Archive for the Crônicas Category

Saudades Partidas I

Posted in Crônicas, Poesia on 19 de dezembro de 2007 by Prof Gasparetto

(A Gênese)

redícula maneira que te amei.

forcei meu ego a gritar

no teu quarto, anel de vidro que te dei,

e este se trincou…

 me ajoelhei diante de minhas

próprias pedras atiradas!

 o teu vulto, teu eterno vulto

passou pela minha porta,

porta que te fechou no peito

amargurado e foi-se ……………………………………  embora!

Pena!

A lembrança não esquece de sair do meu lado

finge compreender-me…

O meu sofrer me atira em poças….

Eu, agora velho!

e tu, eterna moça!

                                                          (Out: 11, 1982)

Educador Ético, Comunidade-Ética: Curriculum Vitae do SABER

Posted in Crônicas, Educação on 17 de dezembro de 2007 by Prof Gasparetto

                 Na educação encontramos um cenário bastante complexo quando se trata dos atores que nele agem, pensam, interagem e ramificam os saberes ditados pelas cláusulas, certo ponto, impostas os parâmetros educacionais.
                 Há de se entender da importância de estar contido neste cenário, ou melhor dizendo neste conjunto de cenários, qual chamamos de ambiente escolar, que precisa esmirilar ferramentas de ajuste comportamental, no tocante a ética na ação social, e ética como poder.
                 Diz-se a princípio que traria discernimento de forma acadêmica, aos estudos elaborados que antecedem uma entrada em sala de aula. Os pormenores experimentados individualmente, num primeiro momento, acrescentaria valor significativo no saber cotidiano. Mas o que seria ação social dentro do ambiente escolar?
                 Max Weber revelou o conceito de ação social como instrumento elementar primordial de sua teoria, definindo-a com a ação com um sentido, ou seja, uma intenção e um motivo. Distinguiu-se, de acordo com os possíveis sentidos, as seguintes ações sociais:
  • Racional: ação orientada para um fim determinado.

  • Orientada por valores: ação que é um fim em si mesma.

  • Afetiva: ação motivada pela emotividade de que a pratica.

  • Tradicional: ação que se baseia nos usos e nos costumes sociais.

                 O que se verifica porém, é a inexistência de ação social colaborativa, onde a fala globalizante é o da parceria, ou seja, relações interdisciplinares.
A Sociedade que almejamos, deverá ser mais participativa, comprometendo-se com a Escola.
                 A Escola tem como base o centro de apoio a nossa comunidade, com suas relações expansivas, descentralizada, tomando posições decisivas em criação de projetos, desde sua elaboração à sua execução; trazendo eventos pertinentes a realidade; formulando debates com temas que tragam o despertar de um senso-crítico construtivo com participação de autoridades governamentais sem jogo de interesses político-partidários ou articulações outras.
                 Que a ideologia de construir o novo não seja poluída com fins particulares ou lucrativos, mas que venha de encontro a sanar nossas angústias, eliminando as mazelas impostas por uma cultura desarrazoada do passado, que trunca cenários do aprendizado colocando em seu lugar a inércia corrosiva do desaprender.
                 Teremos que fazer o que há de melhor para nossa clientela que está cansada de ser manipulada por alguns políticos que só sabem usufruir em causa própria.
Faltam verbas! As escolas estão entrando cada vez mais num ciclo carente de querer produzir, de querer desempenhar seu papel de educador, mas faltam materiais de apoio de boa qualidade.
                 A Sociedade que almejamos, deverá ser mais justa, e compreender as injustiças que acontecem, e compreender a Escola como formadora de opiniões, combatendo os choque culturais que nascem do infortúnio e da opressão indutora da mídia, que leva a muitos ao consumo desenfreado e insano de drogas e comportamentos, excluindo diplomaticamente os despreparados.
                 A Sociedade que almejamos, deverá ter mais segurança, entendendo a Escola .

 “Importante se faça acreditar que a tarefa será árdua, porém, não será impossível, se juntos acreditarmos, em reconstruir a educação formadora e informante dos avanços da “modernidade” rumo a uma sociedade solidária e bem educada.

Os problemas serão coisas do passado. As incertezas passarão a fazer parte de lendas abstratas do saber da humanidade. O compartilhar será o contexto gerenciado pelo saber construtivo da certeza, assim com certeza nesta era de incertezas, se dissiparão as dúvidas, conquistando um novo e educado “sentido da vida”. ”
                                                                  Prof Gasparetto
                                                                                               (Set: 23, 2006)

Há Mares para o Bem

Posted in Crônicas, Poesia on 17 de dezembro de 2007 by Prof Gasparetto
Naveguei distantes mares,
sempre em busca d’outros mundos…
nos caminhos encontrastes
navegantes absurdos!
As galeras se agitavam
aos perdulários revoltos,
quanto mais me vejo casto,
tanto fujo das gavotas…
Creio estar em berço nu,
feit’edílico malvado:
naufragado em calembur
tal como ver demudado!!!
Tantas febres eu ganhei
que nas marés me perdia:
de súdito, era REI,
governando maresias…
Escorbutos os meus beijos
nas insônias caravelas,
entremez os vãos cortejos
iluminam as megeras…
Construi muitos castelos
sem saber que eram érebos…
incrédulos são os velhos
navegantes c’os seus débitos!
Impávidas tempestades
qual meu corpo de ator
naufraguei feito covarde,
em teus mares meu AMOR!
                                                               (Out: 12, 2001)

Terra Latina

Posted in Crônicas, Poesia on 17 de dezembro de 2007 by Prof Gasparetto
As veias minhas da garganta saltam,
quando grito o nome teu!
Brotar a flor
no peito fecundo
no chão que te consome!
Meus olhos com ira cegam,
visão de falsa miragem,
aragem de dura raíz
no peito produndo
razão de sonhos….
Ai! calor gentil
que me atordoa,
no barco em que navego
sobre o sal e o sol,
do sangue teu,
do coração de anil:
Terra de Homens e de Vera!
Tenho saudades de minha Terra,
Terra de Homens e de Vera,
que tantas aves voaram,
que tantas vidas doaram;
aos sonhos puros e ingênuos,
do chão tristonho e sereno,
Terra de Homens e de Vera!
Terra de Fome e Miséria!
“Quem dera ter as primeiras visões,
altos mares caravelas,
velas, missas e orações,
lugares, Entradas e Bandeiras…
trazer dos teus repiques o canto do Índio!
Veneno que nasce do espinho,
pedra, muro e caminho,
um ninho com canto livre
com asas e que até voa!
podar as ervas-daninhas
que sugam a seiva tua
do sangue feito garoa…
Sólo fértil, sonho ardil
dantes nunca mutilado:
Terra de Homens e de Vera!
Perdestes tão cedo a Coroa!!!”
Ai! calor gentil
que me atordoa,
meus prantos com tua garoa
de ser na vida
um primeiro de abril…
Terra de Homens e de  Vera!

                                           (Ago: 19, 1986)

In: Poetas Brasileiros de Hoje 1986

Silhuetas

Posted in Crônicas, Poesia on 15 de dezembro de 2007 by Prof Gasparetto

by Fátima Tardelli – Palavras Sussurradas

As chuvas vieram e se foram,
Como é de sua natureza,
Tudo que elas presenciam guardam em segredo,
Como o segredo de minhas lágrimas que se juntaram a elas,

Os olhares? Serão eles de Capitu?
Que alagam a alma de ciúme?Os olhares? Serão eles de Capitu?
Que alagam a alma de ciúme?

As gentes? Rostos belos, contorcidos ou mascarados,
Máscaras sociais que todos usamos…

Estamos distantes!?
O que é a distância senão um abismo?
Na relação espaço-tempo, não é tudo relativo?

O silêncio!?
Não é no silêncio que ocorrem os mais doces pecados?
Não é no silêncio que correm os mais angustiados prantos?

Os porquês!?
Não é a dúvida que alimenta a curiosidade,
Não seria a curiosidade a mola do mundo?

Eu menos nós = você?!
Não seria a soma e não a subtração,
A equação correta, nas relações de amor/amizade?

Fuga? Encontro?
Não fugimos do que mais queremos,
Rejeitamos o que mais nos atrai ?
Urbanos!?
Creio que seríamos antes, rurais…

Certo, errado…simplórias questões culturais…

Andarilho somos no Mundo,
Caminhos existem aos montes,
Reflexões fazemos todos os dias…..

O que assumes, o que assumo?
Acaso isso tem alguma importância?

Ruas de fogo, ruas alagadas,
Alagadas de flores e de pranto,
E toda a gente olhando….são como cegos na penumbra…

O Choro, o pranto,
Meras expressões de dor,
Mas conheceríamos o prazer, se ignorássemos o pesar?

Agora é tarde demais?!
Nunca é tarde, nunca é cedo….
O tempo não passa para algumas coisas…
 

(Resposta ao “Urbanuz Quadruz”: Dez: 14,2007)