Archive for the Poesia Category

Ilha da Fantasia

Posted in 07 Redondilha Maior, Poemas, Poesia on 20 de outubro de 2008 by Prof Gasparetto

Mesmo que eu roube teu beijo
nunca serei teu amante?
Me perco nos meus desejos,
me perco nos teus distantes…

fico a andar pela vida,
queria ser navegante,
mas em teu braços querida
sinto que serei amante!

Basta dizer em qual ilha
que farei um castelo…
o teu olhar me domina
ser teu amante é o que eu mais quero!

Já passa da meia-noite
e um luar se dissipa…
ouço no mar teus açoites:
ouço no ar quanto gritas!

É realmente desejo?
Ou uma façanha da vida?
Quero roubar só um beijo,
ser teu amante querida!

Encontros Marcados

Posted in 00 Livressílabos, Crônicas, Poemas, Poesia on 20 de outubro de 2008 by Prof Gasparetto

A felicidades eu já encontrei!
Por todas as idades
eu te vi passar…

o tempo é prematuro, é presunçoso!

Porto seguro eu te fiz!!!

nas linhas que te escrevi,
as formas quais te descrevi,
se transformaram em paginas
de nossa história…

a sinceridade eu já te demonstrei!
Nas tuas vaidades,
só comemorar!

O mais gostoso de tudo isso
é que a amizade tornou-se forte,
e vejo que não mais preciso
buscar em outros nortes o meu rumo!!!

a simplicidade foi quando te beijei:
e nas ruas da cidade
todos ficaram a nos olhar…

o beijo é tão divino
que digo que é sobrenatural…

andei por todos os mares,
pousei em todas as ilhas,
mas de repente, em todos os olhares
encontrei os teus…

talvez a nona maravilha!
Que pelas idas e vindas
tua paisagem me contemplou!

Talvez a nova sinfonia!
Que me deixou em sintonia
e a tua passagem me encontrou!

Há tantas saudades
que já engavetei…
… folha amareladas de cartas mal-seladas!

A felicidade eu já encontrei:
num coração que bate compassado ao meu!

Saudade do passado?
Já não me importam mais!
Me envelheceram…
me castigaram…
me atiram pedras…

(…)

o tempo é o senhor dos mistérios!
O que será revelado?
Não sei!
Apenas sei, que a felicidade eu encontrei
em você!

Insinuações: últimos atos

Posted in Poemas, Poesia on 20 de outubro de 2008 by Prof Gasparetto

Me traga teus valores
e muitos colares,
que serei só tua…

e numa noite nua,
muitos cachos de uvas,
te direi que és só meu…

faremos dos luares,
os nossos suores
em banhos de espumas!

Domando o teu corpo
me trazendo conforto
te cravar minhas unhas!

E quando estiveres
já pelas paredes,
vou te maltratar!

Com beijos molhados,
morderei de agrado,
o que agora me pertence!

Me traga teus valores
que te darei favos de mel…

quando não mais
valores tiveres,
é hora de partires!

E este sempre será o meu jeito
de sentir!

Pequena Homenagem às Mulheres

Posted in Artes, Pensamentos, Poesia on 27 de setembro de 2008 by Prof Gasparetto

Vidas Endossadas

Posted in 00 Livressílabos, Poemas, Poesia on 19 de setembro de 2008 by Prof Gasparetto

I
Quem quer um amor
que bordado está de cicatrizes
e que há muito tempo
está sobrevivendo?

II
Quem quer um amor
cheio de recortes e lembranças
que ao colar momentos
coleciona muitos medos?

III
Quem quer um amor
que se apagou nos retratos
e ofuscado pelos flashs
está se recolhendo?

IV
Quem quer um amor
que explorou mil motivos
que se explodiu de alegrias
e que hoje está se perdendo?

V
Quem quer um amor
que enfrentou o desconhecido
pra conquistar um grande amor
e iludiu desconhecendo?

VI
Quem quer um amor
que memos em pedaços
sonha em se construir
em mil abraços querendo?

VII
Quem quer um amor
que tantas imperfeições da vida
se lapida por acreditar
que alguém decifre os seus segredos?

VIII
Quem quer um amor
que se aventurou pelas estradas
e percebeu que há tantas jogadas
e emoções tecendo?

IX
Quem quer um amor
que leu nas entrelinhas interesses
e por não querer ser um só pertence,
preferiu sair perdendo?

X
Quem quer um amor
que saiba navegar pelas varandas
palavras e calores tão eternos
e saber enfim o que está acontecendo?

XI
Quem quer um amor
que quando necessita estar presente
esquece do passado tão somente,
que larga tudo e vem correndo?

XII
Quem quer um amor
que as filosofias não entendem,
que a história, e que as letras não compreendem,
e que alguém dissesse simplesmente: “- Eu te entendo!”?