Archive for the Poemas Category

ROMA – Cidade Proibida

Posted in Crônicas, Poemas, Poesia on 8 de março de 2008 by Prof Gasparetto

Resposta de ROMA a AMOR: Decassílabo Inconsequente de Sentir

Love

by Rob Gonsalves

I – Ab initio

Fui à Roma te buscar,

Não te achei

Todas estradas percorri,

Que meus pés machuquei!

A modorra me tomou,

Descansei

E à sombra duma árvore,

Meditei

É um fantasma que eu busco?

<perguntei>

Sob o crepúsculo em que estava,

Gritei:

“Onde estás, meu amado?”

<matutei>

A lisura de teu intento,

Contestei:

Me cortejas; me abandonas,

Bem o sei,

II – In meso

Percorrendo desfiladeiros,

Descobri teu paradeiro:

Sob Pinhais tu te escondes!

À meus chamados, não respondes!

< ne verbum quidem >

Mas o sol nasce e se põe,

Sob meus domínios,

Enquanto amada, sou doce,

Se desprezada: açoites!

Em breve meus criados,

Obrigarão-te a apresentar-te

Clamarás misericórdia,

Eventual indulto?

No tempo certo, decidirei!

III – In finitu

O salário da desídia é a morte,

Melhor que queiras tu ficar a meu lado!

Ad summam:

Per dolum: me deixastes,

Per litteras: te chamei,

Per contra: caminhastes,

Per lundum: ameacei,

Per semper: te quererei,

Per tempus: te terei!

VARANDAS

Posted in Crônicas, Poemas, Poesia on 8 de março de 2008 by Prof Gasparetto

visitando Libertas in Palavras Sem Sentido.

Tearful Encounter

(by Rob Gonsalves)

I
Semeei teus cantos
seguindo-te em pegadas…
teu cheiro em cio
nos ventos me cativam em cativeiros!
Rolo pelas pedras
olho aos graus no horizonte perpetuum
e nos perdemos em pedaços!

II
Semeei teus beijos
molhando-te em madrugadas
o suor tomara conta da noite em claro
suspiros e calmarias…
fomos esculpidos somente
em porões, em abrigos
e nos perdemos em pecados!

III
semeei teus olhares
chorando-te como foz!
a brusca correnteza de lágrimas
espargiam em nossos corpos
a passagem pela batalhas rústicas
que em nossas camas travamos,
e nos perdemos pelos atos!

IV
Semeei teus orgamos
num cântico lúdico de varandas
o gosto do beijo em meio às brisas
descrevem sutilmente um raro prazer
que fragmenta saudade
que infelizmente um dia virá,
e nos perdemos em metades!

V
Semeei teus lábios
amando-te tão proibido forasteiro
os corações retumbam loucos
marchas de aventuras muitas
na coleção insana de um virtuoso amor
e nos perdemos por inteiro!

VI
Semeei em tua boca
todo o meu sêmen de história musa
e a descansar sobre teu éden
os músculos exaustos de uma dança,
num colo aos seios bebo-te infinitamente
e nos perdemos em extasia!

VII
Semeei em teu belo corpo
minha escultura antropos de ser
frisando teus jardins em meus olhares
e os teus gemidos em minha boca
procurando-te envaidecido gestos
e nos perdemos tão ilhados!

VIII
Semeei em tua história
toda minha força e cultura de milícia
sementes tão guardadas pelo tempo
criando sulcos filosóficos em teu coração,
num pensamento em te colher feito esposa minha
e me perdi, infelizmente, em algum templo pagão!

(Mar: 08, 2008)

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“…às vezes fico a vigiar o meu portão, para ver se alguma carta tua está a murmurar o meu nome!” (in Lâminas de Escribas)
Dom Gaspar I

Identidades

Posted in 10 Decassílabos, Poemas, Poesia on 1 de março de 2008 by Prof Gasparetto
Tea Time by Rob Gonsalves

Saudades inda trago grande amor!
Espero avaliar todo o passado
Querendo te buscar seja onde for…
Problemas te causei apaixonado!

Preciso conquistar mea verdade
E nela encontrar um só futuro…
A solidão perdeu identidades
E dois amores se tornaram puros!

Vaidades que furtei tinham sentido.
Num tempo que me fiz só de ilusão,
Resgato nos princípios toda calma…

Valendo do amor envaidecido,
Os vales que assombram o coração…
Então podemos ser uma só alma!

(Abr: 09, 2007)

Olhares de Líbano – II

Posted in 09 Eneassílabos, Crônicas, Minhas Séries, Poemas, Poesia on 18 de fevereiro de 2008 by Prof Gasparetto

II Imagens de Fevereiro

olhos-02-fev.jpg

És minha canção e o meu verso
E quando canto, te vejo em sílabas,
Meus lábios se enchem de desejos…

Quero te falar de coração
Só canto canções com o teu nome,
Tão nobre me sinto em teus beijos!

Todas as noites canto teus versos
Preocupado que a tempestade
Possa invadir tuas melodias!

Eu sonho com teus olhos de Líbano
E me escondo no teu travesseiro
Como pedindo a tua ajuda!

Mas agora, olhando tua imagem
Na fotografia que eu bati,
Teus olhos me viam marejados!

És minha! De todas as maneiras
Que completa o meu universo
E me vais brilhando por completo!

Teus olhos me fascinam, mulher!
Como posso te negar amor,
Se me completas com um olhar?

(Fev: 11, 2004)

Minhas Juras – I

Posted in Crônicas, Poemas, Poesia on 18 de fevereiro de 2008 by Prof Gasparetto

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(by Vladimir Kush)

Uma visita de http:/palavrassussurradas.wordpress.com in Vale dos Ateus: em busca de um retorno amor! – IV

I – Minhas juras

À todas as minhas vontades,
à todas minhas esperanças,
(esperava eu qual criança!)
Tive de renunciar!
Também eu estou tão velha!
Abandonei o barco que se afundava
Todos os meus retratos – os seus retratos, naufragaram junto,
Justo agora que a amnésia me rouba teu rosto!
Pudera! Quis tanto te esquecer,
Quis tanto te deixar…consegui.
Meu silêncio perdura,
É ele infindável,
Remei contra marés,
Estou cansada!
Voltei a trilhar meu caminho,
Mais madura, mais esperta,
Menos ingênua, menos pura…
Qual nada!
O coração segue despedaçado,
Impera agora a Senhora Razão,
Retomo meu caminho,
Que trilhei e planejei,
Não mais desviarei,
Roubo palavras, pois as minhas secaram,
É o viés de um parto,
Encontrei o fio de Ariadne,
Saí do labirinto,
Em que inadvertidamente havia me enfiado,
Em tua busca: ó Velo de Ouro.
Mas os deuses me sabotaram:
Tal qual fizeram com Ulisses: perdi-me
Eles não gostam de mim,
São deuses ciumentos,
Sou eu Pandora,
Sou eu agora,

Eu…
Te juro!”

(Fev: 18, 2008)