Archive for the Crônicas Category

Evidências VIII

Posted in Crônicas, Pensamentos, Poemas, Poesia on 7 de janeiro de 2008 by Prof Gasparetto

DELÍRIOS

Se teus clamores são puros,

diga aos teus camponeses

que lutem, não tragam lutos

por um punhado de reses…

 

As noites são pequeninas

Quando tu cantas pra mim,

É como viver nesta rima,

Sempre clamando por ti!

 

INVENTOS II

Por certo oh minha vida,

quando minha hora chegar,

suores de tanta lida,

vão te fazer me notar…

 

Que as flores ensaiem as cores

Como estações de quimeras

Que nascem dos teus amores

Impérios que tu imperas!

 

LIÇÕES

Um dia me ensinas pescar,

no outro, ser caçador

mas o que eu quero é te amar,

vivendo intenso amor!

 

Perdoe mil vezes perdoe,

Aos invejosos que matam,

Que bebam inveja e enjoem

Pra castigar quem maltrata!

 

(Jan: 04, 2008)

 

Evidências X

Posted in Crônicas, Pensamentos, Poemas, Poesia on 7 de janeiro de 2008 by Prof Gasparetto

ILHA DE FÁTMA

Sinto no olhar uma lágrima
A escorrer de saudade
Como te encontrar oh Fátma
Se eu não te disse a verdade!

Meus lustros são todos dez
Já me sussurras palavras
Se eu me prostro aos teus pés
Com tuas frases me lavras!

Se te encontrei foi por sorte
Foi muito mais uma dádiva,
Fui ao encontro do Norte
Todas as Ilhas de Fátma!

(Jan: 04, 2008)

86 paixões noturnas e 1 coração partido

Posted in Crônicas, Pensamentos, Poemas, Poesia on 7 de janeiro de 2008 by Prof Gasparetto

Das insônias
Alba, Alaíde, Antônia
Que tantas noites sonhei
Deram-me tantas insônias
São mais de mil, eu não sei!

 

Da Nudez

Branca, Bonita, Bendita
Inebriantes talvez…
São pedras de ametistas
Que cobrem minha nudez…

Dos Olhares

Cristina, Cruz, Clementina
Tantos olhares a fio,
Num namorar de meninas
Encantador desafio!

Dos Sabores

Daysi, Dalyla, Dolores
Pelos cafés, chocolates,
São noites de mil sabores,
São jóias de mil quilates!

Das Aventuras

Oh Élida! Oh Emília!
Sonhamos nas aventuras…
Não te esqueço Etelvina,
De toda tua candura!

Das Dádivas

Então Fernanda e Francisca
que muitas noites me deram
sonhamos com nossas ilhas
fizemos as nossas eras!

Das Orquestras
Oh Filomena querida
Fugimos de tantas festas
Com flores te fiz tão linda,
Encantei-te com orquestras!

Dos Sussurros
Eu te fiz Mulher Oh Fátima!
Que tantas ilhas buscamos
Amantes de muitas mágicas…
Amamos, e sempre amamos!

Das Liras

Onde estais, oh minha Graça?
Onde estais, bela Genira?
Meu coração se enlaça,
Em corações feito liras…

Das Águas

Quero tirar destas pedras
Águas puras pra te dar
Respondas oh Genoveva
Quantos mares navegar?

Das Insídias
Num sonho Hilda e Hamáryz
Dançavam rosas e orquídeas
Cantavam os meus cantares
E eu cantava insídias!

Das Maquetes
Por te querer Hildalete
Pelas montanhas busquei,
O teu amor em maquetes
E percebi que errei!

Das Cítaras
Oh Iriana! Oh Ítala!
Que fizeram dos meus sonhos?
Os meus sonhos são de cítaras
Teus poemas, meus consolos…

Das Noites

Que cantar oh Isolete
Nos meus silêncios noturnos,
Em nossos corpos campestres
Nos tornávamos tão puros!

Das Juras

Tornei-me só teu oh Júlia!
Voltei-me pra ti oh Jamyra!
Preciso de tuas juras!
Preciso de tuas rimas!

Das Árias

Oh meu amor Januária!
Que vestes de açucena
A nossa voz numa ária…
Preciso rever a cena!

Das Musas

Eu ouço o canto de Karmen,
A minha musa primeira,
Karine, musa dos charmes
Amores, paixões intensas!

Das Estradas
Minha musa Karoline
De tantas estradas andei,
Que o mundo então desatine.
Se um dia tornar-me El-Rei!

Das Vigilias
Oh Lídia, Leyla, Lorena!
Não vês que te amo tanto?
Nas minhas noites serenas,
Serás só minha até quando?

Das Solidões

Laurenice amada minha,
Onde estão os teus beijares?
Um dia te encontrei sozinha,
A me furtar com olhares!

Das Flores

Mirthes, Melânya, de amores
Margareth, dos mil sonhos!
Maryella, te trago flores,
Sou amante, amante somos!

Das Deixas

Te deixo Nádia um sol,
Natália, eu deixo a lua
Natalina tô tão só
Vou me perdendo nas ruas!

Das Beldades

Olga, Olívia, Ocynara,
Onde estão de verdade,
Tu és minha jóia rara
Tu és a minha beldade!

Das Notícias

Onde andas minha Perla?
Onde andas oh Patrícia?
Meu coração te espera,
Mandes-me uma notícia!

Das Saudades
E o meu amor, Parecida?
Aonde nós fomos parar?
São noites que mal dormidas,
saudades de te amar!

Das Surpresas

Quesia, Qtânya, Quitéria
Que de surpresas me davam
Beijos dilatando artérias
Mostram que ainda me amam!

Das Fugidas

Fugi de ti Querubina,
Os teus abraços me quererem
Dos longos sonhos menina
Teu corpo todo mulher!

Das Tristezas

Oh Rita destes meus sonhos!
oh Renata meu amor!
Não quero ficar tristonho,
Não quero curtir a dor!

Das Danças

Rozálwa do meu querer,
Dei-te palavras desertas
Eu vou na dança rever
As tuas curvas completas!

Das Únicas

Eu te peço Rosalinda
Que nunca mais me abandones!
Tu és única, é minha
Já não aceito mais clones…

Das Seduções

Oh Sâmia! Minha Samara!
Tu me seduzes ao leito
Perco-me no teu Sahara
Perco-me em teus belos seios!

Das Excitações

Queres me beijar Samira?
Queres fugir Sulamita?
Tivemos as nossas brigas…
Teu corpo todo me excita…

Das Cores

Não te escondas, minha Tábata!
Sou teu escravo Tamiriz!
Além das cores de ágata
Além das águias de Aquiles

                                                                                                                                      Das Avelãs

Talita das avelãs
Vem com teus lábios macios
Rompendo minhas manhãs
No nosso gosto de vinhos!

Das Esquadras

Tu és a única amada!
Sou navegante sem bússola,
Em busca de tua esquadra!

 

Das Fisgadas
Uhbânya dos meus verões
Teus olhos de esmeralda
Fisgadas dos teus arpões
Já não preciso de nada!

Das Louças

É menina Ursalina
Com boneca de louça
De dia é só menina,
De noite é toda moça!

Das Guarânias

Dê-me tua mão oh Vânia!
Pra eu beijar teus anéis
Bailamos belas guarânias
Nos paços dos coronéis!

Das Urgências

Escalei muitas geleiras
Só pra te encontrar Valência…
Derretes minh’alm’inteira
É meu calor com urgência!

Das Paixões

Bendita sejam as noites
Tua paixão me intima
Sussurros feito açoites
É só minha Vicentina!

Das Mãos

Em tuas mãos eu me dou
Tuas palavras a rima
De tudo isso ficou
Saudades da minha Wilma!

Das Riscas

Por que me deixaste ir
Sem teu corpoWalmiryz?
Não posso sequer seguir
Amores feitos de giz!

Das Amoras

Horas que me cercam horas
E tu não estás Walkyria…
Bebi de tuas amoras
Nas sombras de tua Síria!

Das Vinhas

Minha Xiiha, minha Xhirley!
Roubaram de mim licores
Que eles nos imaginem
O naufragar de amores!

Das Carnes

Dances pra min oh Xamel!
Cantes pra mim Xehrazade!
Abelhas, lábios de mel
São minhas, uma só carne!

Das Camas

Levastes meu cobertor
Oh sentimento de Yngrid?
Yasmin, roubou-me o Amor,
E me deixaram tão íngreme…

Das Mandagens

Quem é que manda em meu corpo
Oh minha amada Yolanda?
Tenho sonhado teus sonhos…
E o teu corpo, quem manda?

 

Das Vidas

Tu és tão louca, tão bela,
Olhares tão possessivos
Serei teu, amada Zélia,
Se continuarmos tão vivos…

Das Cortes

Agora que te encontrei,
Mulher amante Zamyra,
Serei agora teu rei,
Serás a minha rainha!

Das Claras

Zenilda das noites claras
O meu coração parou
Querer, querer que não pára
Zenilda me seqüestrou!

Das Alucinações
Por ti lutei Zeferina,
Coroastes-me com beijos
Teus suores me alucinam
Nosso amor um só desejo!

(Dez: 27, 2007)

Perfumes ao Vento (ou Rastros de Adeus) III

Posted in Crônicas, Pensamentos, Poemas, Poesia on 3 de janeiro de 2008 by Prof Gasparetto

III – OS VINHEDOS 

I
Fotografias afinal , são pra recordar!
Tive a sensação de voltar no tempo
E sentir a brisa em meu rosto
Do teu cabelo avermelhado ao vento,
E quando adivinhavas meus gostos,

Minhas rimas…

(…)
Quando vinhas com teu corpo suado
De encontro ao meu,
E me torturavas com tua boca de cereja,
Pele de maçã e de inebriante beijo telúrico!

                                 (…)
           Olhava-me mansamente
             E como seqüestradora
        Pedia resgates infalíveis:
   -“Me amas como me amastes?!”

II
A serra do mar nos convidava
Para um ensaio pecador…
Corrias todos os campos e em meu corpo
Se embebedava de sonhos!
Criei sombras em teus retratos,
E pelos nossos quartos campestres,
Escondias teu amor por mim,
Mas eram segredos,
Eram cavernas,
Que quando encontrei mulher,
Me julguei primitivo
Pelos teus anseios!

III
Adoecemos juntos em nossas camas,
Por mim, uma paixão febril sem medos,
Por ti, águas termais, paixão em chamas…
Embriaguei-me pelos teus vinhedos,
E tu ainda me invades
Enquanto amas!
Click! Click!
Fotografias afinal , são pra recordar!

(Mai: 15, 2001)

Perfumes ao Vento (ou Rastros de Adeus) II

Posted in Crônicas, Pensamentos, Poemas, Poesia on 3 de janeiro de 2008 by Prof Gasparetto

II – O XADREZ

I
Oh! Pequena flor do campo!
Abraça-me e encanta-me com os teus versos:
– “Tu és o meu amor,
Tu és tudo pra mim,
Só não te quero perder, meu amor,
Tu és tudo pra mim…”
E ficava a meditar: por quê?
Ficava te observando pelas janelas,
Pelas varandas compridas de nossa casa,
Que esplendoroso motivo tenho mais pra se viver?!
Oh! Pequena flor do campo!
Abraça-me e encanta-me com os teus versos,
Só que desta maneira:
– “Tu és o meu amor,
Tu és tudo pra mim,
Eu quero sempre te querer, meu amor,
Tu és tudo pra mim…”

II
Não sei se me apaixonei pelo verão
Que me trouxe a ti,
Ou, se pelos teus laços de seda carmim!!!
Só sei que estou aqui,
Sentindo teus lábios, e tuas mão em mim…
E num sussurrar de meiguice, disse:
-“Engraçado que entre nós
Não foi dito “ERA UMA VEZ…!”
E nem vão dizer meu amor,
Na minha conta 1 + 1 igual a 3!

III
A árvores se agitavam no campos,
E confesso que fiquei com medo,
Não que tivesse medo do tempo. Não!
Mas o que me preocupava, é que na tardinha
Minha amada teimosa, se arrumou jeitosa com é,
Tomou um banho gostoso,
e com seu vestido longo de xadrez miúdo,
(aquele do primeiro encontro!).
passou um lápis nos olhos e foi comprar
algo mais, pra fazer uns quitutes, para mim!
Ela chegou bem perto, me mordiscou a orelha,
E me disse: -“me espera, que já volto!”
To bem cuidado, e sonho acordado,
Que de uma vez por todas,
Tenho que mudar minhas atitudes!
E ela não voltou…

(Mai: 12, 2001)