Archive for the Crônicas Category

Quarto Minguante: um olhar diferente pela janela!

Posted in Crônicas, Pensamentos, Poemas, Poesia on 11 de janeiro de 2008 by Prof Gasparetto

I
Lua que te quero nua,
Quero roubar teu luar,
E te ver lá pelas duas
Com o corpo suado de anoiteceres,
Vigiando os teus suspiros,
Analisando teus fulgores,
E senti-la em todas as fases suas…
II
Lua que te quero bela,
Quero roubar teu luar,
Flertar-te nas janelas
E compreender todos os teus poderes!
Tocar-te assim pelas vidraças,
Como quem aprecia obra de arte,
Teu corpo, a pele nua!
III
Lua que te quero minha,
Quero roubar teu luar,
Não quero te ver sozinha,
Preciso muito entender teus dizeres!
Beijar-te como beijo o sereno
Apreciar teu todo teu brilho,
Enquanto tu te insinuas!
IV
Lua que te quero sol,
Quero roubar teu luar,
O meu quarto é um atol,
E chego a conclusão que sou mais um entre os seres!
Brilhes! Rompas de todas as janelas, a minha!
Mas que fique só entre nós
A cena em que tu atuas!
V
Lua que te quero livre,
Quero roubar teu luar,
Antes que tu me prives,
Serei teu Grand Imperator, se não me esqueceres!
Sonhes! Mas não roubes todos os meus sonhos!
Não posso ainda ouvir a tua voz,
Mas levantarei aos céus, para chegar a ti, gigantes gruas!
VI
Lua que te quero menina,
Quero roubar teu luar,
Serei teu professor que ensina
Todas as maneiras de possuir os saberes!
Escondes-te em secretos e-mails,
E navegando, vou me sentindo algoz
Que navega sozinho pelas ruas!
VII
Lua que te quero perto,
Quero roubar teu luar,
Iluminar meu deserto,
É algo tão utópico, nos teus pareceres?
Estou do lado de cá, na minha janela
Nos desenhando no vidro, a sós…
E as nuvens querem que assumas!
VIII
Lua que te quero esbelta,
Quero roubar teu luar,
Não serei eu um novo Ícaro em asa delta?
Se é isto que realmente que tu queres em teus quereres!
A vidraça se embaça com meus suspiros.
E eu, a olhar, bordando nós
Num banho de espumas!
IX
Lua que te quero nobre,
Quero roubar teu luar,
Meus quereres são pobres
Ante parabólicas e satélites dos prazeres!
Todas as noites fico aguardando tua volta,
Mas nem sempre desato os nós…
Sempre vem uma chuva!
X
Lua que te quero mulher,
Quero roubar teu luar,
E te pintar feito Mollière!
Serei eu um lunático que não cumpre deveres?
Ou um andarilho perdido nas parreiras
Aguardando como animal feroz
A chance de provar as tuas uvas!

(Ago: 17, 2007)

Desejos na Madrugada – uma corrida silenciosa

Posted in Acróstico Clássico, Crônicas, Pensamentos, Poemas, Poesia on 11 de janeiro de 2008 by Prof Gasparetto

Esqueceram o meu bem-querer num blog qualquer da cidade.
Livros, cartazes, outdoors publiquei…
Inventei notícias, reclames em horários nobres!
Zelosamente, fui ao encontro de fronteiras,

                                                               muralhas, e nada encontrei!
A não ser um perfume etéreo que vinha,

                                                              (de longe ou perto )me avisar,
Noticiar, talvez, que estavas bem perto!
Gritos amarrados na garganta, 

                                                              com emoção prendia!
Era para que ninguém ousasse em querer saber

                                                             o que estava acontecendo…
Livrei-me das interrogações alheias,

                                                             e pus-me a caminhar tranqüilo..
Aumentando cada vez mais meus passos…

Corri, finalmente corri!
Ouvi muitos aplausos pelas galerias…
Silenciei-me então, um pouco mais,

                                                             para voltar minha respiração!
“Tudo bem?” me abordastes graciosamente.
Abracei-te então, tão contente,

                                                            que esqueci de te perguntar:

                                                                                     -“Onde andavas?!!”

(Jan: 10, 2008)

(Aero)porto Seguro

Posted in Crônicas, Pensamentos, Poemas, Poesia on 11 de janeiro de 2008 by Prof Gasparetto

uma viagem ao http://nanepereira.wordpress.com/

…neste momento estou a me maravilhar
ante uma artesã de palavras e sentidos!
…neste momento procuro tecer palavras também…
enquanto te imagino como um texto único
!por isso, que neste momento
exijo de mim, toda inpiração nas letras…
rascunhos digitais, talvez!
escritas futuras, em canetas bics?
imagino que não!
resta saber se concordas com as concordâncias
ainda que meu concorde não pousou em tuas
                                              particularidades…

(Jan: 11, 2008)

Insanas Verdades!

Posted in Crônicas, Pensamentos, Poemas, Poesia on 10 de janeiro de 2008 by Prof Gasparetto

um convite de http://www.poetisapurpura.blogspot.com/ 

*** 

Quem de nós pelo menos não conhece uma 1/2 dúzia de insanos?
Insanidade é uma verdade!
 

Quem não pousou insano nas vertebras da emoção?
Quem não justificou sua insanidade quando nas fotos de uma Polaroid, revela-se tempos depois algo insano, quadrado, careta,…
As superfícies da insanidade alcançou meus limites…

Por isso imagino-me em Taiguara quando em sua Viagem, fez içar em mim um insano viajante!
Insano? me perguntas, como se nãos estivesses andado em meus átrios…
como se nunca estivesses em papiros te revelado escriba?

Ora, ora, vamos e venhamos!
A insanidade foi semeada de maneira sutil e poetico…
Homem insanso, e corparações insanas!
Então, o que significa insanidade, se o meu questionar é totalmente insano!

Quando me debruço em minha janela,
vejo que as coisas poderiam ser diferente lá embaixo:

uns pra lá…
outros pra cá…

e assim da minha janela, assisto,
em slowmotion o respirar insano da realidade!

(Jan: 10, 2008)

 

Paixão Inacabada de um Amor não Vivido (amores infantis) IV

Posted in Crônicas, Pensamentos, Poemas, Poesia on 10 de janeiro de 2008 by Prof Gasparetto

As Madrugadas

I
De madrugada um sonho,
De quando era tão jovem
Tenho nos olhos tristonhos
Vidas que só me comovem!
II
Eu perguntava pra mim:
Será que fujo com ela?
Hoje pergunto assim:
Quem está do lado dela?
III
Não quero mais as manhãs…
Não quero mais ser bordado
Não cuido mais dessas cãs
Meu Deus! Está tudo errado….
IV
Já estão batendo o sino
Que é pro remédio… dormir!
Meu sonho desde menino
Era o temor de partir…
V
Se pelo menos sentisses
O que eu sentia por ti,
Eu só queria gritar:
Sempre te amei, te amei
VI
Um dia pela janela…
Do meu quarto vi passar…
..!.
..?.
VII
…?
…?
…!
Quem sabe juntos amanheceremos!

(Dez: 24,2007)