Archive for the Poemas Category

AZ 3 MARIAZ

Posted in Crônicas, Pensamentos, Poemas, Poesia on 27 de dezembro de 2007 by Prof Gasparetto

(AZ 3 MARIAZ              ou                   A.Z. MARIAZ ZAIRAM Z.A.)

ALBA, ALAIDE, ANTÔNIA

Trouxeste-me toda formosura nas canções.
Arranquei estrelas nas noites pra te dar!
Fiz o que pude!
Ensinaste-me a dançar,
E a tocar alaúde, a ser poeta!

Mas não te ensinei a AMAR!

BRANCA, BONITA, (BENAZIR), BENEDITA

Por entre os orvalhos meditamos
Muitas pétalas,
Fomos cientistas dos astros,
Exploradores dos perfumes…
Tuas prosas são mananciais jorrando em mim
Bendizeres…
Ensinaste-me bem das tuas fontes!

Mas não te ensinei a AMAR!

CRUZ, CRISTINA, CLEMENTINA

Quantas vezes supliquei aos céus
Que me perdoasses… meus erros, meus enganos,
Meus pecados…
E tu, olhos castanhos amendoados,
Me dizias: TA PERDOADO!
E eu voltava a pecar
Como se fosse um viciado!
Por tantas clemências, aprendi!

Mas não te ensinei a AMAR!

DAYSI, (DALYLA), DOLORES, DORALICE

Lembrasse dos caminhos que tomamos?
Dissestes-me: PEGUEMOS UM ATALHO!
E lá fomos, cheios dos quereres noturnos,
Das construções de mundos e maravilhas…
Então sussurrastes pacienciosa:
DORAVANTE, ÉS MEU AMANTE!

Mas não te ensinei a AMAR!

ÉLIDA, EMÍLIA, ETELVINA

Que belo corpo flamenco
Tenho em meus braços!
Me criastes teatros, gestos, peças,
Atores, sapateados, palcos
E elencos…
Anfiteatros!
Criatura de sangue e areia!
Ensinaste-me a decorar-te!

Mas não te ensinei a AMAR!

FÁTIMA, (FERNANDA), FRANCISCA, FILOMENA

Preciosas mãos e de beijinhos tão doces!
Cabelos de anjo!
Beijei-te em pleno céu de brigadeiro…
Fiz parte do teu mundo suave
E encantador e de encantador quindim!
Ofereceste-me os melhores ingredientes da vida!

Mas não te ensinei a AMAR!

GRAÇA, GENIRA, GENOVEVA

Mulher encantadora entre as flores,
Delicada por natureza e de estações precisas!
Corpo tropical sereno, cai em tua presa…
E tempos depois
Deste-me a soltura…

Mas não te ensinei a AMAR!

HILDA, HAMARYZ, HILDALETE

Teu coração campesino invadiu
O meu feito posseiro!
E por cinco anos inteiros,
Requerestes usucapião sobre mim!
E este lavrador e peão apaixonado
Conheceu de ti as boas colheitas!
Alforriei-me em outras fronteiras,
Como cigano sem terras!

Mas não te ensinei a AMAR!

ÍTALA, IRIANA, ISOLETE

Chove como chove em meus choros!
Me semeastes brandura,
A remover as ervas-daninhas,
As ataduras… os absurdos!
Me isolei por trás das chuvas
E acabei te isolando!

Mas não te ensinei a AMAR!

JULIA, JAMYRA, JANUÁRIA

Longas tranças de amêndoas,
Provocavam ciúmes e soslaios carentes,
E tuas mãos roçavam meus sonhos,
E teus beijos justificavam o querer mais…

Mas não te ensinei a AMAR!

KARMEN,KARINE, KAROLINE

O gelo desliza em meu peito,
Na malícia do teu olhar de Líbano!
Navego em teu mediterrâneo,
Com minhas frotas, procurando me ancorar em teu cáis!
Teus cabelos úmidos ao vento me dizem
Que está na hora de eu partir…
E arrependida do adeus,
Faz içar minhas velas
E sobre elas, como mar revolto,
De sóis e brisas, vai sugando
Minhas brisas como selvagem sereia
E domada ao Porto,
Desmaia em meu corpo!

Mas não te ensinei a AMAR!

LÍDIA, (LEYLA), LORENA, LAURENICE

Li teus recados, teus processos,
Tuas réplicas, teus poemas…
Com todos os direitos, dizias
Que tinhas direito sobre mm!
Pelos banhos, quartos, escadas dos fóruns,
Estacionamentos e praças…
Inda sonhas comigo
como se fosses minha dona…

Mas não te ensinei a AMAR!

MIRTHES, (MELÂNYA), MARYELLA, MARGARETH

Bem-me-quer, mal-me-quer…
Homem, mulher, um jogo apenas!
Vindo das margaridas, pequenas talvez,
Mas com beleza ímpar!
Tu simplesmente foste embora,
Deixando-me a desfolhar margaridas
Sobre teus jardins!

Mas não te ensinei a AMAR!

NÁDIA, NATÁLIA, NATALINA

A porta se abriu num mês de maio,
Um primeiro olhar de querer imediato
Pousou em nós!
E nós nascemos um para o outro,
E tu, me convenceste:
Que devemos nascer a cada instantes!

Mas não te ensinei a AMAR!

OLGA, OLÍVIA, OCYNARA

Te amei como todos os compassos e solfejos,
Tua voz encantadora
E a ópera walkiriana nas ribaltas,
Emocionaram-me depois às escondidas…
Em teu corpo, me convidava a fazer cenas:
Nos bastidores das Belas Artes!

Mas não te ensinei a AMAR!

PERLA, PATRÍCIA, PARECIDA

Tarde?
E me olhaste com suspiros!
Ao tocar tuas mãos tão leves,
Pude ter o privilégio de ter
Encontrado algo distantes, um segredo,
Relevado, um olhar apaixonado de uma tecelã!
Milímetro por milímetro me conheceste entre noites e manhãs!

Mas não te ensinei a AMAR!

QUÉSIA, (QTÂNYA), QUITÉRIA, QUERUBINA

Quando perdi meu sono e na varanda
Meditei por entre as serras,
Senti teus lábios,
Flutuando em meus ombros,
Num arrepio contínuo e angelical,
Me entreguei!
Percebi muitas distâncias entre nós: Céu e Mar!

Mas não te ensinei a AMAR!

RITA, RENATA, (ROZÁLWA), ROSALINDA

Onde estão os teus aromas que me possuíram
Em noites sem abrigo?
Nos labirintos dos teus castelos não tive opções
A não ser seguir teu vulto e me abrigar
Em teu leito!

Mas não te ensinei a AMAR!

SÂMIA, SAMARA, (SAMYRA), SULAMITA

À margem dos rios descansei meu corpo,
Imaginando que lá atrás
Depois de muitas pontes, me enamorei de ti!
Com teu corpo sereno,
Onde os campos foram nossa pousada,
Foram nossos refúgios!
Me enamorei apenas
Com o teu copo moreno,
Com as tuas noites pequenas!

Mas não te ensinei a AMAR!

TÁBATA, TAMIRIZ, (TALITA), TEREZINA

Quem nunca sentiu um luar tão puro,
Daqueles que viajamos até saturno?
Verdade!
Roubei todos os anéis,
Todos os cavalos, todos os verões,
Todos s lençóis, todos os prazeres,
Pra te oferecer
Num dia qualquer do mês de junho!

Mas não te ensinei a AMAR!

ÚRSULA, UHBÂNYA, URSALINA

Beijos de amora nos encontram na estrada,
Próxima à “Porteira do Luar”…
Pirilampos ofuscavam as estrelas do nosso calor,
Emanavam mares e marés,
Tu me beijavas o corpo inteiro, da cabeça aos pés,
E eu era o teu único…

Mas não te ensinei a AMAR!

VÂNIA, VALÊNCIA, VICENTINA

Quando? Não percebes que te amo?
Tu me disseste num telefonema,
Teu travesseiro ficou só ao meu lado!
Teu xampu e tuas cartas estão na gaveta…
… teu chimarrão ficou amargurado!
“Nunca ames, nunca prometas!”

Mas não te ensinei a AMAR!

WILMA, WALMIRYZ, WALKYRIA

O vento uiva e nos arrepiam
Em noites longas de inverno!
Cavalgadas, lareiras, cafés, descansos,
Cochilos e galopes…
O vento cessa-se por um instante.
A lareira escurece-se…
E gosto do café tropeiro fica em nossas bocas…

Mas não te ensinei a AMAR!

XIIHA, XAMEL, (XHIRLEY), XEHRAZADE

Teus dançares, teus corares, teus cetros,
Meus amares, teus luares,
Nossos mitos, os teus cios…
Rios bonitos!
Utensílios prediletos…
Muitos filhos?
Adeus! Imaginei que estava certo!

Mas não te ensinei a AMAR!

YNGRID, , YASMIN, YOLANDA

Por sobre a mesa, meus discos,
Livros, tuas fotos,
Nossas sombras e perfumes
Ficamos estendidos nus num tapete persa,
Disperso na sala de jantar!
De beijo francês à espanhola, nos amamos,
Criamos nosso tango com Astor Piazzola…

Mas não te ensinei a AMAR!

ZÉLIA, (ZAMYRA), ZENILDA, ZEFERINA

Estavas zangadas comigo,
Peguei o barco e o resto das malas,
E atravessei a margem!
E lá estava ainda a ouvir,
O teu coração bater:
Tum-tum, tum-tum, tum-tum…
Acelerado, acelerado estava o meu!
Pulei com todo o medo do mundo…
Pulei! Sabendo que não teria mais retorno!
Pulei por que criei absurdos…
Pulei! Por que roubaram de mim
Meus tronos!
Agora é tarde:

Pois não me ensinaram a nadar!!!

(Jul: 26, 2006)

Natu Nobilis: Palestina Est

Posted in Crônicas, Pensamentos, Poemas, Poesia on 27 de dezembro de 2007 by Prof Gasparetto

Aguerrido no cotidiano, marchei com temerário ardil…
Batoques em meu alforje eram signos de minha beatice!
Cátedra de neófitos transeuntes, fugi das cerimônias
Descontínuas em minhas atitudes desditosas?

Escravo das minhas lidas cheias de escrúpulos?
Fábula de uma inquisição sem dono, sem folguedos…

Gaudemus nossas viagens num coloquial glossário.

Hipócritas! Sim! Hipócritas dos Hipócritas!
Índigo olhar de lápis lázuli que me faz importante:
Jogo-me as teus pés em jactância!

Luzente alma de amor luzidio!

Melancólicos dias são meus dias, Mestra!

Numa mestrança me escondi entre as navalhas
Ouvindo dos rangeres inimigos, orações!

Patrícios! Meus patrícios permitam-me passagem:
Quereis por ventura qualificar-me?
Renoveis vossas centúrias, em ouro em vossas mãos rechearei!

Sentinelas! Acordai dos vossos sonhos!

Tertúlias vos esperam como testemunhas!

Um dia basta para me sentir efêmero (último)!

Vozes! A voz de minha amada vocifera-me!
Zelo por teu solo (corpo) como grão-vizir que te cobre de safiras!

“Sai das trincheiras”,
e fui ao teu encontro,
em nome da Paz!

(Mai: 17, 2007)

Avisos

Posted in Crônicas, Pensamentos, Poemas, Poesia on 26 de dezembro de 2007 by Prof Gasparetto

                                             Então,
                                                    Quando
                                                          Seguirmos
                       ____                                   Realmente
                       ______                                      Um sinal,
   ~~~~~~   É      importante      sabermos    se    é   para  nós
            ~~~~~~ Ou   então,      já       que        temos      a     nossa    voz,
   ~~~~~~   Perguntar     de     repente     ao  mágico  de OZ!
                       ______                                   Que sinal?
                       ____                          Qualquer um?
                                                          Devemos
                                                    Segui-lo?
                                          Quando?

(Fev: 16, 2007)

ABBA’n’DONO : Proibido para Menores

Posted in Crônicas, Pensamentos, Poemas, Poesia on 26 de dezembro de 2007 by Prof Gasparetto

Albergues:
Bastardos
Coiotes!

Divagas
Estados
Fantoches!

Genéricos:
Homéricos
Idiotas!

Julgados:
Letrados
Mascotes!                                                                      Z…

Negados:                                                               z
Ousados                                                          z
Pixotes!                                                      z

Querelas                                             z
Reproches!                                     z

Sonífero z
Terrífico!                                    z

Ultimatum                                z
Verídico!                                  z

Xilocaínas?                            z

                                     z    z
                                                               são todos “marginas”?

                                                    (Jan: 08, 2007)

Desertei tudo em busca de Ti! (Passos na Areia)

Posted in Artes, Poemas, Poesia on 22 de dezembro de 2007 by Prof Gasparetto

Te desenhei pelos desertos,

e tu estavas nas areias e ventos…

as dunas revelavam teu corpo macio

e rastejei-me muitas vezes,

com sede, ou fome, ou sono,

percorri quais abrolhos a buscar tuas florestas,

tuas relvas, teus bosques, teus musks,

teus sândalos…

rastejei-me muitas vezes entre as tempestades,

entre as vaidades me fiz nômade

na esperança de encontrar teus passos!

                                                        

                                                    (Dez:22, 2007)