Archive for the Poemas Category

Espelhos Invertidos IX

Posted in Acróstico Clássico, Crônicas, Minhas Séries, Poemas, Poesia on 12 de junho de 2008 by Prof Gasparetto

IX – Orb Metes! (o protocolo)

Serenamente, cativamo-nos preciosos…
Entorpecidos de conquistas,
Trouxemos nossas caravelas
Enviamos mensageiros à nova terra!
Mundos novos, eternos amantes!
Buscamos no beijo a descoberta…
Reencontramos o sentido dos por quês!
Ousamos navegar em nossos beijos…

És o pergaminho indecifrável que decifras…
És a pontuação que se eleva em igualdade…
Pés a concretização alicerçada de momentos…
És a efetiva curva de oferta que procuro…
És o horizonte que renasce no poente…
És a medida exata do expoente…
É o código de ética…

Que marcou em mim
O protocolo do silêncio
Numa embarcação de leigos!

(Fev: 26, 1987)

Espelhos Invertidos VIII

Posted in Acróstico Clássico, Crônicas, Minhas Séries, Poemas, Poesia on 12 de junho de 2008 by Prof Gasparetto

VIII – Ot Soga! (a reflexão)

Além dos oceanos madrigais,
Gritamos ondas gigantescas de prazer!
Ousamos sim, que amamos!
Somos terra e mar…
Tecemos enfim nosso céu…
Ousamos um beijo menestrel!

És a literatura exclusiva em minha estante…
És a palestra efusiva dos retóricos…
És p surreal que explica a realidade…
És o tratamento e a alta que vida pede…
És a universalidade de espelhos que reflete o verso…
És a incógnita…

Que marcou em mim
Uma leitura de contextos
De estantes vitrais!

(Jan: 18, 1987)

Espelhos Invertidos VII

Posted in Acróstico Clássico, Crônicas, Minhas Séries, Poemas, Poesia on 12 de junho de 2008 by Prof Gasparetto

VII – Oh Luj! (o jogo)

Juntos partilhamos um êxtase singular!
Úmidos sentidos, úmidas razões…
Lavamos nossa alma em champagnes…
Hospedamos no amor nossos sussurros!
Ousamos em público um beijo!

É o incenso delirante dos Nirvanas…
És o agreste fulminante que povoa a sapiência…
És o orvalho das varandas que invadem o meu quarto…
És o partilhar de açúcares de beijos em minha boca…
És a escultura da mulher que emana do saber…
És a musa cristalina da razão…
És o cheque-mate…

Que marcou em mim
Um entregar de peças
Num tabuleiro do ter ou não ter!

(Jan: 08, 1987)

Espelhos Invertidos VI

Posted in Acróstico Clássico, Crônicas, Minhas Séries, Poemas, Poesia on 12 de junho de 2008 by Prof Gasparetto

VI – Oh Nuj! (a contagem)

Jejuamos juntos as maçãs…
Umedecendo o plexo solar de prazer…
Nossos convidados aplaudiram,
Horas à fio, sem se cansarem…
Ousamos um beijo inóspito em público!

És a minha matemática exata que calcula meus queres…
És a razão subconsciente que se apropria em triz…
És a dádiva do Nilo que te papira em gestos…
És o meu crescente fértil que me sustenta em vida…
És a minha insônia permanente a tatear na história…
És o transbordar de vinho rose que duas taças brindam…
És a nostalgia de um beijo grego…

Que marcou em mim
O ábaco das paixões
Incalculadas…

(Dez: 24, 1986)

Espelhos Invertidos V

Posted in Acróstico Clássico, Crônicas, Minhas Séries, Poemas, Poesia on 12 de junho de 2008 by Prof Gasparetto

(Art by B. Huffman, bruce-fantasy)

V – Oyam! (a sublimação)

Ministramos valsas singulares,
Atiçando o despertar do grande público!
Ironizamos num beijo um espetáculo,
Ousamos tecer um grand finale!

És o elixir que perpetua meu viver pirata…
És a sinfonia preste a nascer nos montes…
És a mulher de outono que choras tantas folhas…
És a crisálida liberta dos jardins secretos…
És o pingente de uma lágrima perdida em solidão…
És o oceano transbordante que inunda minha pela…
És a chuva de verões que se mesclam ao meu suor…
És um novo brotar de dia em minha cansada noite…
És a água potável que jorra de prazer sobre meu corpo…
És o diamante do meu reino sublimado em transição…
És o olhar tão sábio de esposa proprietária…
És minha morada tão sublime de amada-musa…
És o meu entender que me compreende no silêncio…
És minha garantia…

Que marcou em mim
Uma riqueza possessiva
De te amar em demasia…

(Dez: 13, 1986)