Archive for the Minhas Séries Category

Espelhos Invertidos VI

Posted in Acróstico Clássico, Crônicas, Minhas Séries, Poemas, Poesia on 12 de junho de 2008 by Prof Gasparetto

VI – Oh Nuj! (a contagem)

Jejuamos juntos as maçãs…
Umedecendo o plexo solar de prazer…
Nossos convidados aplaudiram,
Horas à fio, sem se cansarem…
Ousamos um beijo inóspito em público!

És a minha matemática exata que calcula meus queres…
És a razão subconsciente que se apropria em triz…
És a dádiva do Nilo que te papira em gestos…
És o meu crescente fértil que me sustenta em vida…
És a minha insônia permanente a tatear na história…
És o transbordar de vinho rose que duas taças brindam…
És a nostalgia de um beijo grego…

Que marcou em mim
O ábaco das paixões
Incalculadas…

(Dez: 24, 1986)

Espelhos Invertidos V

Posted in Acróstico Clássico, Crônicas, Minhas Séries, Poemas, Poesia on 12 de junho de 2008 by Prof Gasparetto

(Art by B. Huffman, bruce-fantasy)

V – Oyam! (a sublimação)

Ministramos valsas singulares,
Atiçando o despertar do grande público!
Ironizamos num beijo um espetáculo,
Ousamos tecer um grand finale!

És o elixir que perpetua meu viver pirata…
És a sinfonia preste a nascer nos montes…
És a mulher de outono que choras tantas folhas…
És a crisálida liberta dos jardins secretos…
És o pingente de uma lágrima perdida em solidão…
És o oceano transbordante que inunda minha pela…
És a chuva de verões que se mesclam ao meu suor…
És um novo brotar de dia em minha cansada noite…
És a água potável que jorra de prazer sobre meu corpo…
És o diamante do meu reino sublimado em transição…
És o olhar tão sábio de esposa proprietária…
És minha morada tão sublime de amada-musa…
És o meu entender que me compreende no silêncio…
És minha garantia…

Que marcou em mim
Uma riqueza possessiva
De te amar em demasia…

(Dez: 13, 1986)

Espelhos Invertidos IV

Posted in Acróstico Clássico, Crônicas, Minhas Séries, Poemas, Poesia on 12 de junho de 2008 by Prof Gasparetto

(Art by almagnus.com, nile at assouan)

IV – Lyrba! (a leviandade)

As faces róseas dos amantes,
Brindavam em taças o amanhecer!
Recordo ainda que valseamos,
Inquietudes fomos para alguns,
Labirintites para outros!

És o calor que queima minha alma leviana…
És a pintura que se inibe na nudez dos muros…
És a próximo crônica que escrevo nos escuros…
És o poema de relevos em meu dizer profano…
És o iceberg clandestino que congela os mares que navego…
És o ouro que me causa tanta febre solitária…
És a cura de um amor enfermo…

Que marcou em mim
A cicatriz de um
Coração partido…

(Nov: 21, 1986)

Espelhos Invertidos III

Posted in Acróstico Clássico, Crônicas, Minhas Séries, Poemas, Poesia on 12 de junho de 2008 by Prof Gasparetto

(Art by almagnus.com, enfin libre)

III – Ocram! (a inocência)

Músculos exaustos de Chandon…
Aos lábios anestesiados de beijar…
Reticenciamo-nos nos suspiros…
Como pela primeira vez:
Ousamos novamente, no beijar!

És a tatuagem que tocou minha razão..
És a plenitude dos meus travesseiros de espuma…
És a descoberta de uma nova canção de Paganini…
És o gesto imaculado de se amar o infinito…
És a fuga dos sonetos descobertos por Camões…
É o único lampejo de desejo…

que marcou em mim
mergulhos de um amor teu,
tão inocente…

(Nov: 12, 1986)

Olhares de Líbano – XII

Posted in Acróstico Clássico, Crônicas, Minhas Séries, Poemas, Poesia on 31 de maio de 2008 by Prof Gasparetto

(Photo by Alyasiyyah)

XII – Delírios em Dezembro

Mãos que me afagaram
Enquanto febril estava!

Suores e delírios tive
Unificando todas as distancias!
Suores e delírios castigaram-me…
Tentando sofrer sozinho!
Eu me via perdido
Num leito enclausurado e vazio,
Tentando me recuperar em teus braços…
Eu me encontrava agora, amado!
Íris de avelã!

Poderemos fugir um dia?
Entregar nossos recados?
Lograr os momentos perdidos?
Ouvir Vivaldi nos salões?

Temo em te perder!
Eu, febril num ósculo fanático,
Um dia nos amamos?

Até nos teus olhos eu sinto um adeus…
Meus olhos fecham-se em tréguas…
Olhos que te furtaram em noites,
Representavas nua em tua varanda!

Eu, febril, desejando-te beijar…
Teus lábios de encontro aos meus
Encontros febris? Talvez.
Rostos, sorrisos e noturnos,
Num encontro adormecido.
Olhos que me fazem novamente são!

(Dez: 27, 2004)