VI – Oh Nuj! (a contagem)
Jejuamos juntos as maçãs…
Umedecendo o plexo solar de prazer…
Nossos convidados aplaudiram,
Horas à fio, sem se cansarem…
Ousamos um beijo inóspito em público!
És a minha matemática exata que calcula meus queres…
És a razão subconsciente que se apropria em triz…
És a dádiva do Nilo que te papira em gestos…
És o meu crescente fértil que me sustenta em vida…
És a minha insônia permanente a tatear na história…
És o transbordar de vinho rose que duas taças brindam…
És a nostalgia de um beijo grego…
Que marcou em mim
O ábaco das paixões
Incalculadas…
(Dez: 24, 1986)



