Solidão…
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… por quê?
(Out: 01, 2002)
Solidão…
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… por quê?
(Out: 01, 2002)
Como estão os teus diários?
Telefones ocupados?!
A tua agenda está completa?
Deixo apenas um recado:
Por favor minhas gravatas!
Me devolva por favor!
Quero os meus carnês quitados…
… nome sujo é passado!
Sobre o jantar de ontem,
O garçom veio dizer
Que o cartão ta bloqueado!
E o maitre quer saber
De quem é o celular??
Desta vez não tem desculpas:
Roupa suja é pra lavar!
Tudo bem, já levei multa!!!
Por favor minhas gravatas
Pra mim são importantes!
Assim como aprecias
Lavar prato em restaurante!
(Mar: 22, 2000)
(A Bela e a Flecha)
Ventava bem forte…
Mensagem na mão,
Castelo do norte
Criava canção!
Nascias da luz,
Um jogo de velas
Com olhos azuis
Pensava na Bela!
Querendo de longe
Gritar seu poema,
U’a flecha certeira
Cravou em seu peito!
Talvez por engano!!!
Talvez por desejos!!!
Sua amada de longe
Não leu a mensagem
Que era pra hoje:
A paixão de um beijo…
Ventava minuano,
E Bela, a princesa,
Tinha com certeza
Que aquela mensagem
Continha verdades
Dizendo: te amo!
(Out: 08, 2003)
Deus está em todas as partes?
Nas galerias dos artistas? Ou nas obras de arte?
Nas Muralhas da China? Ou nos Baluartes?
Nos planetas distantes,? Ou nos céus de Marte?
Nas inquisições, nos martírios? Ou na voz dos mártires?
Nas teorias, nas vãs filosofias? Ou nas práxis?
Nos outeiros, nos vales? Ou nos pontos de táxis?
Nos outorgantes escribas e seus pares? Ou nas frases que estão escritas nas lápides?
Nos Césares, nos Alexandres, nos gládios? Ou nos Napolões Bonapartes?
Nas sinagogas, nas mesquitas, nos zigurates? Ou nos vendilhões de arremates?
Nas torres, cavalos, reis, rainhas e padres? Ou no sentimento de estar em xeque-mate?
Na mídia, na Internet, satélites, celulares? Ou em todo sistema que cria encartes?
Nas adagas, nos canhões, fragatas e espaçonaves? Ou está também nos bacamartes?
Nos temas, nas políticas, nos nós que não desatam: ou num sôfrego perplexo debate?
No sono, nas insônias, nas madrugadas de trastes? Ou em todas as manhãs e tardes?
No “Tratado das Paixões da Alma” de René Descartes? Ou nas “Cartas Sobre a Itália” de Carlos Duparty?
Nas campanhas do Capitão Elisafate? Ou no súbitos silêncios dos enfartes?
Nas PUCs, Federais, Oxford, Cambridge, particulares? Ou em todas as escola de ensino grátis?
Nos governos de Reagan, de Bush, de Saddam, de Jimmy Carter? Ou nos blues de B.B. King, nas letras de Sting e Paul McCartney?
Na solidão, nos corredores vazios hospitalares? Ou nos temporais, abalos sísmicos, e Tsunamis?
Na musa inesquecível Cardinale? Ou nos festivais de Elis, Vandré, MPB4 e Buarque?
Na Tomada de Bastilha? Ou no Tratado de Versalhes?
Nos mestres acadêmicos da Escola de Sagres? Ou na revelação congregada em Sardes?
No “Leviatã” de Thomas Hobbes? Ou n“O Príncipe” de Maquiavel dos nobres?
Na visão de Costa Gravas, na inspiração de Morricone? Ou nas “Riquezas das Nações” do inglês John Maynard (Keynes)?
Nas teses de Lutero, no pacifista Luther King? Ou na jovem heroína Joana D’Arc?
Nos Quatro Cavaleiros do Apocalipse, Manto Sagrado? Ou nas entrelinhas do clássico Quo Vadis?
Nos romances “A Náusea”, “Nos caminhos da Liberdade”? ou nos dramas “Porta Fechada” e “As mãos Sujas” de Sartre?
No campos de Auschwitz , Pinochet, Sukarno, Kadafi, Osama Bin Laden? Ou na França, nos vitrais e retratos (esculpidos) na cidade de Chartres?
Na gloria de Francisco Barreto de Meneses contra os holandeses na Batalha de Guararapes? Ou na Cabanagem, nos Farrapos, Balaiada, Sabinada e Mascates?
Nas entrelinhas dos poetas, nos sonetos, nos destaques? Ou nas imperfeições de estilo escritos na Comédia Humana de Balzac?
Na Grande Depressão de 29; nas Bombas de Hiroshima e Nagazaki? Ou nas chuvas de mísseis sobre o Iraque?
No World Trade Center no coração da cidade? Ou nas água magoadas de insanos kamikazes?
No Duce amargo que na tristeza a Itália invade? Ou na Paz Armada da Entente Cordiale?
Deus para mim, é o princípio de tudo: é a letra “A “!
Deus para mim, é o fim de tudo: é a letra “Z”!
Para mim é Jeová”!
E pra você?
(Set: 09, 2004)
(AZ 3 MARIAZ ou A.Z. MARIAZ ZAIRAM Z.A.)
ALBA, ALAIDE, ANTÔNIA
Trouxeste-me toda formosura nas canções.
Arranquei estrelas nas noites pra te dar!
Fiz o que pude!
Ensinaste-me a dançar,
E a tocar alaúde, a ser poeta!Mas não te ensinei a AMAR!
BRANCA, BONITA, (BENAZIR), BENEDITA
Por entre os orvalhos meditamos
Muitas pétalas,
Fomos cientistas dos astros,
Exploradores dos perfumes…
Tuas prosas são mananciais jorrando em mim
Bendizeres…
Ensinaste-me bem das tuas fontes!Mas não te ensinei a AMAR!
CRUZ, CRISTINA, CLEMENTINA
Quantas vezes supliquei aos céus
Que me perdoasses… meus erros, meus enganos,
Meus pecados…
E tu, olhos castanhos amendoados,
Me dizias: TA PERDOADO!
E eu voltava a pecar
Como se fosse um viciado!
Por tantas clemências, aprendi!
Mas não te ensinei a AMAR!
DAYSI, (DALYLA), DOLORES, DORALICE
Lembrasse dos caminhos que tomamos?
Dissestes-me: PEGUEMOS UM ATALHO!
E lá fomos, cheios dos quereres noturnos,
Das construções de mundos e maravilhas…
Então sussurrastes pacienciosa:
DORAVANTE, ÉS MEU AMANTE!
Mas não te ensinei a AMAR!
ÉLIDA, EMÍLIA, ETELVINA
Que belo corpo flamenco
Tenho em meus braços!
Me criastes teatros, gestos, peças,
Atores, sapateados, palcos
E elencos…
Anfiteatros!
Criatura de sangue e areia!
Ensinaste-me a decorar-te!
Mas não te ensinei a AMAR!
FÁTIMA, (FERNANDA), FRANCISCA, FILOMENA
Preciosas mãos e de beijinhos tão doces!
Cabelos de anjo!
Beijei-te em pleno céu de brigadeiro…
Fiz parte do teu mundo suave
E encantador e de encantador quindim!
Ofereceste-me os melhores ingredientes da vida!
Mas não te ensinei a AMAR!
GRAÇA, GENIRA, GENOVEVA
Mulher encantadora entre as flores,
Delicada por natureza e de estações precisas!
Corpo tropical sereno, cai em tua presa…
E tempos depois
Deste-me a soltura…
Mas não te ensinei a AMAR!
HILDA, HAMARYZ, HILDALETE
Teu coração campesino invadiu
O meu feito posseiro!
E por cinco anos inteiros,
Requerestes usucapião sobre mim!
E este lavrador e peão apaixonado
Conheceu de ti as boas colheitas!
Alforriei-me em outras fronteiras,
Como cigano sem terras!
Mas não te ensinei a AMAR!
ÍTALA, IRIANA, ISOLETE
Chove como chove em meus choros!
Me semeastes brandura,
A remover as ervas-daninhas,
As ataduras… os absurdos!
Me isolei por trás das chuvas
E acabei te isolando!
Mas não te ensinei a AMAR!
JULIA, JAMYRA, JANUÁRIA
Longas tranças de amêndoas,
Provocavam ciúmes e soslaios carentes,
E tuas mãos roçavam meus sonhos,
E teus beijos justificavam o querer mais…
Mas não te ensinei a AMAR!
KARMEN,KARINE, KAROLINE
O gelo desliza em meu peito,
Na malícia do teu olhar de Líbano!
Navego em teu mediterrâneo,
Com minhas frotas, procurando me ancorar em teu cáis!
Teus cabelos úmidos ao vento me dizem
Que está na hora de eu partir…
E arrependida do adeus,
Faz içar minhas velas
E sobre elas, como mar revolto,
De sóis e brisas, vai sugando
Minhas brisas como selvagem sereia
E domada ao Porto,
Desmaia em meu corpo!
Mas não te ensinei a AMAR!
LÍDIA, (LEYLA), LORENA, LAURENICE
Li teus recados, teus processos,
Tuas réplicas, teus poemas…
Com todos os direitos, dizias
Que tinhas direito sobre mm!
Pelos banhos, quartos, escadas dos fóruns,
Estacionamentos e praças…
Inda sonhas comigo
como se fosses minha dona…
Mas não te ensinei a AMAR!
MIRTHES, (MELÂNYA), MARYELLA, MARGARETH
Bem-me-quer, mal-me-quer…
Homem, mulher, um jogo apenas!
Vindo das margaridas, pequenas talvez,
Mas com beleza ímpar!
Tu simplesmente foste embora,
Deixando-me a desfolhar margaridas
Sobre teus jardins!
Mas não te ensinei a AMAR!
NÁDIA, NATÁLIA, NATALINA
A porta se abriu num mês de maio,
Um primeiro olhar de querer imediato
Pousou em nós!
E nós nascemos um para o outro,
E tu, me convenceste:
Que devemos nascer a cada instantes!
Mas não te ensinei a AMAR!
OLGA, OLÍVIA, OCYNARA
Te amei como todos os compassos e solfejos,
Tua voz encantadora
E a ópera walkiriana nas ribaltas,
Emocionaram-me depois às escondidas…
Em teu corpo, me convidava a fazer cenas:
Nos bastidores das Belas Artes!
Mas não te ensinei a AMAR!
PERLA, PATRÍCIA, PARECIDA
Tarde?
E me olhaste com suspiros!
Ao tocar tuas mãos tão leves,
Pude ter o privilégio de ter
Encontrado algo distantes, um segredo,
Relevado, um olhar apaixonado de uma tecelã!
Milímetro por milímetro me conheceste entre noites e manhãs!
Mas não te ensinei a AMAR!
QUÉSIA, (QTÂNYA), QUITÉRIA, QUERUBINA
Quando perdi meu sono e na varanda
Meditei por entre as serras,
Senti teus lábios,
Flutuando em meus ombros,
Num arrepio contínuo e angelical,
Me entreguei!
Percebi muitas distâncias entre nós: Céu e Mar!
Mas não te ensinei a AMAR!
RITA, RENATA, (ROZÁLWA), ROSALINDA
Onde estão os teus aromas que me possuíram
Em noites sem abrigo?
Nos labirintos dos teus castelos não tive opções
A não ser seguir teu vulto e me abrigar
Em teu leito!
Mas não te ensinei a AMAR!
SÂMIA, SAMARA, (SAMYRA), SULAMITA
À margem dos rios descansei meu corpo,
Imaginando que lá atrás
Depois de muitas pontes, me enamorei de ti!
Com teu corpo sereno,
Onde os campos foram nossa pousada,
Foram nossos refúgios!
Me enamorei apenas
Com o teu copo moreno,
Com as tuas noites pequenas!
Mas não te ensinei a AMAR!
TÁBATA, TAMIRIZ, (TALITA), TEREZINA
Quem nunca sentiu um luar tão puro,
Daqueles que viajamos até saturno?
Verdade!
Roubei todos os anéis,
Todos os cavalos, todos os verões,
Todos s lençóis, todos os prazeres,
Pra te oferecer
Num dia qualquer do mês de junho!
Mas não te ensinei a AMAR!
ÚRSULA, UHBÂNYA, URSALINA
Beijos de amora nos encontram na estrada,
Próxima à “Porteira do Luar”…
Pirilampos ofuscavam as estrelas do nosso calor,
Emanavam mares e marés,
Tu me beijavas o corpo inteiro, da cabeça aos pés,
E eu era o teu único…
Mas não te ensinei a AMAR!
VÂNIA, VALÊNCIA, VICENTINA
Quando? Não percebes que te amo?
Tu me disseste num telefonema,
Teu travesseiro ficou só ao meu lado!
Teu xampu e tuas cartas estão na gaveta…
… teu chimarrão ficou amargurado!
“Nunca ames, nunca prometas!”
Mas não te ensinei a AMAR!
WILMA, WALMIRYZ, WALKYRIA
O vento uiva e nos arrepiam
Em noites longas de inverno!
Cavalgadas, lareiras, cafés, descansos,
Cochilos e galopes…
O vento cessa-se por um instante.
A lareira escurece-se…
E gosto do café tropeiro fica em nossas bocas…
Mas não te ensinei a AMAR!
XIIHA, XAMEL, (XHIRLEY), XEHRAZADE
Teus dançares, teus corares, teus cetros,
Meus amares, teus luares,
Nossos mitos, os teus cios…
Rios bonitos!
Utensílios prediletos…
Muitos filhos?
Adeus! Imaginei que estava certo!
Mas não te ensinei a AMAR!
YNGRID, , YASMIN, YOLANDA
Por sobre a mesa, meus discos,
Livros, tuas fotos,
Nossas sombras e perfumes
Ficamos estendidos nus num tapete persa,
Disperso na sala de jantar!
De beijo francês à espanhola, nos amamos,
Criamos nosso tango com Astor Piazzola…
Mas não te ensinei a AMAR!
ZÉLIA, (ZAMYRA), ZENILDA, ZEFERINA
Estavas zangadas comigo,
Peguei o barco e o resto das malas,
E atravessei a margem!
E lá estava ainda a ouvir,
O teu coração bater:
Tum-tum, tum-tum, tum-tum…
Acelerado, acelerado estava o meu!
Pulei com todo o medo do mundo…
Pulei! Sabendo que não teria mais retorno!
Pulei por que criei absurdos…
Pulei! Por que roubaram de mim
Meus tronos!
Agora é tarde:
Pois não me ensinaram a nadar!!!
(Jul: 26, 2006)