Archive for the Poemas Category

Príncipe de Arrimo

Posted in 00 Livressílabos, Crônicas, Pensamentos, Poemas on 29 de março de 2008 by Prof Gasparetto

Sei que não quero abandonar
Por inteiro, ou simplesmente fatias deixar,
De um bolo velho de uma festa triste!

Caso não me encontre ainda em tantos
Caminhos que vejo não são para mim
À verdade que insistes em mostrar!

Valha-me Deus, se estou errado:
Pesos tortos, mente fosca.
Se em minha visão árdua de paixão concreta.
Caí em mim formando o risco em fendas
Ao meu coração articulado!

Pecado não poder aproveitar
Todas essas horas,
Junto com os meus…

O remorso me caleja a alma,
E o amor vai gotejando orvalho
De compaixão e tristeza…

Fora eu deserto, ou ilha,
Que se afoga na imensidão
De tuas noites!

Concepções pegam-se de surpresa,
O nó arrematado e achagado
Em minha fuga,
Vai se tornando parte de mim por inteiro…

Mas eu sou simplesmente, metade de mim!

Fico buscando, não sei o quê!
Canso-me!
A noite vem tão rápida que não quero dormir
Na imaginação de meu sono!

Não sei contar!
Não sei descontar!

Acho tudo tão claro para outrem,
Que fico analisando a mim,
Um pobre ser que não consegue
No caminhar, te ver inteira!

Todos têm a mesma chance
Do primeiro degrau!

É fácil!
Com as duas mãos sobre o joelho esquerdo,
Farão o ato de levantar
Deste chão esquecido
E conduzi-lo…

Não sei se é fácil!
Penitencio-me de tudo!

Eu não sei que sufoco
Esse que perambula minhas artérias,
E demais insignificâncias,
Ante aos patrimônios socráticos que esculpi!

Creio que estou muito longe
Do Criador!
Eu criatura, celulaísta, perseguidor da razão!
Algoz encapuzado de vergonha
Anti viventi, operador das letras mortas
Das línguas viúvas do passado…

Talvez esteja eu
Querendo penetrar no âmago das coisas!

Raras coisas raras…

Responsabilidades persistem!

Seria isso, que minha alma detenta,
Tenta rebelar tais fatias?

Devo estar me considerando
Um foragido dos fatos?

Um termo correto para tudo isso,
Talvez seria chamar este conjunto
De minha maquiavélica vida!

….

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Mulher

Posted in 00 Livressílabos, Acróstico Clássico, Poemas, Poesia on 29 de março de 2008 by Prof Gasparetto
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( Michael and Inessa Garmash)

Méritos, deveríamos dar aos teus esforços…

Utilizaram vossas compreensões
Levando-se em conta a falta de reconhecimento!
Habitávamos nos vossos disfarces para sobreviver!
Entregamos as máscaras por respeito a vós mesmas…
Recompondo a realidade fria que impuseram…

Manifestações aconteceram no passado,
Urbanas formas frágeis gritavam pelas ruas,
Lavraram-se atas questionadoras…
Hastearam-se perseguições profanas,
Entrevistaram-se os marginais pelos seus valores,
Recolhiam-nos os direitos de vossa voz à milícia!

Mesmo com todos os rigores,
Unificávamos vossas vozes e continuávamos lutando!
Líamos vossas cláusulas e cumpríamos…
Humilharam vossos perfis, mas não vos intimidaram!
Entre todos os rigores coercitivos, não perdemos o vosso reinado!
Reinamos e reinaremos com o vosso poder feminino!

(Fev: 28, 2008)

Lágrimas Varridas

Posted in 08 Octassílabos, Pensamentos, Poemas on 29 de março de 2008 by Prof Gasparetto

Oh tristes canções, o que faço?
De a vida trazer-me virtudes?
Insisto em manter os meus passos,
Se alguém me entende, me ajude!

Critico meus dias perdidos
Com sonhos, com um quê de utopia
Varreram o qu’eu não tinha lido
Valei-me o que livraria?

Escrevo meus textos em hebraico
Pensando em murmúrios de história…
Preciso lavar a memória!

Canções que eu canto tão laico
Qual choro que a chuva cantou
Num dia tão brusco chegou!

Lacres

Posted in 08 Octassílabos, Poemas, Poesia on 29 de março de 2008 by Prof Gasparetto

Abriram as nossas gavetas
E as cartas ficaram no chão
Tão tristes morreram as letras
Tão triste morri de paixão!

Nas noites caminho perdido
A sombra já não tenho mais
As cartas reclamam em gritos
Os sonhos que não voltam atrás!

Feri muitas cartas com medo
Fingindo poeta ser último
Quem sabe seria mais útil…

Trazer tuas cartas segredos
Libertando então as letras
Tão presas em nossas gavetas!

Inqueritus

Posted in 00 Cressílabos, Crônicas, Poemas, Poesia on 29 de março de 2008 by Prof Gasparetto

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I
Onde estão tuas cartas?
Onde estão teus verões?
Onde estão tuas marcas?
Onde estão teus sermões?

Guardadas em teus armários?
Guardadas nas estações?
Guardadas nos teus salários?
Guardadas nas orações?

II
Onde está minha espada?
Onde está minha guerra?
Onde está a Palavra?
Onde está tua terra?

Perdida pelas estradas?
Perdida pelas estantes?
Perdida, enclausurada?
Perdida no meu distante?

III
Onde estão os teus risos?
Onde estão as varandas?
Onde estão os precisos?
Onde estão que me andas?

Publicadas em meu rosto?
Publicadas em mansões?
Publicadas em teu gosto?
Publicadas em nós dois?

IV
Onde estás que não me respondes?
Onde estás que não me suportas?
Onde estás que não me escondes?
Onde estás que não me importas?

Escrevendo as muitas perguntas?
Escrevendo as muitas paixões?
Escrevendo as muitas labutas?
Escrevendo as muitas razões?

V
Onde estás que estou morrendo?
Onde estás que estou te amando?
Onde estás que estou socorrendo?
Onde estás que estou desmanchando?

Pelas ilhas a me socorrer?
Pelas ilhas a me procurar?
Pelas ilhas a me converter?
Pelas ilhas só penso em te amar?

VI
Onde estão teus raros perfumes?
Onde estão teus vários olhares?
Onde estão os hilários ciúmes?
Onde estão os atalhos dos mares?

Pelas mágicas é que tu somes?
Pelas mágicas te enaltecemos?
Pelas mágicas tem nossos nomes?
Pelas mágicas, nos esquecemos?

VII
Onde estão aquelas nossas verdades?
Seremos então as duas metades?