Archive for the Poemas Category

Espelhos Invertidos II

Posted in Acróstico Clássico, Minhas Séries, Poemas, Poesia on 26 de maio de 2008 by Prof Gasparetto

II – Orie Revef! (a proibição)

Filosofamos entre taças de champagnes…
Entre frissons e olhares!
Vestimos nosso ato em palco…
Entregamo-nos nas noites: o suor!
Relevamo-nos nos dias: o calor!
Entregamo-nos e nos revelamos!
Impressionamos nossos convidados!
Retiramo-nos do meio do salão:
Outro beijo, outra ousadia!

És a estrada objetiva…
É o caminho dos amantes delirante…
És o cântico inevitável das paixões clandestinas…
És a revelação de um grande amor enclausurado…
És o esconderijo de manhãs do meu sigilo…
És a escultura mais perfeita de mulher…

Que marcou em mim
Entalhes de um amor brutal…

(Out: 28, 1986)

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Espelhos Invertidos I

Posted in Acróstico Clássico, Minhas Séries, Poemas, Poesia on 26 de maio de 2008 by Prof Gasparetto

I – Orie Naj! (a conjugação)

Jejuamos juntos…
Amores em gregos mármores, canções latinas!
Nostalgiamos valsas vienenses…
E depois, nos alimentamos de noites!
Impressionamos nossos convidados
Rompemos os obstáculos,
Ousamos velejar em público…

És todo o brilho de uma manhã singela…
És todo perfume desconhecido…
És a brisa que me beija em sonhos de valsa…
És a pétala de selvagem orquídea…
És a conjugação do verbo amar perpétuo…
És o primeiro eterno encontro…
És o verdadeiro beijo do adeus platônico…
És a canção nativa que me inspira etéreo…
És para mim eterna primavera…
És a impressão fatal…

Que marcou em mim o início
De um romance bárbaro…

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(Out: 20, 1986)

Inóspitos Desejos II

Posted in 05 Redondilha Menor, Poemas, Poesia on 14 de abril de 2008 by Prof Gasparetto

(Art by George Grie)

I – As Rusgas

Quand’ abri a porta
Senti reação
De quem te mudou!
As pedras reclamam
Dizendo que andas
Chutando paixões!
Desertos plantamos
Tiramos das cores
A cor de viver!
Acordes confusions
Cantamos aos berros
Calando morremos!
Abrolhos nos quartos
Escadas sem nexo
O vinho azedou!
Lareiras em teias
Transbordam passados
Gemidos talvez!
Tornamos tão ácidas,
A plástica, o beijo,
Que o adeus corroeu!
(Fev: 21, 2001)

Inóspitos Desejos I

Posted in 05 Redondilha Menor, Poemas, Poesia on 14 de abril de 2008 by Prof Gasparetto

(Art by George Grie)

I – As Marcas

Quando abri a porta
Não tive a intenção
De te provocar!
Olhastes meus rastros
Suores, fracassos
Aqui estou eu!
Sofri tantas noites
Andando sem rumo
Vivi surreal!
Colhi teus retratos
Do fundo das malas
Colei teu furor!
São sombras de dúvidas
Castigos e vísceras
De um curto prazer!
Poeiras nos móveis
Lençóis nos armários
Perfumes vencidos…
A taça na sala,
Baton “Guatemala”,
Cortei teus ciúmes!
(Fev: 04, 2001)

In Vitrus Dominus

Posted in 00 Livressílabos, Acróstico Inverso, Crônicas, Poemas, Poesia on 9 de abril de 2008 by Prof Gasparetto

(Photo by Alyasiyyah)

Entendendo quando tu te escondes,
Silencias o próprio silêncio
Silencias a minha própria existência!
Antes acreditava numa oportunidade
Meramente única, não-simbólica…
Acreditava nisso!

Entendia que poderíamos quebrar o silêncio
Mas, caí no teu silêncio…

Entendemos que seria possível…
Como possível?
Ouço tuas letras espalhadas na net,
Volto ao mesmo ponto: Por quê?

Escrevi tantas frases
Sabendo que um dia lerias…

Rimei tua distância
E nunca deixei que a saudade
Culminasse num adeus definitivo!
Elaborei encontros
Todos foram se amarelando

nas gavetas do tempo!!!
Nas frases, o segredo poderia ser revelado…
Ouço distante quando me chamas!
Clamo pelos teus olhares
Ainda que cego por te ver!

Antes as cores excitavam-se nas varandas
Impressionavam-me com tuas formas líricas
Reconstrui teus lábios
Emudecendo-me no mel do teu gostar,
Ditei perfumes campestres em teu corpo
Ousando seqüestrar de todos os jardins
Perfumes de delírios!

Lamentei profundamente não ter te amado antes!
Envelopes por sobre a escrivaninha
Viciferam um talvez melancólico,
Institintivamente te amei sem que tu soubesses!
Suspirei em minha madrugadas,
Silenciei meu travesseiro único!
Obriguei-me a trancar a esperança
Perguntando se eu estava errado!?
Mistificando nos atos a possessividade…
Iríamos contemplar um dia

Os sonhos que temos em separado?


(Abr: 06, 2008)