Archive for the Crônicas Category

Versículos Analógicos

Posted in Crônicas, Poesia on 8 de dezembro de 2007 by Prof Gasparetto

A Sociedade cava o seu próprio homízio,

Na tentativa surda de uma melopéia…

Mercantes picadeiros construindo ímpios,

Entregam caudatários suplicando idéias…

A marcha dos sem-terra não tem mais a súplica:

De mostrar na bandeira a luta ideológica!

Partidos vão partindo o homem pela luta,

Sobrevivendo apenas quem pedia a vodka!

A terra se tornou anátema político!

Com vendilhões do templo, xucros ortodoxos…

Quem dera ter clareza esquecendo os óculos?????

Manhãs que eu quero ter em versos e versículos,

não admitem exércitos com gestos tóxicos!

Mas cantem no exílio as vozes analógicas!

(Ago: 06, 1982)

Cena 1: Perfectum Est

Posted in Crônicas on 7 de dezembro de 2007 by Prof Gasparetto

-Atenção: Ação!!!

………………………………….

Travei muitas lutas em busca de El Dourados e ficções spielberguianas, e criei levantes com meus pares pelas caminhadas vandreanas…

Não imaginava que pudesse ouvir os rufares de morricones pairando minhas próprias trilhas incidentais. Muitos pelos caminhos não entenderam realmente o que se estava procurando, ou pelo menos tentaram isso (…)! Mas o que se queria de fato era, metodologicamente instruir aqueles desarrazoados encontrados pelas encostas.

Foi meio em vão!

Só observei misérias, contestações, entretenimentos hostis, volúpias e paisagens subliminares, que construidamente me fizeram crer nessa leitura chauvinista, que profetas mercantis também amam, e se amam, professam seus quereres matemáticos, por mais absurdas que sejam seus pensares!

Aluá à todos!!!

Criamos um elemento ideográfico pelas andanças. Não estávamos certos de que tínhamos encontrado a Sépala Sagrada, que as matinés nos brindaram na puberdade. Não, absolutamente não!

O que tínhamos encontrado era o elixir da ignorância eterna! Ora, ora, que estupidez rebelde!

Primeiro: flagramos a criação de uma neo-cruzada mercantil.

Segundo: os parques das revoluções industriais criaram uma sociedade flatulenta.

Terceiro: na era das incertezas não se pode errar!

Quarto: os absolutistas são relativamente idiotas.

Quinto: querem standartizar os açumis!

Outros, acadêmicos, cientistas, intelectos, viram-se à deriva sobrevivendo apenas seus acrostólios!

Quem diria! Analisei depois que eu era o único a relatar andarilhos flexípedes a se esforçarem a conquistar o El Dourado!

Sobreviver aos jihads, talvez!

Travar novas lutas, ou neo-lutas, neo-quereres, neo-utopias???

Eu me vi coadjuvante no contexto: Perfectum Est!!!

……………………………………

-Coooorta!!!!!!

                                                              (Mar: 05,2007)

Refugiato

Posted in Crônicas, Pensamentos on 6 de dezembro de 2007 by Prof Gasparetto

Reestruturadas fossem nossas moradas

Silenciadas nas vozes todos os corpos…

Todavia, um vazio se complementa,

Verificando nos ritos minha demência!

Ai de ti! que se diz louco pelas andanças!

Entrementes vãos prosélitos das diásporas,

Lanças, foices e martelos são teus banquetes…

Mas, grilhões me prendem a ti pela minh’ausência!

Entre atos e cenários me justifico,

me critico em alegorias nosso passado.

Não questionando teus rumos, nem teus anseios.

Paços largos medievos me trouxeram das lonjuras vis…

Representando teu árido universo

Lamentei embora exposto teu rosto íngreme.

Impossível resgatar o contemplativo,

N’altivos gestos, perdões na tez se me comprimem!

                                                                      (Out: 08, 2007)

Cartão Demérito

Posted in Crônicas on 6 de dezembro de 2007 by Prof Gasparetto

Ontem acreditei que meus créditos foram perdidos!

Analisei então, preocupado com o fato, de que minhas necessidades

não são tão fiduciárias…

Me perdi em razonetes, softwares contábeis, e me entretive na minha única

solução: HP-12C!

Foi sim meu pretérito mais que perfeito, mas acontece com qualquer analista!

(…)

Abri gavetas Cardex. entulhei-me em FACITs, pensando ser fácil…

mas no final das contas, me livrei dos embaraços alfandegários, clipes, almofadas

e liberações!

Andei em cordas bambas, me desequilibrei nos balanços.

Fui deficitário em pensar que calcular os nossos sonhos, poderiam te fazer minha RAZÃO.

Foi demonstrativo de mais o que fiz.

Então pensei:

“O ábaco que te ostentas este laudo!”

Tuas laudas,

tuas perícias,

teus avais,

tuas rubricas,

teus rascunhos, cadernetas…

nossas vidas não passam de meros cálculos publicados na internet.

Imprecisos talvez, mas imprecisos!

Tornamo-nos logaritmos perdidos, num mundo on-line,

virtualizados, binários ( 0 1 0 1 0 1 0 1 0 1 0 1 0 1), e quero

acreditar que meus créditos se esgotaram

graças às pendências digitais ou das próprias inteligências artificiais que te fizeram.

(Por favor não me leve ao mau!)

Saúdo todos os saldos positivos!

Exorcizo todos os negativos…

Sou os teus UMs,

e tu serás meus eternos ZEROs!

Isso foi ontem! É pretérito! Já passou!

Hoje, acreditei que meus créditos estão carentes de ti!

Muralhas das Vinhas

Posted in Crônicas on 23 de novembro de 2007 by Prof Gasparetto

                 Perdoem-me os desabafos…

                 Lamentavelmente, acreditar que os riscos irão acabar, é pura teoria….
 
                 É visto nos dias atuais, uma desarrazoada maneira de expor pensamentos na mídia, sem, no entanto entender o que está acontecendo de fato.

                 Mas uma coisa curiosa é que, onde as palavras parecem estar acorrentadas, e muitas bocas instigantes, professam acreditar no surrealismo dos fatos!

                 Por mais que estejamos argüindo sobre manchetes lançadas por algum fidalgo, não podemos esquecer das lonjuras que o homem percorreu pra se chegar até aqui.

                 Lua ou luzes distantes preconizam que estamos mais próximos do abismo do que imaginávamos. Há tendências de que teóricos afirmem sobre nossos procederes (des)humanos.                

                  Na mais alta tecnologia, a filosofia dos tolos é inexistir nos gaps criados pelas necessidades subsistenciais verbais. Se falo, me falam com frases pré-concebidas e vazias.
Se penso, me pensam com sentidos pretextuais e medíocres.
Se ando, me andam com propósitos desordeiros e desconexos.
Se olho, me olham com dardos burocráticos e dependentes.
Se emudeço, me calam com rigores e censuras.
Se esqueço, me esquecem por alguns segundos e murmuram.
Se murmuro, me expulsam dos templos e dos átrios.

                 Arquitetar uma estratégia contra todos esses rudimentares elementos, é cair numa falácia homogênea de gentios.

                 Pude constar que minha alcova, perdeu seu valor quando encontrei nela, retratos daqueles os quais estendi minhas mãos trêmulas e biologicamente decadente.

                 Entendi que não vale arriscar nas sombras, ou nas saudades, ou nas auto-cobranças do passado, é importante suportar-se enquanto pode, porque seqüestrarão tudo aquilo que acumulei nos arquivos da vida!

                 Perdoem-me os desabafos… é que não consigo entender porque o homem cria tantos vales de lamentações!

                                                                               (Fev: 18, 2004)