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Último Tributo ao Amor Perdido

Posted in 08 Octassílabos, Crônicas, Poemas, Poesia on 2 de abril de 2008 by Prof Gasparetto

(Marta Dahlig, locked)

Nas nossas palavras ficamos
Andando em sentidos opostos
Ouvimos saudades nos planos…

Queremos vingar nosso tempo
Usando nos gestos clamores
Enquanto vivermos distantes
Remendos de encontros vazios
Ousamos ficar em silêncio!

Meus atos nos deixam cativos…

Algemas de súplicas somos
Iremos prender nossos anos
Sementes que não vão brotar!

Pedimos perdão cara-à-cara
Ensaios de um texto décor
Registros de inúmeros planos
Sementes que não vão brotar!
Insensíveis fomos atores
Sabendo que o palco ruiu
Trouxemos em nossa bagagem
Imagens sem cores vermelhas
Reprises não voltam atrás!

Achamos por bem a distância…
Unimos o que nunca uniu
Medimos as nossas partidas
Agimos quais dois paleolíticos
Medindo instintos por vezes
Olhamos os rostos marcados
Rogamos não envelhecermos!

Queremos de novo as peles
Umedecermos os gestos…
Então só te resta parir!

Silêncios me deixam calado
Em todos os cantos paramos
Inesquecível sonhar!

Queridas manhãs de outono
Um dia pudemos podar
Enlaces de noites perpétuas!

É isso que busco em nós dois…

Poeiras e mares suspiram
Roteiros que engavetamos
Os poucos momentos de nós
Irritam as nossas presenças
Beldades de irônicas vozes
Impedem que amemos eternos
Ditamos no texto o falar
Olhamos em nós a crônica feita por um…

(Mar: 12, 2002)

Reflexilabicamente

Posted in Crônicas, Poemas, Poesia on 2 de abril de 2008 by Prof Gasparetto
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(by Brent Lynch)

Reflexilabicamente, sinto nas palavras que devemos controlá-las para que não sejamos controlados!

O medo, a dor, a culpa, …

adjetivos?

substantivos?

pleonásmos?

incoerências?

Tétricas demais para encontar um valor próximo…

Estou a meditar em tuas palavras, e acredito em breve, que momentos agradáveis superarão tempos anteriores!

Não quero que te cales ante as tempestades de casualidades, ou que te extravies pelas escrivaninhas, como quem pede socorro às gavetas…

Apresenta-te com total fulgor e transbordante sapiência!

Me perdoe, mas consigo transcrever os zilhões de coisas que gostaria de expor!

Aurélios engavetados, Michaellis de babelitas: sois limitados demais à minha ânsia de se chegar à Ilha de Fátma!

(Abr: 02, 2008)

Separações

Posted in 00 Livressílabos, Acróstico Clássico, Crônicas, Pensamentos, Poemas on 29 de março de 2008 by Prof Gasparetto
george-grie-romantic-picnic-of-recipe-for-two.jpg
(By George Grie )

Tordesilhamos nossas vidas…
Retiramos as colunas dos átrios…
Abaixo das discussões ficamos!
Tordesilhamos nossos espaços…
Acreditamos em pactos…
Direitos e deveres…
Outorgamos o que entendíamos ser justo!
Separamo-nos em metades, somente!
Elevamos nossas diferenças!

Ditamos regras um ao outro.
Impusemos limites às falas,
Silenciamos no debate!
Criticamos a barbárie,
Olvidamos os ataques.
Retiramos as estratégias…
Divulgamos revoluções…
Arquitetamos territórios…
Nem sequer nos ouvimos…
Criticamos a barbárie!
Imitamos os bárbaros…
Ameaçamos um golpe de estado,
Suspeitamos de nossas tréguas!

Sumariamente suspeitos!
À margem do processo estamos,
Observando algo diferente!

Atentados ao pudos, manifestamos!

Novas trincheiras, novos silêncios!
Ouvimos reconciliação…
Sentimos natos?
Sofrimentos gratos?
Ainda, nenhuma referência…

Suplicamos os feitos!
Entendemos que ora o momento,
Avaliamos os estragos causados,
Retiramos as estratégias,
Ameaçamos indignações…
Como entender tudo isso?
Abandonar simplesmente o posto?
Ou avançar na hostilidade?

Emoções iradas!

Orações pra nada!

Quem sobrevive?
Um ou dois?
E os demais?

Blindados modos de respeito!
Abruptos modos de respeito!
Somos ainda sobreviventes?
Trocamos o tudo pelo nada!
As diferenças é que venceram!

Estamos e somos banidos!

Obrigatoriamente, estamos e somos banidos!

Quiçá, retirássemos as farpas.
Ultimato de identidades
Elimina-nos das coerências…

Bendito sejam os teus dias
Ainda que carregues a soberba como identidade,
Saberei que a batalha findou-se!
Teimamos em construir uma vida juntos,
Agora, temos um MEMORIAL À INSENSATEZ!

Príncipe de Arrimo

Posted in 00 Livressílabos, Crônicas, Pensamentos, Poemas on 29 de março de 2008 by Prof Gasparetto

Sei que não quero abandonar
Por inteiro, ou simplesmente fatias deixar,
De um bolo velho de uma festa triste!

Caso não me encontre ainda em tantos
Caminhos que vejo não são para mim
À verdade que insistes em mostrar!

Valha-me Deus, se estou errado:
Pesos tortos, mente fosca.
Se em minha visão árdua de paixão concreta.
Caí em mim formando o risco em fendas
Ao meu coração articulado!

Pecado não poder aproveitar
Todas essas horas,
Junto com os meus…

O remorso me caleja a alma,
E o amor vai gotejando orvalho
De compaixão e tristeza…

Fora eu deserto, ou ilha,
Que se afoga na imensidão
De tuas noites!

Concepções pegam-se de surpresa,
O nó arrematado e achagado
Em minha fuga,
Vai se tornando parte de mim por inteiro…

Mas eu sou simplesmente, metade de mim!

Fico buscando, não sei o quê!
Canso-me!
A noite vem tão rápida que não quero dormir
Na imaginação de meu sono!

Não sei contar!
Não sei descontar!

Acho tudo tão claro para outrem,
Que fico analisando a mim,
Um pobre ser que não consegue
No caminhar, te ver inteira!

Todos têm a mesma chance
Do primeiro degrau!

É fácil!
Com as duas mãos sobre o joelho esquerdo,
Farão o ato de levantar
Deste chão esquecido
E conduzi-lo…

Não sei se é fácil!
Penitencio-me de tudo!

Eu não sei que sufoco
Esse que perambula minhas artérias,
E demais insignificâncias,
Ante aos patrimônios socráticos que esculpi!

Creio que estou muito longe
Do Criador!
Eu criatura, celulaísta, perseguidor da razão!
Algoz encapuzado de vergonha
Anti viventi, operador das letras mortas
Das línguas viúvas do passado…

Talvez esteja eu
Querendo penetrar no âmago das coisas!

Raras coisas raras…

Responsabilidades persistem!

Seria isso, que minha alma detenta,
Tenta rebelar tais fatias?

Devo estar me considerando
Um foragido dos fatos?

Um termo correto para tudo isso,
Talvez seria chamar este conjunto
De minha maquiavélica vida!

….

acessar vídeo

Inqueritus

Posted in 00 Cressílabos, Crônicas, Poemas, Poesia on 29 de março de 2008 by Prof Gasparetto

george-grie-loneliness-with-the-world.jpg

I
Onde estão tuas cartas?
Onde estão teus verões?
Onde estão tuas marcas?
Onde estão teus sermões?

Guardadas em teus armários?
Guardadas nas estações?
Guardadas nos teus salários?
Guardadas nas orações?

II
Onde está minha espada?
Onde está minha guerra?
Onde está a Palavra?
Onde está tua terra?

Perdida pelas estradas?
Perdida pelas estantes?
Perdida, enclausurada?
Perdida no meu distante?

III
Onde estão os teus risos?
Onde estão as varandas?
Onde estão os precisos?
Onde estão que me andas?

Publicadas em meu rosto?
Publicadas em mansões?
Publicadas em teu gosto?
Publicadas em nós dois?

IV
Onde estás que não me respondes?
Onde estás que não me suportas?
Onde estás que não me escondes?
Onde estás que não me importas?

Escrevendo as muitas perguntas?
Escrevendo as muitas paixões?
Escrevendo as muitas labutas?
Escrevendo as muitas razões?

V
Onde estás que estou morrendo?
Onde estás que estou te amando?
Onde estás que estou socorrendo?
Onde estás que estou desmanchando?

Pelas ilhas a me socorrer?
Pelas ilhas a me procurar?
Pelas ilhas a me converter?
Pelas ilhas só penso em te amar?

VI
Onde estão teus raros perfumes?
Onde estão teus vários olhares?
Onde estão os hilários ciúmes?
Onde estão os atalhos dos mares?

Pelas mágicas é que tu somes?
Pelas mágicas te enaltecemos?
Pelas mágicas tem nossos nomes?
Pelas mágicas, nos esquecemos?

VII
Onde estão aquelas nossas verdades?
Seremos então as duas metades?