I
Quando vou te ver
Sem me esconder
Como pessoa cativa?II
Vestes a saudade,
Nesta mocidade,
De querer só me querer!
III
Quero demonstrar
Pelo nosso amar
Que tu podes ser só minha!
IV
As minhas palavras
Só te deixam salvas
Tornando-te tão querida…
V
No querer podemos
Todos os segredos
Como se revela a vida!
VI
Se vivermos sós
Vem da nossa voz
Um grito de despedida?
VII
No adeus somente
Plantam-se sementes
De uma saudade partida…
VIII
Parte-se o amor
Crava-se a dor
Duma explosão contida!
IX
Contém de nós dois,
Antes e depois
Uma situação varrida?
X
Se sofrer amor
Recolhes a dor,
Em toda alm’invadida!
XI
Invade teu corpo
Com todo meu sopro
Buscando curar feridas…
XII
Me feres com um canto,
Trazendo-me espanto
Quando não encontro saída!(Dez: 01, 2007)
Arquivo para 3 de janeiro de 2008
Sublime Noturno nº 1: a espera!
Posted in Crônicas, Pensamentos, Poemas, Poesia on 3 de janeiro de 2008 by Prof GasparettoAlmacídio: Sonho dos Inocentes
Posted in Crônicas, Pensamentos, Poemas, Poesia on 3 de janeiro de 2008 by Prof Gasparetto(à Carlos Marighela)
Sonhava num quarto, com binóculos na janela
E por meses realizava seus jejuns…
Empardecia seu judiado rosto.
Era a primeira vez!
Um dos últimos a saber
Era uma rebelião caótica
Que peregrinavam nas imediações!
Cogitavam ameaças substantivas
Num tanto temos que fervilhavam
Túnicas, togas
Num mel partidário de discórdias e ideologias…
Docemente gritou:
-“Quem?”
era a primeira vez.
Única vez que se retalhava nu
Diante da vergonha!
Alcovas intelectuais,
Iscariotes ambulantes disfarçavam-se de discípulos.
Tocaias?
Emboscadas?
Gólgotas urbanas dos desvalidos
Marcados por bandidos mercantis…
Choros Brutus infantis!
Era a última vez!
Uma última ceia!
Última cela!
Seu nome?
-“Não importa agora!”
quem assina?
-“…”
-“A propósito:
marquemos nosso encontro
na próxima esquina!”
(Jun: 07, 1982)
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