Arquivo para 9 de janeiro de 2008

Mea Culpa

Posted in Crônicas, Pensamentos, Poemas, Poesia on 9 de janeiro de 2008 by Prof Gasparetto

visitando http://dai.lendo.org 

(…)tração, atração?
(…)ação, reação? coração?
(…)doar, perdoar? atordoar?
(…)mar, amar? remar? teimar? somar?
(…)seios, anseios? passeios?
(…)mãos, irmãos?
(…)gestos, indigestos?
(…)lavras, palavras?
(…)lírios, delírios?
(…)sentir, pressentir? ressentir?
(…)amante, diamante?
(…)era, espera? esfera? fera?
(…)antes, viajantes? errantes? amantes?
(…)vestido, investido? revestido?
(…)terno, eterno? paterno? moderno?
(…)deus, semideus? adeus?
(…)erras, terras? encerras? berras?
(…)minha, caminha? caminha?

São tantas julietas virtuais,
são imagens de romeus astrais,
estão muito além das reticências…
estão perto demais dos segundos…

inteligências artificiais
foram implantadas nos oficiais
que trabalham com palavras binárias?

eu aqui tentanto te ouvir em meu mp3, mp4…
vasculhos imagens na internet,
e ainda eu me pergunto até quando?
ganhei um Cavalo de Tróia quando te procurei…
clamei, clamei por um beijo teu,
como se fora o ultimo antidoto,
mas ainda eu me pergunto até quando?

“será que só imaginação? será?
que tudo isso vai acontecer?
será? que tudo isso é em vão?
será?”

(…)sabor!
(…)amor!

                                    (Jan: 09,2008)

Em algum lugar da Estante

Posted in Crônicas, Pensamentos, Poemas, Poesia on 9 de janeiro de 2008 by Prof Gasparetto

(by Fátima Tardelli – Páginas Ilhadas de Um Livro Raro)

Quem são estes livros?
Não são dois livros!
Se um é o livro,
é o outro a pena que escreve,

Se um é a fome,
é o outro o alimento,

Se um é a sede,
é o outro a fonte,

Se um é a doença,
é o outro a cura,

Se um está só,
o outro o completa,

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Quem são estes livros?

Oceanos Vitrais IV

Posted in Crônicas, Pensamentos, Poemas on 9 de janeiro de 2008 by Prof Gasparetto

Básico Instinto

                                           I
Ventavam os mares! Gritavam os barcos!
Gigantes se levantavam alvoroçados…
Tinha apenas uma flecha e um arco,
De repente, tombavam os desalmados…
                                           II
Por todos os lugares eu te ouvia,
Como ventos fortes que arrastam tendas…
Conquistei sozinho todas as colinas…
E eu só te peço que me compreendas!
                                           III
Senti-me gigante enfrentando bárbaros,
Naveguei planetas sendo o teu espaço,
Caminhei todos os dias nos teus sábados…
Então compreendi o que é um abraço!
                                           IV
Revolto meu amor todas as galés,
Querendo ser uma pedra lapidada
Exposta no chão a contemplar teus pés….
Acariciando assim tuas pegadas…
                                           V
Não basta ter um sonho, senão lutar.
As profundezas são pra todos os mares,
Os lugares são para se conquistar,
Do que vale teu amor senão me amares!
                                           VI
Fiz viver Alexandria nos teus livros,
E acabei preso em uma estante,
Um tanto quanto morto, um tanto vivo…
Mas jamais te esqueci um só instante!
                                           VII
Fui contratar ourives da Macedônia,
contratei do alto Líbano, artífices,
trouxe vitórias-régias da Amazônia,
Esculpir-te (em) vitrais! Da vida exige-se!

(Jan: 08, 2008)

Oceanos Vitrais III

Posted in Crônicas, Pensamentos, Poemas, Poesia on 9 de janeiro de 2008 by Prof Gasparetto

Habeas Corpus:

                                     I
São miríades, miríades de distância,
O sol esbofeteia meu rosto pálido,
Retornando a minha cálida infância…
Eu luto por ti, por me sentir tão magno!
                                     II
Longe ouço corais gospel no deserto,
Que por certo querem me sentir jihad,
O sol derrete minhas lembranças, certo?
E teus desertos me descobrem de verdade!
                                     III
Fogueiras à noite, e o vento uiva…
Não há sonhos, há pesadelos que rondam,
Eu sempre me perdi minha musa…
Pergunto aos ventos, por quê? Não respondam!
                                     IV
Calei-me assim como calam algozes,
Perdi todas as malas em Istambul,
Por que segui o que diziam as vozes:
_”Teu amor é infinitamente Azul…!”
                                     V
o Expresso da Meia-Noite, não passou,
e pelas ruas vazias da Turquia,
foi um vazio que me condenou,
Jogaram-me chaves, e fugi pras vias…
                                     VI
A única passagem que eu tinha,
Levava-me apenas a Constantinopla…
Sentia-me um amante clandestino,
Daqueles que foge de toda manobra!
De repente, retornei ao meu caminho!
                                     VII
Arrastei-me nos oceanos a fora,
Sentindo-me um ateu Excalibur,
Eliminando dragões por tod’ Europa,
Com seus paupérrimos corações inválidos!

(Jan: 07, 2008)

Oceanos Vitrais II

Posted in Crônicas, Pensamentos, Poemas, Poesia on 9 de janeiro de 2008 by Prof Gasparetto

Mare Nostrum

                                     I
A tarde vai descendo como mistérios,
Iguais teus olhos quando querem seguir,
Vou caminhando pelos carinhos sérios,
quando te revelas, tenho que partir…
                                     II
nas areias sou fragmentos sem cor,
a águas vão arrastando qualquer um,
depois retornam oferecendo dor,
fragmentando-me por ser tão comum!
                                     III
Pensava eu ser um gigante guerreiro,
E pelo mundo inteiro buscar teu rosto!
Mas vi que há muitos vales estreitos,
Que me deixam covarde em me desgosto!
                                     IV
Damascos colhi para fazer licores,
Preparei festas, com músicos distantes,
Tentei cobrir teu leito com alfajôres,
E dançarmos feito jóias, diamantes!
                                     V
Que me perdoem todos os sheiks árabes ,
Mas eu roubei camelos, ouros e tendas…
Quero te dar muitos amigos em ágapes,
Pelo nosso amor, eu quero que me entendas!
                                     VI
Pelas areias, pelas tuas pegadas,
Só o sofrer pode estar nas poesias…
Eu tinha sede e fui até Granada,
Eu me perdi no mundo, e tu sabias…
                                     VII
Que as tuas mãos se estendam para mim,
Convidando-me tão longe a beijar,
Mediterrâneos encharcam meus caminhos,
Caravanas sabem que eu vou te encontrar!

(Jan: 06, 2008)