Archive for the Crônicas Category

Perfumes ao Vento (ou Rastros de Adeus) I

Posted in Crônicas, Pensamentos, Poemas, Poesia on 3 de janeiro de 2008 by Prof Gasparetto

OS ZÉFIROS

I
Vinhas ao meu encontro pelas manhãs
E me beijavas o rosto com um bom dia…
– O café está pronto!
Eu ia correndo, com todas as emoções
Que podia sentir:
Um olhar, um abraço e um beijo capuccino!
Ela virou-se, e me deu mais um beijo,
Só que de saudade!

II
À tarde, pelas caminhadas, com suor e cansaço,
Lavei meu corpo no rio…
O vento carregava folhas secas e
A minha roupa se secava ao vento:
Tua carta, quebradiça de tantas leituras,
Havia partido com o vento!
E no meu bolso apenas, uma metade
Dos teus sentimentos!

III
Meu quarto, cheiroso e arrumado,
Trazias-me o silêncio dos teus olhos marejados!
Quanto tempo a esperar por ti?
A noite se derrama sobre a minha casa,
O vento batendo na janela
E eu, cansado por um dia,
Lendo metade de ti!

(Mai: 11, 2001)

Andanças ao Vento II

Posted in Crônicas, Pensamentos, Poemas, Poesia on 3 de janeiro de 2008 by Prof Gasparetto

(A Batalha)

pegou sua armadura qual soldado íntegro
sua espada companheira escreveu história…
e pelas pradarias cavalgou num ímpeto
que terminasse logo a coleção de jóias!

Feriram-lhe o peito com u’a flecha súbita

No alforge uma mensagem que continha sílabas,
O campo de batalha pode ser a última,
O amor já tão distante parecendo vítima!

Assim sua batalha não consome a ética,
Fragilizou nações ferindo os românticos
E todavia a marcha continua estática!

Arremessando medos, em olhares sádicos,
Castelos de areia e senhores pálidos
Não sabem que o amor só vence por ser único!

(Out: 11, 2003)

Humanimalidadez V

Posted in Crônicas, Pensamentos, Poemas, Poesia on 3 de janeiro de 2008 by Prof Gasparetto

A Massa Corrida:

Quem tem maior poder resgate logo a ética,
O mundo se tornou inútil matemática
Quem vive mais de 100 no solo da América?
A sociedade julga como problemática!

Indústrias vão varrendo tudo o que não presta,
As raças vão perdendo num processo químico,
A identidade e a honra nunca se emprestam,
Por que os governantes se tornaram céticos?

Há vidas nos porões desse planeta estábulo,
Que vivem dos farelos, doses homeopáticas,
As messalinas dançam , vendem seus coágulos,
Como se fossem

Quem poderia estar mudando este cenário,
Que traz a incompetência de maneira lógica?
Que fazem das pocilgas um grande plenário,
Articulando leis bebendo suas vodkas!

(Dez: 21, 2007)

Humanimalidadez IV

Posted in Crônicas, Pensamentos, Poemas, Poesia on 3 de janeiro de 2008 by Prof Gasparetto

A Multiplicação:

A guerra começou já nesse novo século,
A comunicação agora é bomba atômica,
Que invade as tvs num viciado círculo;
E os jornais publicam como coisa crônica!

Não tem quem não resista neste mundo cômico,
O povo tem noticias como espetáculos,
Se tornam miseráveis legiões em ônibus,
Vão ruminando fúrias sem manter diálogos!

A prole fabricada num futuro tétrico
Invadirão mercados procurando o básico,
Não basta censurar envenenando o bélico,
Se a prole se alimenta produtos fálicos!

Quem sabe o amanhã os animais governem,
os homens que se mostram com poder insano!
A regra é viver! Que social se tornem!
Os ímpios morrerão, só restarão humanos!

(Dez: 16, 2007)

Humanimalidadez III

Posted in Crônicas, Pensamentos, Poemas, Poesia on 3 de janeiro de 2008 by Prof Gasparetto

A Iconoclastia:

Que caia a babilônia dizendo-se atriz,
Com seus amantes tenta construir impérios,
Mas quem conhece sabe que esta meretriz,
Escolhe a nobreza e o alto clero!

Abelhas operárias construindo indústrias,
O homem tão otário acha-se homérico,
Que suas artimanhas o seu mal rebusca,
Vai derretendo as asas num licor colérico!

Formigas trabalhando num consenso único,
A sociedade toda vai ficando trágica,
Vai percebendo (que) o pobre sempre foi o último,
Vai convivendo (com) o básico de forma prática!

As novas gerações adoram muitos símbolos,
E cantam as canções, não sabem uma vírgula:
Se prostram virtuais às sombras desses ídolos,
Vão costurando paz com u’a vida ridícula!

(Dez: 08, 2007)