Archive for the Poemas Category

Espelhos Invertidos IV

Posted in Acróstico Clássico, Crônicas, Minhas Séries, Poemas, Poesia on 12 de junho de 2008 by Prof Gasparetto

(Art by almagnus.com, nile at assouan)

IV – Lyrba! (a leviandade)

As faces róseas dos amantes,
Brindavam em taças o amanhecer!
Recordo ainda que valseamos,
Inquietudes fomos para alguns,
Labirintites para outros!

És o calor que queima minha alma leviana…
És a pintura que se inibe na nudez dos muros…
És a próximo crônica que escrevo nos escuros…
És o poema de relevos em meu dizer profano…
És o iceberg clandestino que congela os mares que navego…
És o ouro que me causa tanta febre solitária…
És a cura de um amor enfermo…

Que marcou em mim
A cicatriz de um
Coração partido…

(Nov: 21, 1986)

Espelhos Invertidos III

Posted in Acróstico Clássico, Crônicas, Minhas Séries, Poemas, Poesia on 12 de junho de 2008 by Prof Gasparetto

(Art by almagnus.com, enfin libre)

III – Ocram! (a inocência)

Músculos exaustos de Chandon…
Aos lábios anestesiados de beijar…
Reticenciamo-nos nos suspiros…
Como pela primeira vez:
Ousamos novamente, no beijar!

És a tatuagem que tocou minha razão..
És a plenitude dos meus travesseiros de espuma…
És a descoberta de uma nova canção de Paganini…
És o gesto imaculado de se amar o infinito…
És a fuga dos sonetos descobertos por Camões…
É o único lampejo de desejo…

que marcou em mim
mergulhos de um amor teu,
tão inocente…

(Nov: 12, 1986)

Persona non Grata (Naquela Casa Morreram Meus Sonhos)

Posted in 05 Pentassílabos, Pensamentos, Poemas, Poesia on 4 de junho de 2008 by Prof Gasparetto

(Art by Alan Ayets – Lady of Mystery)

Beijei muitos rostos
Não tinham um “quê”
Que fosse melhor!

Lembrei dos perfumes.
Vitrines e bares
Que nós conhecemos!

Tivemos amigos,
Jantares e festas,
Estamos tão sós!

Fizemos cafés,
Torradas, geléias,
Num quarto qualquer!

Rasgastes a foto
Sem ter a razão,
Sem ter um por quê!

As flores murcharam,
No vaso da sala,
Tão triste ficou!

O meu prejuízo
Foi ter revelado
Amores sinceros!

Não há mais motivos
De ler tuas cartas,
De ir caminhar!

Calçadas vazias,
Vizinhos felizes,
Metade se foi?

Em busca de algo
Que enchesse de amor?
O que é o amor?

Escrevo nas cartas
Que um dia vivi
Feliz ao teu lado!

Agora morri
Sem ter endereços
Num quarto alugado!

Espero qu’encontres,
Um amor de verdade
E tenhas razão!

Terás muitas flores,
Perfumes e cartas
De amantes talvez!

Amor não se compra,
Amor não se paga,
O mundo dá voltas!

E quando bateres,
Que era tua porta,
Talvez seja tarde!

No amor se perdoa,
No amor se acredita!
O amor se faz vida!

São portas fechadas,
São cartas no chão,
E sombra de flores!

Talvez a velhice,
Vai dar como prêmio,
Sentir solidão!

(Out: 15, 2007)

Olhares de Líbano – XII

Posted in Acróstico Clássico, Crônicas, Minhas Séries, Poemas, Poesia on 31 de maio de 2008 by Prof Gasparetto

(Photo by Alyasiyyah)

XII – Delírios em Dezembro

Mãos que me afagaram
Enquanto febril estava!

Suores e delírios tive
Unificando todas as distancias!
Suores e delírios castigaram-me…
Tentando sofrer sozinho!
Eu me via perdido
Num leito enclausurado e vazio,
Tentando me recuperar em teus braços…
Eu me encontrava agora, amado!
Íris de avelã!

Poderemos fugir um dia?
Entregar nossos recados?
Lograr os momentos perdidos?
Ouvir Vivaldi nos salões?

Temo em te perder!
Eu, febril num ósculo fanático,
Um dia nos amamos?

Até nos teus olhos eu sinto um adeus…
Meus olhos fecham-se em tréguas…
Olhos que te furtaram em noites,
Representavas nua em tua varanda!

Eu, febril, desejando-te beijar…
Teus lábios de encontro aos meus
Encontros febris? Talvez.
Rostos, sorrisos e noturnos,
Num encontro adormecido.
Olhos que me fazem novamente são!

(Dez: 27, 2004)

Olhares de Líbano – XI

Posted in Crônicas, Minhas Séries, Poemas, Poesia on 31 de maio de 2008 by Prof Gasparetto

(Photo by Alyasiyyah)

XI – Ramos de Novembro

Quimeras, musks e sândalos,
Uma mulher perfeita!
Envio-te meus mensageiros.
Recados dizendo de amores!
Os meus recados todos são assim…

Queira aceirar meu perfume
Úmidos em tua alma,
E envies-me teus sonhos!

Sonhas com flores nas varandas
Enfeitadas de multicores?
Jardins suspensos te farei,
Além dos jardins que existem1
Somente e unicamente para ti!

Meus planos estão na tua formosura!
Invejado nos tristes pagãos…
Não chores por mim, minha amada,
Hoje estarei ao teu lado
Afagando teu coração!

Meus olhos choram por ti,
Uma chuva de lamentações,
Lamentos, por que existem?
Hoje estarei cavalgando…
Encontros? Já posso imaginar:
Rostos, bocas e olhares a se beijarem!

Amanhã serei teu perfume,
Mesmo que eu lute sem tréguas…
Amanhã, olhares e amores,
Depois as nossas histórias,
Amantes, um dia lerão!

(Nov: 09, 2004)