um bater cauteloso de ondas, que pulsavam…
  águas brandas eram os seus falares!

E quando tudo estava em silêncio, adormeci!

Num dia qualquer
Numa praia qualquer,
Encontrei nas áreias perdidas, uma pérola…

Com sua mão delicada, aproximou-se dos meus lábios,
e beijou-me, o oceano beija diariamente a praia!

E maliciosamente, com ares de sereia, me disse:

-“Entendestes agora, meu amado?”

(Jan: 03, 2008)