Archive for the Poemas Category

Humanimalidadez III

Posted in Crônicas, Pensamentos, Poemas, Poesia on 3 de janeiro de 2008 by Prof Gasparetto

A Iconoclastia:

Que caia a babilônia dizendo-se atriz,
Com seus amantes tenta construir impérios,
Mas quem conhece sabe que esta meretriz,
Escolhe a nobreza e o alto clero!

Abelhas operárias construindo indústrias,
O homem tão otário acha-se homérico,
Que suas artimanhas o seu mal rebusca,
Vai derretendo as asas num licor colérico!

Formigas trabalhando num consenso único,
A sociedade toda vai ficando trágica,
Vai percebendo (que) o pobre sempre foi o último,
Vai convivendo (com) o básico de forma prática!

As novas gerações adoram muitos símbolos,
E cantam as canções, não sabem uma vírgula:
Se prostram virtuais às sombras desses ídolos,
Vão costurando paz com u’a vida ridícula!

(Dez: 08, 2007)

Humanimalidadez II

Posted in Crônicas, Pensamentos, Poemas, Poesia on 3 de janeiro de 2008 by Prof Gasparetto

A Primitivez:

Se minha geração concorda magnífico,
Se toda geração só gira matemática:
Que todos os eleitos não sejam satíricos,
E se humilhem à vida esperando mágicas!

Que a humanidade toda prostresse no lodo,
E mostrem pros seus filhos que estão teimando…
A natureza humana precisa de um troco,
Pra rebaixar orgulho que vive reinando!

Um dia a natureza mostrará indigna:
O que estão fazendo é algo desumano;
Vão dizimando toda sociedade indígena,
Quando se manifestam por serem hermanos!

A fúria partidária não quer mais política,
Tratando tanta gente com teor de estábulo,
O seu poder retorna em norma paleolítica,
Dilacerando um sonho em mero espetáculo!

(Dez: 07, 2007)

Humanimalidadez I

Posted in Crônicas, Pensamentos, Poemas, Poesia on 3 de janeiro de 2008 by Prof Gasparetto

A Mais-Valia:

Libélulas dançantes, pirilampos lúdicos,
Cigarras orquestrando o seu coro lírico,
Formigas trabalhando num consenso único,
Não visam vãs fortunas neste mundo cínico!

Abelhas operárias construindo indústrias,
Carregam suas forças num sentido empírico,
Gracejam doce mel de natureza lúdica,
Jardins são derrubados pelo “homo criticus”!

São peixes se afogando num mar petrolífero,
Despejam-se abortos na cadeia aquática,
Medalhas e estrelas num peito honorífico,
Se orgulham da façanha por serem a prática!

Das mãos dos infelizes seus leais engodos,
O féretro é igual com luto e com pranto…
A corte marcial, tem convidado a todos,
Que a vida não tem preço, e se tiver é quanto?

(Dez: 04, 2007)

Dieimis ou Esty (Seriado)

Posted in Crônicas, Pensamentos, Poemas, Poesia on 3 de janeiro de 2008 by Prof Gasparetto

Asfalto imáculo de trilhos
Estado ajoelhado em balas de prata,
Provam dos teus trens!
Ao longo policiado sol febril
De percianas estendidas em missões secretas
E novas cenas…
Tudo em volta senhas!
Secretos olhos atadaos num vagão eferográfico,
Ficam pesados em desvendar
Um próximo capítulo!
O sinal está tão próximo que vasculhas
Com todas as folhas
Em investigações humanas, que terminam
Cruzando pelos semáforos da rodovia inacabada:
Que crime não compensa!

São pontos que vem pelo telégrafo,
Pelos eternos códigos,
Enfermos pobres,
Pelos extremus modus,
Pelos Artemus Gordon!

(Jun: 17,1983)

Diários

Posted in Crônicas, Pensamentos, Poemas, Poesia on 3 de janeiro de 2008 by Prof Gasparetto

Como estão os teus diários?
Telefones ocupados?!
A tua agenda está completa?
Deixo apenas um recado:
Por favor minhas gravatas!
Me devolva por favor!
Quero os meus carnês quitados…
… nome sujo é passado!

Sobre o jantar de ontem,
O garçom veio dizer
Que o cartão ta bloqueado!

E o maitre quer saber
De quem é o celular??
Desta vez não tem desculpas:
Roupa suja é pra lavar!
Tudo bem, já levei multa!!!

Por favor minhas gravatas
Pra mim são importantes!
Assim como aprecias
Lavar prato em restaurante!

(Mar: 22, 2000)