Arquivo para 22 de janeiro de 2008

Minhas Verdades

Posted in Coleção - Acróstico Clássico, Coleção - Esboços Poéticos, Coleção - Pensamentos & Reflexóes, Coleção - Poemas, Métricas em 12 Alexandrinos on 22 de janeiro de 2008 by Prof Gasparetto

uma revisita à Palavras Sem Sentido

Aos poucos atravesso oceanos líricos

Navego numa história de poesias clássicas
Ouvindo teus chamados de cantares lindos
Sonatas e sonetos num acorde único
São únicos poemas que me trazem lúdico
Aos poucos atravesso infinitas músicas…

Verdades que me dizem de maneiras bárbaras
Denotam a sutiliza de amar em público
Entrego-te um pouco da loucura minha
Reservo-me o direito de andar nas nuvens
Andando nas calçadas sinto teu aroma
Diante do teu mar um grão de areia sou
Entregues-me um pouco deste mar telúrico…

Entregues-me um pouco deste sal homérico…

Aos poucos atravesso os teus planos místicos
Louvando nas palavras meu sentido crítico
Irei nas correntezas a buscar teu vulto!
Negaste-me noturnos, tantas árias deste-me,
Entregues-me um pouco deste corpo sísmico!

Lavando minha alma com tu’alma estética
Inovo meus quereres te amando enfim
Molhando no meu corpo teu olhar em mim
A única verdade seja dita: eu te amo!

(Jan: 22, 2008)

James Taylor – You’ve Got A Friend ’71:

Traços de Mulher (Tango Perfumado)

Posted in Coleção - Crônicas, Coleção - Esboços Poéticos, Coleção - Pensamentos & Reflexóes, Coleção - Poemas on 22 de janeiro de 2008 by Prof Gasparetto

Perfume raro!                               Fragrância rara!
Ah! Tuas noites!                       Ah! Teus sonhares!
Me sondas noturnamente,  trata-me com zelo…
Não me deixas ir…              … indo, quando voltarei?
Manhãs parecem longas…    manhãs são tuas costas
Ao beijar-te me encontro!       Ah! Manhãs…

Seguras minhas mãos…           Ah! Tuas mãos!
Não fico triste.                          Pergunto a ti:
Amaste-me ontem?               Amas-me hoje?
Qual o teu perfume ?           Revela-me teu corpo, por favor…
…não pela metade!             Entregues meu coração
que sussurra ao frio…         calor necessito!
Imploro-te calor                      Imploro-te amor!
Não negues a porta…                  deito em tua boca
Um beijo insaciável do desejo! Aquele que me tomaste um dia!

Grito às fragrâncias… …          Todos os perfumes que me escutem:
A minha musa, onde estás? Articulas palavras sem sentido?
Não! Se tenho rascunhos,     reino em teu reino!
Se dialogo com o vento,         dialogo com os caminhos,
As folhas caem, ventos            e pensamentos se seguem…
Não mais as lágrimas!             Longe estão os caminhos perdidos…
Perto estão as varandas…        lentamente o perfume teu se dissipa…
Ambientando meus pensares, imaginando as tuas raridades de mujer!

(Jan: 20, 2008)