Arquivo para 3 de janeiro de 2008

Perfumes ao Vento (ou Rastros de Adeus) III

Posted in Crônicas, Pensamentos, Poemas, Poesia on 3 de janeiro de 2008 by Prof Gasparetto

III – OS VINHEDOS 

I
Fotografias afinal , são pra recordar!
Tive a sensação de voltar no tempo
E sentir a brisa em meu rosto
Do teu cabelo avermelhado ao vento,
E quando adivinhavas meus gostos,

Minhas rimas…

(…)
Quando vinhas com teu corpo suado
De encontro ao meu,
E me torturavas com tua boca de cereja,
Pele de maçã e de inebriante beijo telúrico!

                                 (…)
           Olhava-me mansamente
             E como seqüestradora
        Pedia resgates infalíveis:
   -“Me amas como me amastes?!”

II
A serra do mar nos convidava
Para um ensaio pecador…
Corrias todos os campos e em meu corpo
Se embebedava de sonhos!
Criei sombras em teus retratos,
E pelos nossos quartos campestres,
Escondias teu amor por mim,
Mas eram segredos,
Eram cavernas,
Que quando encontrei mulher,
Me julguei primitivo
Pelos teus anseios!

III
Adoecemos juntos em nossas camas,
Por mim, uma paixão febril sem medos,
Por ti, águas termais, paixão em chamas…
Embriaguei-me pelos teus vinhedos,
E tu ainda me invades
Enquanto amas!
Click! Click!
Fotografias afinal , são pra recordar!

(Mai: 15, 2001)

Perfumes ao Vento (ou Rastros de Adeus) II

Posted in Crônicas, Pensamentos, Poemas, Poesia on 3 de janeiro de 2008 by Prof Gasparetto

II – O XADREZ

I
Oh! Pequena flor do campo!
Abraça-me e encanta-me com os teus versos:
– “Tu és o meu amor,
Tu és tudo pra mim,
Só não te quero perder, meu amor,
Tu és tudo pra mim…”
E ficava a meditar: por quê?
Ficava te observando pelas janelas,
Pelas varandas compridas de nossa casa,
Que esplendoroso motivo tenho mais pra se viver?!
Oh! Pequena flor do campo!
Abraça-me e encanta-me com os teus versos,
Só que desta maneira:
– “Tu és o meu amor,
Tu és tudo pra mim,
Eu quero sempre te querer, meu amor,
Tu és tudo pra mim…”

II
Não sei se me apaixonei pelo verão
Que me trouxe a ti,
Ou, se pelos teus laços de seda carmim!!!
Só sei que estou aqui,
Sentindo teus lábios, e tuas mão em mim…
E num sussurrar de meiguice, disse:
-“Engraçado que entre nós
Não foi dito “ERA UMA VEZ…!”
E nem vão dizer meu amor,
Na minha conta 1 + 1 igual a 3!

III
A árvores se agitavam no campos,
E confesso que fiquei com medo,
Não que tivesse medo do tempo. Não!
Mas o que me preocupava, é que na tardinha
Minha amada teimosa, se arrumou jeitosa com é,
Tomou um banho gostoso,
e com seu vestido longo de xadrez miúdo,
(aquele do primeiro encontro!).
passou um lápis nos olhos e foi comprar
algo mais, pra fazer uns quitutes, para mim!
Ela chegou bem perto, me mordiscou a orelha,
E me disse: -“me espera, que já volto!”
To bem cuidado, e sonho acordado,
Que de uma vez por todas,
Tenho que mudar minhas atitudes!
E ela não voltou…

(Mai: 12, 2001)

Perfumes ao Vento (ou Rastros de Adeus) I

Posted in Crônicas, Pensamentos, Poemas, Poesia on 3 de janeiro de 2008 by Prof Gasparetto

OS ZÉFIROS

I
Vinhas ao meu encontro pelas manhãs
E me beijavas o rosto com um bom dia…
– O café está pronto!
Eu ia correndo, com todas as emoções
Que podia sentir:
Um olhar, um abraço e um beijo capuccino!
Ela virou-se, e me deu mais um beijo,
Só que de saudade!

II
À tarde, pelas caminhadas, com suor e cansaço,
Lavei meu corpo no rio…
O vento carregava folhas secas e
A minha roupa se secava ao vento:
Tua carta, quebradiça de tantas leituras,
Havia partido com o vento!
E no meu bolso apenas, uma metade
Dos teus sentimentos!

III
Meu quarto, cheiroso e arrumado,
Trazias-me o silêncio dos teus olhos marejados!
Quanto tempo a esperar por ti?
A noite se derrama sobre a minha casa,
O vento batendo na janela
E eu, cansado por um dia,
Lendo metade de ti!

(Mai: 11, 2001)

Andanças ao Vento II

Posted in Crônicas, Pensamentos, Poemas, Poesia on 3 de janeiro de 2008 by Prof Gasparetto

(A Batalha)

pegou sua armadura qual soldado íntegro
sua espada companheira escreveu história…
e pelas pradarias cavalgou num ímpeto
que terminasse logo a coleção de jóias!

Feriram-lhe o peito com u’a flecha súbita

No alforge uma mensagem que continha sílabas,
O campo de batalha pode ser a última,
O amor já tão distante parecendo vítima!

Assim sua batalha não consome a ética,
Fragilizou nações ferindo os românticos
E todavia a marcha continua estática!

Arremessando medos, em olhares sádicos,
Castelos de areia e senhores pálidos
Não sabem que o amor só vence por ser único!

(Out: 11, 2003)

Humanimalidadez V

Posted in Crônicas, Pensamentos, Poemas, Poesia on 3 de janeiro de 2008 by Prof Gasparetto

A Massa Corrida:

Quem tem maior poder resgate logo a ética,
O mundo se tornou inútil matemática
Quem vive mais de 100 no solo da América?
A sociedade julga como problemática!

Indústrias vão varrendo tudo o que não presta,
As raças vão perdendo num processo químico,
A identidade e a honra nunca se emprestam,
Por que os governantes se tornaram céticos?

Há vidas nos porões desse planeta estábulo,
Que vivem dos farelos, doses homeopáticas,
As messalinas dançam , vendem seus coágulos,
Como se fossem

Quem poderia estar mudando este cenário,
Que traz a incompetência de maneira lógica?
Que fazem das pocilgas um grande plenário,
Articulando leis bebendo suas vodkas!

(Dez: 21, 2007)