Archive for the Poemas Category

Bolha de Sabão (que atire a primeira pedra!)

Posted in Crônicas, Escritores, Poemas, Poesia on 21 de dezembro de 2007 by Prof Gasparetto

Era uma gota.                                                       …

uma gotinha apenas.                                                  .

Parecia óleo aos olhos de quem via.                               .

Era densa.                                                                       .

Feito líquido venoso.                                          .

Foi suficiente uma espetada só!              .

Depois um calmante.                                       .

Formou-se a primeira e única gota.          .

Um gota de sabão.                                               .

Foi crescendo cristalina.                                                      .

Tomando conta do espaço.                                                   .

O alfinete era pontiagudo.                                         .

Delicadamente ao alvo.                                           .

Sem querer dizer no vazio.                                                 r

Derramando o único contato com o mundo.               o

Espatifou-se no ar!                                                  p

Além transcendental.                        a

Sua vida agora:       . . .           V 

                                                                 (Mar: 09, 1996)

Quereres

Posted in Crônicas, Escritores, Poemas, Poesia on 21 de dezembro de 2007 by Prof Gasparetto

Queremos teus cantares,
Sonhamos tuas dores,
Sujeitos e atores,
Teatro de horrores!

Ultimatos odores,
Mastigares valores,
Queremos teus olhares,
Tememos teus saberes!

Entreatos e odores,
Queremos teus sabores,
Entreatos julgados:
Nós somos tão perfeitos!

Antes buscamos dos justos:
Valores imperfeitos!

Não somos mais os mesmos:
Partimos dos quereres!

(Jan: 09, 1988)

Último Capítulo – Censura Livre!

Posted in Crônicas, Poemas, Poesia on 21 de dezembro de 2007 by Prof Gasparetto

Tiros
Miras
Gritos
Tiras
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Balas
Soltas
Celas
Sombras
 ________________________________
Erros

Guerras
Cercos
Berros
________________________________
Cenas
Vigas
Penas
Sinas
  ________________________________
Armas
Ermos
Jaulas
Urnas
  ________________________________
Almas
Lamas
Traumas
Tramas
 ________________________________
Morros
Glebas
Morto
Relvas
 ________________________________
Vidas
Velas
Vagas
Cinzas!
________________________________
  26/05/2002

Silábica Mente

Posted in 10 Decassílabos, Crônicas, Pensamentos, Poemas, Poesia on 21 de dezembro de 2007 by Prof Gasparetto

Lamento furtar todo teu ardor,
Havendo chagas no passado meu
Jurei não mais te esculpir no futuro.
Lamento furtar todo teu final!

Meio sonolento, meio sonâmbulo,
Destruo na sarjeta dos remédios
A pílula inocente do amargor:
A sílaba estúpida do adeus!!!

O grito surdo arde na garganta
Poente de adagas e brasões,
Protestam os fados e os leões…

Recalcado como num cenário frio
Soltastes a fera presa que te endividara.
Vasculho entre a razão e o meu choro
Que estou murchando como hipérbole humana
de vazios e esteiras…

Que na velhice junto com os velhos,
Que quando velho se sente jovem
E quando jovem se entende
É porque no pretérito me esculpi
Em furtos e finais
Ervas medicinais e tédios…

… houveram chagas no passado meu?
Jurei não mais te esculpir no futuro?
Futuro?

Perdoem-me! Tenho que ir agora…
… minha gaveta está aberta!

(Abr:09, 1994)

Evocações nº 1

Posted in Crônicas, Poemas, Poesia on 21 de dezembro de 2007 by Prof Gasparetto

Mas quando a lua toda s’enfatia
vai sangrando o céu com tua persona,
vai buscando na íntima mania
teu corpo nu, sereno de vergonha!

Então meu coração, tu dividistes!
como oferenda de mim ao Minguante…
Ouvem-se suspiros! O amor persiste…
… na relva fizemos amor de amantes!
Entoa-se um cântico de choro…

(estes que não se encontra por aí!)
Caminhamos pelas ruas de açaí.
Pois quem evoca o silêncio, se cala!
Calando-se, p’ra se esconder do medo.
Alguém virá socorrê-la um dia…

… um dia, não importa qual segredo!

Metade de nós dois talvez Minguante!
Outra metade já não compreendo!

(Mar: 08, 1997)