Archive for the Poemas Category

Almacídio: Sonho dos Inocentes

Posted in Crônicas, Pensamentos, Poemas, Poesia on 3 de janeiro de 2008 by Prof Gasparetto

(à Carlos Marighela)

Sonhava num quarto, com binóculos na janela
E por meses realizava seus jejuns…
Empardecia seu judiado rosto.

Era a primeira vez!

Um dos últimos a saber
Era uma rebelião caótica
Que peregrinavam nas imediações!

Cogitavam ameaças substantivas
Num tanto temos que fervilhavam
Túnicas, togas
Num mel partidário de discórdias e ideologias…

Docemente gritou:
-“Quem?”

era a primeira vez.

Única vez que se retalhava nu
Diante da vergonha!

Alcovas intelectuais,
Iscariotes ambulantes disfarçavam-se de discípulos.

Tocaias?
Emboscadas?
Gólgotas urbanas dos desvalidos
Marcados por bandidos mercantis…
Choros Brutus infantis!

Era a última vez!
Uma última ceia!
Última cela!

Seu nome?
-“Não importa agora!”

quem assina?
-“…”

-“A propósito:
marquemos nosso encontro
na próxima esquina!”

(Jun: 07, 1982)

Veja Painel: Vidas Vividas

Úmida Solidão

Posted in Artes, Crônicas, Pensamentos, Poemas on 28 de dezembro de 2007 by Prof Gasparetto

Solidão…

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… por quê?

(Out: 01, 2002)

Diários

Posted in Crônicas, Pensamentos, Poemas, Poesia on 28 de dezembro de 2007 by Prof Gasparetto

Como estão os teus diários?
Telefones ocupados?!
A tua agenda está completa?
Deixo apenas um recado:

Por favor minhas gravatas!
Me devolva por favor!
Quero os meus carnês quitados…
… nome sujo é passado!

Sobre o jantar de ontem,
O garçom veio dizer
Que o cartão ta bloqueado!

E o maitre quer saber
De quem é o celular??
Desta vez não tem desculpas:
Roupa suja é pra lavar!
Tudo bem, já levei multa!!!

Por favor minhas gravatas
Pra mim são importantes!
Assim como aprecias
Lavar prato em restaurante!

(Mar: 22, 2000)

Andanças ao Vento I

Posted in Crônicas, Pensamentos, Poemas, Poesia on 28 de dezembro de 2007 by Prof Gasparetto

(A Bela e a Flecha)

Ventava bem forte…
Mensagem na mão,
Castelo do norte
Criava canção!

Nascias da luz,
Um jogo de velas
Com olhos azuis
Pensava na Bela!

Querendo de longe
Gritar seu poema,
U’a flecha certeira
Cravou em seu peito!
Talvez por engano!!!
Talvez por desejos!!!

Sua amada de longe
Não leu a mensagem
Que era pra hoje:
A paixão de um beijo…

Ventava minuano,
E Bela, a princesa,
Tinha com certeza
Que aquela mensagem
Continha verdades
Dizendo: te amo!

(Out: 08, 2003)

Manifestos Verbais

Posted in Crônicas, Pensamentos, Poemas, Poesia on 27 de dezembro de 2007 by Prof Gasparetto

Deus está em todas as partes?

Nas galerias dos artistas? Ou nas obras de arte?

Nas Muralhas da China? Ou nos Baluartes?

Nos planetas distantes,? Ou nos céus de Marte?

Nas inquisições, nos martírios? Ou na voz dos mártires?

Nas teorias, nas vãs filosofias? Ou nas práxis?

Nos outeiros, nos vales? Ou nos pontos de táxis?

Nos outorgantes escribas e seus pares? Ou nas frases que estão escritas nas lápides?

Nos Césares, nos Alexandres, nos gládios? Ou nos Napolões Bonapartes?

Nas sinagogas, nas mesquitas, nos zigurates? Ou nos vendilhões de arremates?

Nas torres, cavalos, reis, rainhas e padres? Ou no sentimento de estar em xeque-mate?

Na mídia, na Internet, satélites, celulares? Ou em todo sistema que cria encartes?

Nas adagas, nos canhões, fragatas e espaçonaves? Ou está também nos bacamartes?

Nos temas, nas políticas, nos nós que não desatam: ou num sôfrego perplexo debate?

No sono, nas insônias, nas madrugadas de trastes? Ou em todas as manhãs e tardes?

No “Tratado das Paixões da Alma” de René Descartes? Ou nas “Cartas Sobre a Itália” de Carlos Duparty?

Nas campanhas do Capitão Elisafate? Ou no súbitos silêncios dos enfartes?

Nas PUCs, Federais, Oxford, Cambridge, particulares? Ou em todas as escola de ensino grátis?

Nos governos de Reagan, de Bush, de Saddam, de Jimmy Carter? Ou nos blues de B.B. King, nas letras de Sting e Paul McCartney?

Na solidão, nos corredores vazios hospitalares? Ou nos temporais, abalos sísmicos, e Tsunamis?

Na musa inesquecível Cardinale? Ou nos festivais de Elis, Vandré, MPB4 e Buarque?

Na Tomada de Bastilha? Ou no Tratado de Versalhes?

Nos mestres acadêmicos da Escola de Sagres? Ou na revelação congregada em Sardes?

No “Leviatã” de Thomas Hobbes? Ou n“O Príncipe” de Maquiavel dos nobres?

Na visão de Costa Gravas, na inspiração de Morricone? Ou nas “Riquezas das Nações” do inglês John Maynard (Keynes)?

Nas teses de Lutero, no pacifista Luther King? Ou na jovem heroína Joana D’Arc?

Nos Quatro Cavaleiros do Apocalipse, Manto Sagrado? Ou nas entrelinhas do clássico Quo Vadis?

Nos romances “A Náusea”, “Nos caminhos da Liberdade”? ou nos dramas “Porta Fechada” e “As mãos Sujas” de Sartre?

No campos de Auschwitz , Pinochet, Sukarno, Kadafi, Osama Bin Laden? Ou na França, nos vitrais e retratos (esculpidos) na cidade de Chartres?

Na gloria de Francisco Barreto de Meneses contra os holandeses na Batalha de Guararapes? Ou na Cabanagem, nos Farrapos, Balaiada, Sabinada e Mascates?

Nas entrelinhas dos poetas, nos sonetos, nos destaques? Ou nas imperfeições de estilo escritos na Comédia Humana de Balzac?

Na Grande Depressão de 29; nas Bombas de Hiroshima e Nagazaki? Ou nas chuvas de mísseis sobre o Iraque?

No World Trade Center no coração da cidade? Ou nas água magoadas de insanos kamikazes?

No Duce amargo que na tristeza a Itália invade? Ou na Paz Armada da Entente Cordiale?

Deus para mim, é o princípio de tudo: é a letra “A “!
Deus para mim, é o fim de tudo: é a letra “Z”!
Para mim é Jeová”!
E pra você?

(Set: 09, 2004)