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Perfumes ao Vento (ou Rastros de Adeus) II

Posted in Crônicas, Pensamentos, Poemas, Poesia on 3 de janeiro de 2008 by Prof Gasparetto

II – O XADREZ

I
Oh! Pequena flor do campo!
Abraça-me e encanta-me com os teus versos:
– “Tu és o meu amor,
Tu és tudo pra mim,
Só não te quero perder, meu amor,
Tu és tudo pra mim…”
E ficava a meditar: por quê?
Ficava te observando pelas janelas,
Pelas varandas compridas de nossa casa,
Que esplendoroso motivo tenho mais pra se viver?!
Oh! Pequena flor do campo!
Abraça-me e encanta-me com os teus versos,
Só que desta maneira:
– “Tu és o meu amor,
Tu és tudo pra mim,
Eu quero sempre te querer, meu amor,
Tu és tudo pra mim…”

II
Não sei se me apaixonei pelo verão
Que me trouxe a ti,
Ou, se pelos teus laços de seda carmim!!!
Só sei que estou aqui,
Sentindo teus lábios, e tuas mão em mim…
E num sussurrar de meiguice, disse:
-“Engraçado que entre nós
Não foi dito “ERA UMA VEZ…!”
E nem vão dizer meu amor,
Na minha conta 1 + 1 igual a 3!

III
A árvores se agitavam no campos,
E confesso que fiquei com medo,
Não que tivesse medo do tempo. Não!
Mas o que me preocupava, é que na tardinha
Minha amada teimosa, se arrumou jeitosa com é,
Tomou um banho gostoso,
e com seu vestido longo de xadrez miúdo,
(aquele do primeiro encontro!).
passou um lápis nos olhos e foi comprar
algo mais, pra fazer uns quitutes, para mim!
Ela chegou bem perto, me mordiscou a orelha,
E me disse: -“me espera, que já volto!”
To bem cuidado, e sonho acordado,
Que de uma vez por todas,
Tenho que mudar minhas atitudes!
E ela não voltou…

(Mai: 12, 2001)

Perfumes ao Vento (ou Rastros de Adeus) I

Posted in Crônicas, Pensamentos, Poemas, Poesia on 3 de janeiro de 2008 by Prof Gasparetto

OS ZÉFIROS

I
Vinhas ao meu encontro pelas manhãs
E me beijavas o rosto com um bom dia…
– O café está pronto!
Eu ia correndo, com todas as emoções
Que podia sentir:
Um olhar, um abraço e um beijo capuccino!
Ela virou-se, e me deu mais um beijo,
Só que de saudade!

II
À tarde, pelas caminhadas, com suor e cansaço,
Lavei meu corpo no rio…
O vento carregava folhas secas e
A minha roupa se secava ao vento:
Tua carta, quebradiça de tantas leituras,
Havia partido com o vento!
E no meu bolso apenas, uma metade
Dos teus sentimentos!

III
Meu quarto, cheiroso e arrumado,
Trazias-me o silêncio dos teus olhos marejados!
Quanto tempo a esperar por ti?
A noite se derrama sobre a minha casa,
O vento batendo na janela
E eu, cansado por um dia,
Lendo metade de ti!

(Mai: 11, 2001)

Andanças ao Vento II

Posted in Crônicas, Pensamentos, Poemas, Poesia on 3 de janeiro de 2008 by Prof Gasparetto

(A Batalha)

pegou sua armadura qual soldado íntegro
sua espada companheira escreveu história…
e pelas pradarias cavalgou num ímpeto
que terminasse logo a coleção de jóias!

Feriram-lhe o peito com u’a flecha súbita

No alforge uma mensagem que continha sílabas,
O campo de batalha pode ser a última,
O amor já tão distante parecendo vítima!

Assim sua batalha não consome a ética,
Fragilizou nações ferindo os românticos
E todavia a marcha continua estática!

Arremessando medos, em olhares sádicos,
Castelos de areia e senhores pálidos
Não sabem que o amor só vence por ser único!

(Out: 11, 2003)

Humanimalidadez V

Posted in Crônicas, Pensamentos, Poemas, Poesia on 3 de janeiro de 2008 by Prof Gasparetto

A Massa Corrida:

Quem tem maior poder resgate logo a ética,
O mundo se tornou inútil matemática
Quem vive mais de 100 no solo da América?
A sociedade julga como problemática!

Indústrias vão varrendo tudo o que não presta,
As raças vão perdendo num processo químico,
A identidade e a honra nunca se emprestam,
Por que os governantes se tornaram céticos?

Há vidas nos porões desse planeta estábulo,
Que vivem dos farelos, doses homeopáticas,
As messalinas dançam , vendem seus coágulos,
Como se fossem

Quem poderia estar mudando este cenário,
Que traz a incompetência de maneira lógica?
Que fazem das pocilgas um grande plenário,
Articulando leis bebendo suas vodkas!

(Dez: 21, 2007)

Humanimalidadez IV

Posted in Crônicas, Pensamentos, Poemas, Poesia on 3 de janeiro de 2008 by Prof Gasparetto

A Multiplicação:

A guerra começou já nesse novo século,
A comunicação agora é bomba atômica,
Que invade as tvs num viciado círculo;
E os jornais publicam como coisa crônica!

Não tem quem não resista neste mundo cômico,
O povo tem noticias como espetáculos,
Se tornam miseráveis legiões em ônibus,
Vão ruminando fúrias sem manter diálogos!

A prole fabricada num futuro tétrico
Invadirão mercados procurando o básico,
Não basta censurar envenenando o bélico,
Se a prole se alimenta produtos fálicos!

Quem sabe o amanhã os animais governem,
os homens que se mostram com poder insano!
A regra é viver! Que social se tornem!
Os ímpios morrerão, só restarão humanos!

(Dez: 16, 2007)