Archive for the Minhas Séries Category

Olhares de Líbano – II

Posted in 09 Eneassílabos, Crônicas, Minhas Séries, Poemas, Poesia on 18 de fevereiro de 2008 by Prof Gasparetto

II Imagens de Fevereiro

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És minha canção e o meu verso
E quando canto, te vejo em sílabas,
Meus lábios se enchem de desejos…

Quero te falar de coração
Só canto canções com o teu nome,
Tão nobre me sinto em teus beijos!

Todas as noites canto teus versos
Preocupado que a tempestade
Possa invadir tuas melodias!

Eu sonho com teus olhos de Líbano
E me escondo no teu travesseiro
Como pedindo a tua ajuda!

Mas agora, olhando tua imagem
Na fotografia que eu bati,
Teus olhos me viam marejados!

És minha! De todas as maneiras
Que completa o meu universo
E me vais brilhando por completo!

Teus olhos me fascinam, mulher!
Como posso te negar amor,
Se me completas com um olhar?

(Fev: 11, 2004)

Olhares de Líbano – I

Posted in 12 Alexandrinos, Minhas Séries, Poemas, Poesia on 15 de fevereiro de 2008 by Prof Gasparetto

I Rastros de Janeiro

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Teus olhos me fascinam, minha amada musa!
Com tanto esplendor neste meu peito íngreme,
Te amo, meu amor, como se fossem núpcias
Na espera incansável, que teu beijo ative-me!

Se busco no passado uma imagem tua,
Escolho dentre muitas teu olhar singelo,
Me perco a imaginar em tua noite nua
Um corpo me aquecendo com fulgor anelo!

Teus olhos, meu amor, que contemplam a luz
Assumo o meu amor perante os ateus…
De nada mais se valem as letras que compus…

Se são tuas palavras que convertem os breus,
Justificando os rastros que tudo me conduz,
Me leito imaculado nos amores teus!

(Jan: 04, 2004)

Pontes Estreitas em Caminhos Distantes – II

Posted in 00 Livressílabos, Crônicas, Minhas Séries, Poemas, Poesia on 6 de fevereiro de 2008 by Prof Gasparetto

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II Parte – O Banquete

O tempo buscou
Do que restava das folhas…

O anseio torturou meus hábitos…
Os registros nos caluniaram…
Os mitos nos fizeram eternos!

Os vagos canteiros que plantamos…
E foram inevitavelmente desaparecendo
De nossas vidas,
E foram lentamente caindo nas saudades!
Plantamos saudades e não sabíamos!
Murmuramos no esquecimento!

Na parede crua de nossas consultas,
Das sombras que me insultas,
De um ser humano como nós dois…
E ninguém disputa!!!

O resto se esmigalhou em fatos falsos!
Somem os profetas e o aplausos!
Surgem os demagogos e os atrasos!
Os pelegos e os egoísmos invadem nossos ideais!
Os aflitos peregrinos gemem parados nos semáforos!
Os ritos bárbaros da plebe se consomem no etílico!
Os medos medievos perseguem nossas galerias!
Os gestos insanos de um artista insano, provocam arte!
E as lutas e os sangues das gangues?
E ninguém disputa!!!

As frutas dos mangues nas mesas paupérrimas do abandono!
Os outros e as outras se digladiam e se xingam pelo espaço!
Os monstros togados julgando nossos silêncios!
As mãos afobadas escrevendo histórias em banheiros públicos!
As mil gargalhadas de espetáculos no trânsito rude!
Os nossos lamentos gagos, querendo dizer a verdade!
E ninguém disputa!!!

O vento retorce as folhas de nossas lembranças!
As folhas despencam do verde intransitivo do semáforo!
O verde desbota no tempo disputado dos românticos,
E desbrotam na dor impaciente dos solitários!

Quem de vós disputa?

(Jan: 26, 2008)

Vale dos Ateus: em busca de um retorno amor! – I

Posted in 00 Livressílabos, Crônicas, Minhas Séries, Poemas, Poesia on 6 de fevereiro de 2008 by Prof Gasparetto

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I – Meus presságios

O receio que sinto agora é ficar só!
Pressagio com antecedência meus dilemas….
Do contágio escasso que fizeram,
O escárnio no rosto de pessoas desconhecidas,
Estranhas, quando passo pelas ruas,
Refugio-me nos meus bosques…
Sou escultor de paralelepípedos
Das pedras limosas de tuas praias,
Despe-te de alga-marinha…

Cristalizam tua nudez
E o tempo insiste em gotejar teu corpo imune…

Ilegal os reinos que se fazem por ai,
Os ventos são surdos,
nem trombetas, nem clarins, nem chofares,
irão te revelar!
Que fiquem roucas com o talvez!
Não merecem teu imaculado ósculo…

(Ago: 04, 2003)

Vale dos Ateus: em busca de um retorno amor! – III

Posted in 00 Livressílabos, Crônicas, Minhas Séries, Poemas, Poesia on 6 de fevereiro de 2008 by Prof Gasparetto

III – Meu Arrependimentos

Corredores vagam por todo meu sentido
Sentando no desespero da cadeira de minha velhice…

Onde me fiz o maior dos seus amantes,
Mostrando-te pinturas e artes sacras,
Que continham a dor e o sofrimento?
Julgo-me por minhas conjugações
Dos meus atos,
Não querendo ser Pilátos, e nem Judas,
Querendo ser teu filtro desprovido de silêncio
E arrancar o sono que me falta hoje…

A vontade é grande de gritar em meio à noite
Que me enche o peito
e a saudade me inflama o peito!

Presentear-te com bolo medieval?
Onde estão as receitas?
Os ingredientes?
Os utensílios?

Mas não, duelávamos enquanto isso
Na cozinha,
Pelos corredores,
Pelas escadas,
Na varanda,
No jardim,
No silêncio…

Vagam-me nas vontades
o enjôo de ter te tornado pretérito!

(Out: 26, 2003)