Archive for the Crônicas Category

Olhares de Líbano – XII

Posted in Acróstico Clássico, Crônicas, Minhas Séries, Poemas, Poesia on 31 de maio de 2008 by Prof Gasparetto

(Photo by Alyasiyyah)

XII – Delírios em Dezembro

Mãos que me afagaram
Enquanto febril estava!

Suores e delírios tive
Unificando todas as distancias!
Suores e delírios castigaram-me…
Tentando sofrer sozinho!
Eu me via perdido
Num leito enclausurado e vazio,
Tentando me recuperar em teus braços…
Eu me encontrava agora, amado!
Íris de avelã!

Poderemos fugir um dia?
Entregar nossos recados?
Lograr os momentos perdidos?
Ouvir Vivaldi nos salões?

Temo em te perder!
Eu, febril num ósculo fanático,
Um dia nos amamos?

Até nos teus olhos eu sinto um adeus…
Meus olhos fecham-se em tréguas…
Olhos que te furtaram em noites,
Representavas nua em tua varanda!

Eu, febril, desejando-te beijar…
Teus lábios de encontro aos meus
Encontros febris? Talvez.
Rostos, sorrisos e noturnos,
Num encontro adormecido.
Olhos que me fazem novamente são!

(Dez: 27, 2004)

Olhares de Líbano – XI

Posted in Crônicas, Minhas Séries, Poemas, Poesia on 31 de maio de 2008 by Prof Gasparetto

(Photo by Alyasiyyah)

XI – Ramos de Novembro

Quimeras, musks e sândalos,
Uma mulher perfeita!
Envio-te meus mensageiros.
Recados dizendo de amores!
Os meus recados todos são assim…

Queira aceirar meu perfume
Úmidos em tua alma,
E envies-me teus sonhos!

Sonhas com flores nas varandas
Enfeitadas de multicores?
Jardins suspensos te farei,
Além dos jardins que existem1
Somente e unicamente para ti!

Meus planos estão na tua formosura!
Invejado nos tristes pagãos…
Não chores por mim, minha amada,
Hoje estarei ao teu lado
Afagando teu coração!

Meus olhos choram por ti,
Uma chuva de lamentações,
Lamentos, por que existem?
Hoje estarei cavalgando…
Encontros? Já posso imaginar:
Rostos, bocas e olhares a se beijarem!

Amanhã serei teu perfume,
Mesmo que eu lute sem tréguas…
Amanhã, olhares e amores,
Depois as nossas histórias,
Amantes, um dia lerão!

(Nov: 09, 2004)

Olhares de Líbano – IX

Posted in 00 Livressílabos, Crônicas, Minhas Séries, Poemas, Poesia on 31 de maio de 2008 by Prof Gasparetto

(Photo by Alyasiyyah)

IX – Sombras de Setembro

Olhos que me alucinam!
Noites que nos fascinamos!
Dias que nos declaramos!
E onde estamos?

E onde nos perdemos?
Sombras em algumas palavras,
Toscas, rudes, sem sentido talvez…
Atuamos cegos em nossos caminhos,
Ouvindo varias vezes: -“Adeus!”

Noites de muitos seqüestros!
O ritmo alucinante de nossos corpos…
Sombras em algumas palavras!
Sombras em algumas sentenças!
O furor desarrazoado dos sentidos…
Sombras em algumas sílabas!

Comentastes sobre nosso amor,
Amor que construímos nas estações!
Me destes a chance de ser feliz…
Imagino eu ter feito o mesmo!
Nas palavras todas, um olhar!
Houve um dia, um olhar!
Olhar que me cativou…
Sombras em alguns olhares…

Quase me distanciei ouvindo Bach!
Uma orquestra num distante…
Enquanto esculpia teu corpo em meus braços,
Revelavam-se segredos!
Inevitáveis olhares me hipnotizavam
Diante dos teus,
Aos olhos meus, amávamos às sombras de tudo!

(Set: 16, 2004)

Meio Ambiente: Eu Quero Um Pra Viver!

Posted in Acróstico Clássico, Crônicas, Pensamentos, Poemas, Poesia on 30 de maio de 2008 by Prof Gasparetto

(Art by Mazo 3D)

Mas há tantas perguntas a serem feitas,
entre tantas: o que fizeram das cores?
Ignoram os verdes, ignoram os azuis…
Oprimem as águas, oprimem os ares!

Alguém quis pintar o cenário com outras cores
manchando as cores primárias, as secundárias…
Brincaram com as matizes do cinza, vejam só!
Ignoraram as cores, ignoraram os vôos…
Elevaram o cinza feito cortina em céu fechado!
Não foram capazes de bordar o futuro:
trouxeram tratores e moto-serras!
Evitaram o novo, plantaram o obscuro!

Obrigaram as aves a pousarem! Mas aonde?

Queimaram solos, décadas, memórias…
Ungiram com brasidos o solo fértil,
Ergueram tótens à tecnologia e chaminés à demagogia!

(Art By almagnus.com)

Ergueram monumentos rústicos, desviaram rios!
Sem saber ao menos uma única prece…
Todos querem beber da mesma fonte:
Água que não mais evapora, vira pó!
Orgulhos? Podres orgulhos!

Respondem com agressividade capital,
Erguem muralhas ao monopólio comercial…
Sentem-se donos da própria natureza…

Erguem outdoors em neóns e acrílicos,
Revolvendo seus problemas financeiros!
Vasculham as florestas, expulsam os silvícolas…
Arquitetam banquetes, grandes festas!
Não imaginam que os dias são críticos,
difíceis de manejar…
Orgulham-se com o caos assoberbado da luxúria…

Pensam na imortalidade tordesilhana,
Arquivam a natureza como um simples detalhe,
Resolvendo seus problemas financeiros!
Armam-se de tratores, serras-fitas e arames farpados!

Armam-se de glórias, deixando para trás farrapos…
Servidão inglória, servidão desumana!

Não percebem que mataram mais um dia!
Óbitos e mais óbitos
Saem dos hectares,
Saem do sonho ardil…
Agridem com suas máquinas o nosso jeito infantil!
Saboreiam a mediocridade desmatando vidas!

Valei-me Deus: o que é a vida afinal?
Isso tudo seriam partes de um pesadelo
De Hiroshima à Chernobyl?

Armam-se de arrogantes senhores?
Senhores do quê?

Senhores de quem?
Eles devem pensar que são imperadores!!!!

Enganam-se, senhores!
São apenas medíocres senhores,
trazendo a tragédia como projeto,
Aguçando na natureza seu poder insano!

Ouçam-me que se faz tarde se queremos preservar o ser humano!

Mesmo aqui, procuro cultivar
Ao menos uma semente,
Num solo hostil, às vezes sou descrente!
Criaremos, ou tentaremos revolucionar!
Haja o que houver,
Ainda que as bandeiras não tenham mastros,
Negaremos hoje que o absurdo continue…
Dão-nos pedras, daremos pães!

Ouviremos os sensatos, reagiremos aos infiéis!

(Art By almagnus.com)

Ainda há tempo, amigos!

Venceremos braço-à-braço!
Iremos juntos passo-à-passo!
Diremos a todos numa só voz que a natureza é nossa!

                                             que a natureza somos nós!
Alguém é contra???

(Mai: 30/08)

In Vitrus Dominus

Posted in 00 Livressílabos, Acróstico Inverso, Crônicas, Poemas, Poesia on 9 de abril de 2008 by Prof Gasparetto

(Photo by Alyasiyyah)

Entendendo quando tu te escondes,
Silencias o próprio silêncio
Silencias a minha própria existência!
Antes acreditava numa oportunidade
Meramente única, não-simbólica…
Acreditava nisso!

Entendia que poderíamos quebrar o silêncio
Mas, caí no teu silêncio…

Entendemos que seria possível…
Como possível?
Ouço tuas letras espalhadas na net,
Volto ao mesmo ponto: Por quê?

Escrevi tantas frases
Sabendo que um dia lerias…

Rimei tua distância
E nunca deixei que a saudade
Culminasse num adeus definitivo!
Elaborei encontros
Todos foram se amarelando

nas gavetas do tempo!!!
Nas frases, o segredo poderia ser revelado…
Ouço distante quando me chamas!
Clamo pelos teus olhares
Ainda que cego por te ver!

Antes as cores excitavam-se nas varandas
Impressionavam-me com tuas formas líricas
Reconstrui teus lábios
Emudecendo-me no mel do teu gostar,
Ditei perfumes campestres em teu corpo
Ousando seqüestrar de todos os jardins
Perfumes de delírios!

Lamentei profundamente não ter te amado antes!
Envelopes por sobre a escrivaninha
Viciferam um talvez melancólico,
Institintivamente te amei sem que tu soubesses!
Suspirei em minha madrugadas,
Silenciei meu travesseiro único!
Obriguei-me a trancar a esperança
Perguntando se eu estava errado!?
Mistificando nos atos a possessividade…
Iríamos contemplar um dia

Os sonhos que temos em separado?


(Abr: 06, 2008)