Perfumes ao Vento (ou Rastros de Adeus) III

III – OS VINHEDOS 

I
Fotografias afinal , são pra recordar!
Tive a sensação de voltar no tempo
E sentir a brisa em meu rosto
Do teu cabelo avermelhado ao vento,
E quando adivinhavas meus gostos,

Minhas rimas…

(…)
Quando vinhas com teu corpo suado
De encontro ao meu,
E me torturavas com tua boca de cereja,
Pele de maçã e de inebriante beijo telúrico!

                                 (…)
           Olhava-me mansamente
             E como seqüestradora
        Pedia resgates infalíveis:
   -“Me amas como me amastes?!”

II
A serra do mar nos convidava
Para um ensaio pecador…
Corrias todos os campos e em meu corpo
Se embebedava de sonhos!
Criei sombras em teus retratos,
E pelos nossos quartos campestres,
Escondias teu amor por mim,
Mas eram segredos,
Eram cavernas,
Que quando encontrei mulher,
Me julguei primitivo
Pelos teus anseios!

III
Adoecemos juntos em nossas camas,
Por mim, uma paixão febril sem medos,
Por ti, águas termais, paixão em chamas…
Embriaguei-me pelos teus vinhedos,
E tu ainda me invades
Enquanto amas!
Click! Click!
Fotografias afinal , são pra recordar!

(Mai: 15, 2001)

2 Respostas to “Perfumes ao Vento (ou Rastros de Adeus) III”

  1. Mais que recordar, é reviver…a foto aprisiona um momento fulgaz que nao voltaria mais…genial!

  2. Deixo aqui o meu solene protesto: no dia de hoje, nenhuma postagem?

    O autor acostuma mal seus leitores com postagens diárias e depois os abandona?

    Muito cruel isso 😉

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