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Guerrilhas Urbanizadas / Guerriglieri urbanizati

Posted in 00 Livressílabos, Poemas, Poesia on 20 de novembro de 2009 by Prof Gasparetto

… fortaleza corte
morte (nobreza)
imensa luta
tristeza imperial!

resta um falar
janelas e pergaminhos
o retrato é sombrio
as sombras são reais!

calam-se os súditos
tronos e trovões
quem pode responder?
quem traz a resposta?

os olhos nobres
pobres olhares
a visão curva-se
turvam-se os corpos
escadas, passos, pastos…
escadarias reais
a espada cai!
a capa real na lama
a mão valente a chorar
o ombro medieval curva-se
o nobre tomba
a tumba é real
lágrimas e ventos
a janela fecha-se
finda-se o cortejo real!

A amada chora
implora armada
amores vitais
o real entra em guerra…

não há realeza,
não há fortaleza,
há somente uma muralha
entre o real e o ideal!

olhos cobertos
olhares incertos
visões de um romance tardio
visões de uma chance perdida
voltar
voltar
voltar

e saber que não haverá um retorno!

a espada na mesa,
as armaduras cansadas,
as bandeiras rasgadas,
quem conhece o desconhecido?
a amada?
a armada?
quem?

—o—

fortezza taglio
morte (nobiltà)
grande lotta
tristezza imperiale!

rimane un discorso
finestre e pergamene
il quadro è fosco
le ombre sono reali!

il silenzio dei soggetti
troni e tuoni
chi può rispondere?
che porta la risposta?

occhi nobile
guarda poveri
visione curve
oscurata organi
scale, passaggi, erba …
real scale
la spada cade!
la copertura reale nel fango
mano brave a piangere
archi spalla medievale
nobile cade
la tomba è reale
lacrime e venti
finestra si chiude
finì nel corteo regale!

Il grido amata
implora armati
ama vitale
entrare nella vera e propria guerra …

(no royalty)
vi è la forza,
c’è solo un muro
tra il reale e l’ideale!

gli occhi coperti
guarda incerta
visioni di un romanzo in ritardo
visioni di una occasione perduta
indietro
indietro
indietro

e sapere che non vi sarà alcun ritorno!

la spada sulla tavola,
armatura stanca
bandiere strappate
chi conosce l’ignoto?
l’amato?
la flotta?
Chi?

Visões

Posted in Música, Poemas, Poesia on 15 de novembro de 2009 by Prof Gasparetto

Teus olhos nos meus olhos,

além das visões que propomos

as cadeiras nos olham

assim como as cortinas, balcões, e adegas!

os ternos panamenhos e os vestidos turcos

são adereços do improviso!

Agora, consigo tatuar tua alma

como minhas mãos que pedem calma,

e assim, mais um passo nos damos,

e os olhares te cobiçam,

por que o chão te espelha fotografando

em frissons o excitado estado do meu corpo!

Último Tango em Lilás

Posted in Música, Poemas, Poesia on 15 de novembro de 2009 by Prof Gasparetto

Que te fiz?

Meus brilhantes te ofuscam?

Jezebel me calastes com um beijo vencido,

meu choro te aplaude em vinagres,

espanca-me quando dançamos,

queres que eu seja somente tua?

Implore-me, explore-me, deflore-me

sou tua carne em milagres,

sangra-me com teu suor argentango!

Passo Doble

Posted in Música, Poemas, Poesia on 15 de novembro de 2009 by Prof Gasparetto

Toda a malícia, trançar de pernas,

gestos, sombras latinas,

gosto de carmins, taças de vinho,

estranhos no palco, luz negra e camarins,

a unha craveja a pele, torturas, calos, bolhas,

rostos borrados de batons,

decote cobiçante e jejuares perdidos,

guaranás e brilhantinas,

salto 15 em tacos soltos…

beija-me, como atordoando bandoneons!

beija-me, como fôssemos dançarinos de bordéis…

Gardeles, Piazzolas, e a garganta seca do noturno inacabado!

O tango termina, e a gardênia evapora-se deixando apenas

um recado teu:

” – É tarde já tenho um compromisso…”

Domínios Luz / Domini Luce

Posted in 04 Tetrassílabos, Poemas, Poesia on 13 de novembro de 2009 by Prof Gasparetto

atravessar
sem avisar
vai colidir
vai proibir

elementar
arremessar
sem existir
sem coibir

representar
qualquer falar
chegar até
chegar a pé

reinventar
qualquer andar
sem ter a fé
sem ter qualquer

aproximar
reencontrar
algum prazer
algum lazer

critinizar
algum lugar
pode ser jazz
pode ser mais

agonizar
sem ter um mar
cegar a luz
cegar um blues…

eternizar
pra retornar
ser como o som
mesmo sem dom!


—o—

attraversamento
senza preavviso
si scontreranno
vieterà

elementari
gettare
senza che vi
senza freno

rappresentano
no talk
raggiungere
a piedi

reinventare
l’eventuale piano
senza fede
senza alcuna

approccio
riscoprire
un piacere
alcuni per il tempo libero

critinizar
da qualche parte
essere jazz
essere più

agonizzare
senza un mare
luce accecante
un blues cieco …

perpetuare
pra ritorno
è come il suono
senza regalo!