Archive for the Crônicas Category

VARANDAS

Posted in Crônicas, Poemas, Poesia on 8 de março de 2008 by Prof Gasparetto

visitando Libertas in Palavras Sem Sentido.

Tearful Encounter

(by Rob Gonsalves)

I
Semeei teus cantos
seguindo-te em pegadas…
teu cheiro em cio
nos ventos me cativam em cativeiros!
Rolo pelas pedras
olho aos graus no horizonte perpetuum
e nos perdemos em pedaços!

II
Semeei teus beijos
molhando-te em madrugadas
o suor tomara conta da noite em claro
suspiros e calmarias…
fomos esculpidos somente
em porões, em abrigos
e nos perdemos em pecados!

III
semeei teus olhares
chorando-te como foz!
a brusca correnteza de lágrimas
espargiam em nossos corpos
a passagem pela batalhas rústicas
que em nossas camas travamos,
e nos perdemos pelos atos!

IV
Semeei teus orgamos
num cântico lúdico de varandas
o gosto do beijo em meio às brisas
descrevem sutilmente um raro prazer
que fragmenta saudade
que infelizmente um dia virá,
e nos perdemos em metades!

V
Semeei teus lábios
amando-te tão proibido forasteiro
os corações retumbam loucos
marchas de aventuras muitas
na coleção insana de um virtuoso amor
e nos perdemos por inteiro!

VI
Semeei em tua boca
todo o meu sêmen de história musa
e a descansar sobre teu éden
os músculos exaustos de uma dança,
num colo aos seios bebo-te infinitamente
e nos perdemos em extasia!

VII
Semeei em teu belo corpo
minha escultura antropos de ser
frisando teus jardins em meus olhares
e os teus gemidos em minha boca
procurando-te envaidecido gestos
e nos perdemos tão ilhados!

VIII
Semeei em tua história
toda minha força e cultura de milícia
sementes tão guardadas pelo tempo
criando sulcos filosóficos em teu coração,
num pensamento em te colher feito esposa minha
e me perdi, infelizmente, em algum templo pagão!

(Mar: 08, 2008)

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“…às vezes fico a vigiar o meu portão, para ver se alguma carta tua está a murmurar o meu nome!” (in Lâminas de Escribas)
Dom Gaspar I

Olhares de Líbano – II

Posted in 09 Eneassílabos, Crônicas, Minhas Séries, Poemas, Poesia on 18 de fevereiro de 2008 by Prof Gasparetto

II Imagens de Fevereiro

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És minha canção e o meu verso
E quando canto, te vejo em sílabas,
Meus lábios se enchem de desejos…

Quero te falar de coração
Só canto canções com o teu nome,
Tão nobre me sinto em teus beijos!

Todas as noites canto teus versos
Preocupado que a tempestade
Possa invadir tuas melodias!

Eu sonho com teus olhos de Líbano
E me escondo no teu travesseiro
Como pedindo a tua ajuda!

Mas agora, olhando tua imagem
Na fotografia que eu bati,
Teus olhos me viam marejados!

És minha! De todas as maneiras
Que completa o meu universo
E me vais brilhando por completo!

Teus olhos me fascinam, mulher!
Como posso te negar amor,
Se me completas com um olhar?

(Fev: 11, 2004)

Minhas Juras – I

Posted in Crônicas, Poemas, Poesia on 18 de fevereiro de 2008 by Prof Gasparetto

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(by Vladimir Kush)

Uma visita de http:/palavrassussurradas.wordpress.com in Vale dos Ateus: em busca de um retorno amor! – IV

I – Minhas juras

À todas as minhas vontades,
à todas minhas esperanças,
(esperava eu qual criança!)
Tive de renunciar!
Também eu estou tão velha!
Abandonei o barco que se afundava
Todos os meus retratos – os seus retratos, naufragaram junto,
Justo agora que a amnésia me rouba teu rosto!
Pudera! Quis tanto te esquecer,
Quis tanto te deixar…consegui.
Meu silêncio perdura,
É ele infindável,
Remei contra marés,
Estou cansada!
Voltei a trilhar meu caminho,
Mais madura, mais esperta,
Menos ingênua, menos pura…
Qual nada!
O coração segue despedaçado,
Impera agora a Senhora Razão,
Retomo meu caminho,
Que trilhei e planejei,
Não mais desviarei,
Roubo palavras, pois as minhas secaram,
É o viés de um parto,
Encontrei o fio de Ariadne,
Saí do labirinto,
Em que inadvertidamente havia me enfiado,
Em tua busca: ó Velo de Ouro.
Mas os deuses me sabotaram:
Tal qual fizeram com Ulisses: perdi-me
Eles não gostam de mim,
São deuses ciumentos,
Sou eu Pandora,
Sou eu agora,

Eu…
Te juro!”

(Fev: 18, 2008)

Flertes Incólumes

Posted in Crônicas on 18 de fevereiro de 2008 by Prof Gasparetto

Uma visita de dai.lendo.org in Pontes Estreitas em Caminhos Distantes – II

E eu que tentei casar com a poesia… Senti-me abandonada por toda minha vida. Rejeitada por suas formas perfeitas, deixada de lado, num certo lado do abismo onde eu sempre senti-me desgraçadamente uma pessoa não grata para o delirar poético. Eu que sempre fui orfã dela, que a olhava e a desejava de longe porque não a tinha em meus braços, não a dominava e nem poderia amá-la da forma certa…

Não posso compreender o porquê d’eu hoje voltar a flertar com ela, babando como sempre meu amor eterno…

Confesso que até tentei assassiná-la, me fazer um ser cáustico, infernalmente descrente da poesia. Porque sempre fiquei do lado de fora, desamada por ela, imperfeita que sou e fui…

Eu não sei escrever poesia, eis a minha dor. Entretanto eu não poderia cometer o maior dos pecados, ou seja, eu jamais deveria esquecer que apesar de descobrir-me medíocre para ela, eu não poderia esquecer dos poetas. Afinal, cada um nasce com um dom: que seria de mim sem o dentista, o marceneiro, açougueiro e o pedreiro?

Mas eu não quereria arrancar dentes, tampouco serrar madeiras, fazer um corte perfeito numa alcatra ou construir o mais belo castelo…

Eu só queria escrever poesia… que pena…

Mas hoje, descobri que o amor verdadeiro consiste em apreciar uma obra de Deus. Afinal, um nasce pra sofrer, enquanto outro ri.

(Fev: 16,2008)

Partituras

Posted in 00 Livressílabos, Crônicas, Poemas, Poesia on 13 de fevereiro de 2008 by Prof Gasparetto

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Construímos nossos temas lado a lado
Objetivando sustentar nossos andaimes
Na necessidade…

Venho, conheço vários caminhos,
Vozes caladas!
Vozes vorazes!
E há quem reclame?

Sempre colocamo-nos à prova!
Questionando e sem respostas…
Corpo, luz, gestos e saídas!
E os resultados?
E os exames?

Não temo ficar só?
Nem temo sofrer a busca?
Só temo morrer perdido
Num coração que me estranhe!

Solfejei meus gritos insanos,
Nas galerias, esgotos e praças…
Quem poderia chamar-me?
Que exclame!

Quem se perdeu em videiras?
Champagnes?

Quem requer o amor?
Que conclame!

Eu te amei insanamente em teclados…
Que tu então, me pianes!

(Dez: 19, 2007)