Archive for the Poesia Category

Vidas Prematuras

Posted in 02 Dissílabos, Poesia on 30 de julho de 2008 by Prof Gasparetto

Vivi
Com medo
No tempo
Das horas
afim!

Bebi
Vinhedos
Sem gosto
De vinho
Por fim!

Corri
Meus dedos
No corpo
D’amada
Yasmin!

Perdi
Segredos
Vergonhas
Tão raras
De rir!

Colhi
Teus seios
Maduros
Num sonho
De brim!

Carpi
Levedos
D’um leito
Distante
Pra mim!

Morri
Tão cedo
Pensando
Q’achei
Teu fim!

Supostos Dilemas em Nós Atados! – Parte 3

Posted in Poesia on 30 de julho de 2008 by Prof Gasparetto

III
O que você faria, eu amor:

Se passasse a vida inteira a lhe buscar, você desertaria?
Se o meu beijo lhe trouxesse muitas riquezas, você me aceitaria?
Se os meus dias estão contados e são poucos, você me amaria?
Se a paz fosse eterna entre nós, você guerrearia?
Se o amor fosse tão quente, por que esta guerra fria?
Se tudo o que lhe dei foi a verdade, você me mentiria?
Se fosse seu oásis tão perfeito, com que direito lhe abandonaria?

Me responda, por favor!

Supostos Dilemas em Nós Atados! – Parte 2

Posted in Poesia on 30 de julho de 2008 by Prof Gasparetto

II
O que você faria, eu amor:

Se os quadro que pintei foram só alegorias?
Se cortassem meu coração e vendessem como bijuteria?
Se lhe dissesse que o palhaço sou eu que vive de alegria?
Se eu fosse um pirata caribenho que descobriu sua ilha?
Se todos os oceanos congelassem e maltratassem nossa alma marinha?
Se apenas um olhar parasse o tempo, o seu olhar me olharia?
Se todas as paixões que eu senti não valessem mais que o amor que lhe daria?

Me responda, por favor!!!

Supostos Dilemas em Nós Atados! – Parte 1

Posted in Poesia on 30 de julho de 2008 by Prof Gasparetto

I
O que você faria, eu amor:

Se não me encontrasse mais ao seu lado nas fotografias?
Se eu fosse peão no xadrez e você minha adversária rainha?
Se eu seqüestrasse o mundo e violasse sua geografia?
Se eu fosse espião das S/A, e não ser da sua CIA?
Se eu declarasse a moratória em todas as Casas Bahia?
Se eu lhe disse a verdade que um dia morei em Bastilha?
Se eu confessasse que quebrei o esquadro que demarcou Tordesilhas?

Me responda, por favor!

Entardecer de Pétalas III

Posted in 12 Alexandrinos, Poesia on 30 de julho de 2008 by Prof Gasparetto

III Mercador de Sonhos

E vejo em tua face, oh amada minha,
Resplandecendo em mim, sonatas ao luar!
Pudera eu contar pra ti das minhas sinas,
Quando criei bazares, foi pra t’encontrar…

Não pude perceber que me miravas longe,
Embora na distância eu sempre te amava!
Já vendi muitos passados para viver o hoje,
Porém não garanti que no futuro estavas!

Se este sol distante te bronzeia a pele,
O meu olhar fulgura a te despir tão séria…
O sol não é tão quente oh minha doce bela,
Quanto os meus amores que sempre te revelam!!

As lágrimas me agridem ofuscando em tela
A tua bela imagem que a arte explora!
Quem julga ser tão só, perdido em plena guerra?
Não sabe o que é o amor d’uma bela senhora!

Eu sinto que morri, mais foi só um engano,
Sentindo em teu olhar a fúria de um Mar Grego…
Que queres que eu te diga: que mudei meus planos?
Ser teu o mercador, o teu eterno emprego?

Que queres que eu te diga: q’estou aprisionado?
Que pelas caravanas somos dois estranhos?
Não fujo mais de ti agora acorrentado…
Ou queres que eu veleje em outros oceanos?

Que falta tu me fazes quando dos encontros,
Sem ter aquela paz que vinha ao meu conforto!
Declaro tudo enfim: seremos nós dois monstros?
Ou feitos dois amores que julgamos soltos?