A Iconoclastia:
Que caia a babilônia dizendo-se atriz,
Com seus amantes tenta construir impérios,
Mas quem conhece sabe que esta meretriz,
Escolhe a nobreza e o alto clero!
Abelhas operárias construindo indústrias,
O homem tão otário acha-se homérico,
Que suas artimanhas o seu mal rebusca,
Vai derretendo as asas num licor colérico!
Formigas trabalhando num consenso único,
A sociedade toda vai ficando trágica,
Vai percebendo (que) o pobre sempre foi o último,
Vai convivendo (com) o básico de forma prática!
As novas gerações adoram muitos símbolos,
E cantam as canções, não sabem uma vírgula:
Se prostram virtuais às sombras desses ídolos,
Vão costurando paz com u’a vida ridícula!
(Dez: 08, 2007)